sábado, 11 de setembro de 2010

Ter sempre presente

11 de Setembro


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A barbárie nazi em Oradour-sur-Glane, França

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Comunicado do Conselho Superior da Magistratura sobre o processo Casa Pia

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Os cinco e o penacho

João Cândido da Silva, Jornal de Negócios


Como diria José Berardo, também conhecido por Joe, há coisas que são "silly" em todas as "seasons".

Por exemplo: o choro e ranger de dentes que estourou em redor do negócio de venda da Vivo, com o objectivo de definir a quem devem ser entregues os louros.

Uma operação com a envergadura estonteante de 7,5 mil milhões de euros, acompanhada da aquisição de uma nova posição accionista no capital de um concorrente e feita em tempo recorde é o pretexto apetitoso para a refrega. E mostra-se de tal forma irresistível para quem, de perto ou de longe, acompanhou os progressos do negócio, que até conseguiu extinguir a mais leve noção do ridículo em protagonistas que costumam cultivar uma pose sisuda, decorada com botões de punho.

José Sócrates, praticante indefectível do auto-elogio, deu o arranque. Numa das suas já lendárias piruetas, passou uma esponja sobre o primeiro-ministro que alegou ser a Vivo uma participação de interesse estratégico nacional. E passou a aprovar a operação e o encaixe de investidores que, ao tempo da utilização da "golden share", eram acusados de apenas conviver bem com os ganhos de curto prazo. Se não fosse ele, nada se teria feito. Um coro amestrado concordou.

Seguiu-se o presidente brasileiro. Não quis ficar para trás e não ficou. Em poucos dias, surgiram nos media as notícias e comentários que davam a intervenção de Lula da Silva como um elemento determinante de todo o processo. Sem ele, nada se teria feito. Já eram dois para ocupar o lugar cimeiro do pódio mas nada impediu que um coro amestrado concordasse, nem sequer que a história terminasse por aqui.

Para a assembleia geral de accionistas em que a "operação Vivo" foi aprovada, estavam reservadas mais reivindicações de glória. Henrique Granadeiro disse que o órgão encontrou soluções onde outros criaram problemas. Se quisesse justificar os apreciáveis salários e prémios que se pagam a este nível, não teria encontrado melhor formulação. Feitas as contas, por esta altura o pódio já tinha três pretendentes, todos disponíveis para ficar na mó mais de cima, porque sem Granadeiro nada se teria feito. O coro acenou em concordância.

Zeinal Bava, com o toque cosmopolita que só se adquire depois de frequentar Wall Street, escolheu uma revista brasileira de grande circulação e influência para se juntar ao grupo. Fez as declarações suficientes para se perceber que se vê, e quer ser visto, como o verdadeiro herói. Uma parte do coro assentiu, outra não gostou. Como não há quatro sem cinco, José Maria Ricciardi, presidente do banco de investimento que seguiu toda a operação, não quis ficar apenas com a comissão, generosa, e dispensar a coroa de louros, vistosa. Sem o banqueiro, garantiram fontes anónimas mas oportunas, nada se teria feito.

Nos grandes negócios, nada disto é inédito. Há uns dias, numa entrevista publicada no "Expresso", António Mexia declarou ter trazido a Autoeuropa para Portugal, afirmação que deve ter mexido com os nervos de Fernando Faria de Oliveira e Luís Mira Amaral. O que devia surpreender é que estas lutas para ver quem fica com o penacho são travadas por quem não se cansa de falar em colaboração, parcerias e trabalho de equipa. Se o objectivo fosse o de traçar uma caricatura, não seriam capazes de melhor.

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EDP paga para Manuel Pinho dar aulas em Columbia!

Helena Garrido, Jornal de Negócios

A cadeira que Manuel Pinho vai dar na Universidade de Columbia está integrada num projecto a quatro anos financiado pela EDP.

A eléctrica portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs (SIPA), num montante que pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar e que tem como uma das iniciativas o seminário sobre energia renováveis que vai ser leccionado pelo ex-ministro da Economia.

"Manuel Pinho será professor visitante School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade Columbia. A sua posição faz parte de uma série de novas iniciativas que estão a ser apoiadas pela EDP", disse ao Negócios fonte oficial da Universidade e Columbia.


Nota – Pagar para ensinar! E guardar segredo! Sobretudo, guardar segredo, que para ter de ouvir tal luminária o preço deve ser alto!

N.R. – O homem vai ser professor de tauromaquia! 



O ministério antiprofessor

Henrique Raposo, Expresso
 
O ministério da educação já não existe na realidade. Os pedagogos da 5 de Outubro só existem no mundo do humor. E, no meio deste humor involuntário, lá vão destruindo a figura do "professor".



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Política a Sério

José António Saraiva

A conclusão do caso Freeport, conhecida na semana passada, foi a terceira tentativa para dar cabo do processo. E parece que resultou.
A primeira investida data de 2004. Procurou-se então matar o caso ‘no ovo’ – fazendo passar a ideia de que se tratava apenas de uma manobra política (orquestrada por Santana Lopes) para atingir José Sócrates. Confesso que aceitei esta versão.Sócrates, como ministro do Ambiente, projectava a imagem de governante determinado, que cortava a direito, não cedia a pressões nem fazia favores – sendo natural que o tentassem denegrir.
Assim, quando em 2008 a jornalista Felícia Cabrita me voltou a falar do tema, torci o nariz.
Mas agora havia mais matéria: havia uma carta da Polícia inglesa, havia uma reunião do Eurojust em Haia onde o processo tinha sido tratado.
Mesmo assim exigi documentos, provas.
E elas começaram a pingar.
Publicámos a primeira notícia, que o PGR se apressou a desmentir – mas o processo lá começou a fazer o seu caminho, provocando inúmeros incómodos.
Quando o Freeport já assumira grande importância e era um caso nacional, soube-se que Lopes da Mota, o representante de Portugal no Eurojust, tinha feito pressões junto dos magistrados portugueses, invocando os nomes do ministro da Justiça e do primeiro-ministro, para o processo ser arquivado.
Era a segunda tentativa para abafar o caso.
E aqui eu percebi que havia qualquer coisa escondida.
Se o tema era inócuo, como se justificavam tantos cuidados?
Se tudo tinha sido legal, porque havia tanto medo?
Mas o freeport lá continuou a avançar – e na semana passada a Procuradoria anunciou a conclusão do processo, acusando dois indivíduos e ilibando José Sócrates.
O primeiro-ministro veio a público cantar vitória – e os seus apoiantes embandeiraram em arco: provava-se que Sócrates estava totalmente inocente!
Só que, no dia seguinte, o Público revelava que o caso tinha sido encerrado às três pancadas – e que todas as dúvidas que envolviam Sócrates se mantinham intactas.
Mais: os magistrados faziam questão de incluir no processo as 27 perguntas que não tinham tido ocasião de colocar ao primeiro-ministro – e que, no fundo, ficavam a pairar como outras tantas suspeitas.
Durante o tempo que durou este processo fiz várias vezes a mim próprio a seguinte pergunta: como se explica que, tendo o nome de Sócrates sido tantas vezes referido, os investigadores não o tenham ouvido?
Como se percebe que, sendo ele o principal responsável do Ministério que esteve no centro de toda a polémica, não tenha sido chamado a dar explicações?
Como se entende que, sendo o superior hierárquico de vários arguidos no processo, não tenham precisado de lhe perguntar coisa nenhuma?
Não era compreensível.
Agora entendi: os investigadores queriam acumular o máximo de dados antes de ouvirem Sócrates.
Sendo ele agora primeiro-ministro, preferiram juntar todas as dúvidas para o ouvirem de uma assentada.
Só que, quando o iam fazer, o PGR mandou encerrar o processo.
Como um árbitro que apita para o fim do jogo quando vai ser marcado um penálti.
A decisão do PGR custa muito a entender.
Ninguém percebe por que razão o caso Freeport teve de ser fechado à pressa – quando, na mesma semana, a sentença do caso Casa Pia, anunciada com grande aparato, foi adiada por um mês.
No Freeport o PGR funcionou uma vez mais como um pára-choques do primeiro-ministro.
O que não espanta: em caso de dúvida, ele tem decidido invariavelmente a favor de José Sócrates.
Pinto Monteiro iniciou o seu mandato cheio de boas intenções.
As suas primeiras declarações eram frontais e revelavam independência.
Só que, com o acumular de casos envolvendo o chefe do Governo, o PGR foi--se sentindo encurralado pela comunicação social – e foi-se deixando encostar ao primeiro-ministro (num processo semelhante, aliás, ao que ocorreu com Marinho Pinto).
Ao ponto de podermos dizer que José Sócrates e Pinto Monteiro combatem hoje ombro a ombro na mesma trincheira: as críticas a um são vistas como críticas ao outro.
Para isso também contribuirá a amizade antiga de Pinto Monteiro com Proença de Carvalho – que por sua vez é advogado de Sócrates.
 
Uma última nota para o próprio Sócrates.

O primeiro-ministro decerto soube as condições em que o processo Freeport foi encerrado – e as perguntas que os magistrados queriam fazer-lhe e não puderam.
Ora como é que, sabendo isso, se prestou a fazer a declaração que fez, congratulando-se por ter sido completamente ilibado?
Como foi possível? Ao menos tinha ficado calado – e não vinha a público fazer aquele número de teatro. Para o primeiro-ministro já tudo é farsa, representação?
O certo é que, neste estranho caso, Sócrates acaba mais suspeito do que começou – porque as dúvidas sobre alguns dos seus actos ficaram registadas no processo para a posteridade.




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Sua Alteza, Monteiro I

Alberto Gonçalves

O Procurador-Geral da República queixou-se, em entrevista ao DN, de possuir os poderes da Rainha de Inglaterra. Com todo o respeito, não é exactamente verdade. Desde logo, porque a Rainha de Inglaterra não pode dar entrevistas a queixar-se de ter os poderes do dr. Pinto Monteiro. Depois, porque ou eu estou enganado ou à Rainha de Inglaterra não cabe "dirigir, coordenar e fiscalizar a actividade do Ministério Público e emitir as directivas, ordens e instruções a que deve obedecer a actuação dos respectivos magistrados".

A Isabel II nem sequer é permitido emitir palpites acerca das instituições judiciárias inglesas. Já o nosso procurador-geral não só manda nas suas equivalentes de cá como misteriosamente intervém nas de lá, pelo menos a julgar pela rapidez com que assegurou a inocência do eng. Sócrates logo no início da versão britânica da novela Freeport.

O procurador-geral tem o direito de achar que tamanha autoridade não lhe chega? Claro que sim, na medida em que cumpra o dever de agir em conformidade. É duvidoso que um magistrado com a experiência do dr. Pinto Monteiro não conhecesse previamente os reais poderes do cargo para que o nomearam. Se conhecia, o bom senso aconselhava a que recusasse a nomeação. Se não conhecia, o bom senso recomendava que se demitisse com urgência. Se não se demitiu ou demite, o pudor sugere que não venha exigir competências através da imprensa.

Isto, naturalmente, se as afirmações do dr. Pinto Monteiro, sempre desastradas na forma, tivessem alguma razoabilidade no conteúdo. Mas, se por exemplo a gentil arbitrariedade aplicada às "escutas" ao primeiro-ministro não bastasse, o apoio dedicado ao procurador-geral por figuras do gabarito do bastonário dos advogados e da dra. Morgado dos super-processos-que-nunca-vão-longe prova concluden- temente que não há razoabilidade nenhuma.

Há a história pessimamente contada do famoso outlet, há uma investigação curiosamente enxovalhada pelo topo hierárquico e há uma justiça que finge querer influenciar a política para disfarçar a influência que a política exerce de facto sobre a justiça. Há, em suma, pouca vergonha. E não poucos poderes.



Na Argentina:

Filhos adotivos recusam possibilidade de adoção
por "casais" homossexuais

Ver artigo em:

http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2010/08/na-argentina-filhos-adotivos-recusam.html






Sua Santidade Sócrates ascende aos altares

João Miguel Tavares, Correio da Manhã 

Quando SSS (Sua Santidade Sócrates) apareceu terça-feira na sua residência oficial a congratular-se com o fim da investigação ao caso Freeport, afirmou – e cito – que assim se demonstrava não haver "razão para acusar quem quer que fosse de financiamento ilegal a partidos, corrupção ou tráfico de influência".

Depois virou as costas e foi-se embora, porque não há nada como uma boa proclamação de inocência sem direito a perguntas – actividade que o primeiro-ministro muito aprecia, seja em declarações à imprensa, seja em entrevistas à RTP.

Infelizmente, SSS mais uma vez confunde – outra das suas actividades favoritas – o não haver "razão para" com o não haver "provas de". Isto já para não falar da diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal, uma subtileza demasiado subtil para a sua cabecinha. O caso Freeport fede, fedeu e continuará a feder por todos os lados, e lá por a polícia e o Ministério Público não terem sido capazes de descobrir os responsáveis pelo mau cheiro, não significa que ele não exista. Aparentemente há provas de que Manuel Pedro e Charles Smith pediram muito dinheiro ao Freeport e que o Freeport lhes entregou esse dinheiro – e o elo quebra-se aí. Mas tenho cá para mim que os dois senhores não hão-de ter agarrado nas notas para fazer barquinhos e lançar ao Tejo. Desconfio de que as entregaram a alguém – até porque o Freeport acabou miraculosamente aprovado nas vésperas de o PS sair do governo.

Ora, a esta pergunta José Sócrates nunca respondeu: porque é que o empreendimento foi aprovado nas vésperas de o PS sair do governo? O nosso SSS fez declarações, deu um par de entrevistas, mas esta singelíssima questão continua envolta no mais profundo mistério. E – aposto – assim continuará, até porque a linha que separa a verdade da mentira há muito se eclipsou da sua confusa memória.



Os hospitais das Forças Armadas

João Brandão Ferreira

Grassa, novamente, grande celeuma por causa da reforma da saúde militar, assunto recorrente desde os idos de … 1977!

Cada vez que chega ministro novo, lá se desenterra a polémica da reforma da saúde militar, grupo de trabalho para aqui, discussão para acolá, memorandos, notícias nos jornais, palpites a esmo.Ninguém se entende, avanços e recuos. Sai montanha aparece o rato.

Alguma coisa se tem feito e parece que ninguém está satisfeito mesmo quando as coisas não funcionam nada mal.

Com o anterior ministro, a cena repetiu-se, mas como não tinha força no governo e no partido que o sustentava, nem grande jeito para a função, tudo se baldou em nada. Agora temos um ministro ignorante da coisa militar, com passado trotkista e anti militarista primário, mas com peso político. E já demonstrou que não é peco de ideias. Daí a voltar à carga na saúde militar, foi um fósforo.

Desta vez a coisa soa a sério.

Só que não sabemos se são sérias as intenções do senhor ministro e os exemplos dos seus antecessores não são de molde a sossegar-nos.

As principais razões que estão na origem das dificuldades em avançar nesta aérea – que é complexa, é bom que se refira – é a falta de conhecimento dos políticos nesta matéria e não saberem exactamente o que querem para além do “deja vú”: reduzir custos e alienar património, a fim de obter uns trocos que lhes aliviem a tesouraria...

Além disso condicionam, à partida, qualquer reestruturação que se deva fazer, pois não querem ouvir falar em investimento. Ora está para vir o tempo em que se pode fazer uma sem o outro…

A Armada,o Exercito e a FA, também não se entendem sobre o que querem – quando querem. Aqui há um problema de raiz que começa dentro de cada ramo: de um modo geral a hierarquia militar percebe pouco de saúde (e não tem apetência para isso), ao passo que o pessoal ligado à saúde, não entende quase nada de tropa (nem tem apetência para isso). Ora como estamos a tratar de dois termos “saúde” e “militar” estes camaradas em vez de se entrincheirarem atrás de eventuais preconceitos melhor seria que aparassem a ignorância que lhes cabe em sorte e tentassem aprender uns com os outros. A crónica falta de exclusividade entre o pessoal da Saúde e as rotinas criadas,fazem o resto.

A um nível em que as coisas já não se passam assim, isto é, o Conselho de Chefes Militares, cada um refém de uma realidade distinta, falha-se no entendimento e entra-se em passo trocado com o senhor ministro que nem sabe marcar passo, mas tem o ministro das finanças e um lote de jornalistas à perna.

Entra-se de seguida, em cacafonia.

No meio da cacafonia percebe-se, contudo, que ninguém está, aparentemente, preocupado com a Saúde Militar. O assunto está desfocado.

Sejamos claros: a única razão para a existência de um Serviço de Saúde Militar (SSM), em cada ramo é o apoio às forças em operações. E como a realidade operacional de cada ramo é diferente, cada serviço de saúde tem que estar organizado em conformidade. Nem tudo é miscível, embora haja actividades que podem ser exercidas em comum. O apoio às tropas, isto é, à sua operacionalidade, corre um largo espectro de acções: selecção e recrutamento; prevenção da doença; aconselhamento de estado maior; investigação; apoio directo às operações de combate; evacuação e tratamento de feridos, tanto em hospitais de campanha como em hospitais de retaguarda (tudo aliás bem definido a nível NATO), recuperação de indisponíveis a fim de que posam ser lançados novamente no serviço activo; tratamento e assistência a deficientes; gestão de stocks de medicamentos e material de apoio médico e cirúrgico,etc; e nos últimos anos até se têm desenvolvido uma quantidade apreciável de acções saúde militar, no âmbito da cooperação técnico militar, com os PALOPs e em operações de Paz e Humanitárias, que vêm sendo desenvolvidas no espectro bilateral, NATO, ONU, UE, etc.

Ora salvo melhor opinião, não parece que alguém ande preocupado ou a discutir algo disto. O que se anda a discutir é o que os SSM devem fazer na sua capacidade supletiva, isto é, o apoio à família militar (o que não é dispiciendo). Ora a família militar com o fim das campanhas ultramarinas, aumentou muito, ao passo que os efectivos no activo não pàram de diminuir. Daí a pressão nos hospitais das FAs, alguns dos quais foaram,entretanto, fechando…

Ora bem, o apoio à família militar é mais um problema do IASFA do que dos Ramos e respectivos serviços de saúde e pode ser resolvido estabelecendo contratos com os hospitais e centros de saúde civis, o que já acontece em muitos casos.

Acontece também que os hospitais militares, estão a abarrotar com doentes, pois apoiam outrossim os efectivos da PSP e GNR (que já dobram o número dos militares…), além de que se alargou o apoio em determinadas especialidades aos utentes da ADSE, ou seja está tudo a trabalhar em ocupação adequada e em proveito de todos.

Há apenas que racionalizar o que fôr de racionalizar, como aconteceu por ex., no hospital da Força Aérea com a marcação de consultas – que melhorou imenso – depois de um incidente evitável. Não se percebe pois, qual é o problema nem porque o senhor ministro insiste em transformar quatro hospitais que estão a funcionar relativamente bem e reduzi-los a um (mais um hospital no Porto), ainda por cima sem querer gastar um tostão? Quer arranjar um monstro como S. Maria? Mas para ser apenas um, não pode ser qualquer dos militares existentes, pois nenhum deles comporta o volume de trabalho dos quatro, além do que mudar infra estruturas custará muito dinheiro, fora os símbolos de impossibilidade...E o que fazer com os investimentos que continuadamente se têm feito nos actuais hospitais? E se se transferir um fluxo de utentes para os hospitais civis (com o ónus moral na família militar …), não se vai transferir os custos de um lado para o outro?

Tudo isto impondo-se prazos irrealistas. O resultado será o nivelar por baixo, a confusão no sistema, como aconteceu recentemente com as mudanças na “assistencia na doença”. E resta esperar que muitos dos profissionais de saúde não façam as malas e abalem...

Porém, a cereja em cima de todo este bolo é a discussão sobre o serviço de urgência militar!

Julgamos que na actual conjuntura não se torna necessário qualquer serviço de urgência conforme aquele que conhecemos nos hospitais que a têm. Nada o justifica ( além de que não há meios!). Em primeiro lugar porque a rede de urgências no País é suficiente . Qualquer acidentado militar pode ser transportado para uma delas sem qualquer problema e sem acréscimo de custos. Os hospitais militares, por seu lado, já dispõem de serviços de triagem que podem enviar rapidamente qualquer doente necessitado para uma urgência civil.

Em caso de crise ou guerra o caso pode mudar de figura, mas nessa altura todo o pessoal militar médico e de enfermagem fica mobilizado 24H por dia (adeus consultórios privados e duplo emprego…) , e faz-se o que se tiver que fazer.

Ou seja, insistimos em arranjar problemas onde não os há… Onde os há, parece que ninguém quer saber. E problemas nos SSM, existem, fundamentalmente, a nível de recrutamento, formação e retenção de médicos e de enfermeiros; gestão das suas carreiras; na contratação de técnicos civis (não há dinheiro!), e na questão dos vencimentos.Por último, na harmoniosa integração dos SSM no todo militar.

E o que é mais trágico em tudo isto é que os chefes militares não se entendam em privado, e se antagonizem em público.

Eu que sou só TCor – e para alguns lerdo de entendimento – quer-me parecer que devia ser exactamente ao contrário.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cavaco, tão perto e tão longe?

José Ribeiro e Castro, Expresso, 2.8.2010


Para a direita, o centro-direita, e o centro não capturado pela esquerda, estes meses surgiram diferentes do que se previa: um futuro sem Cavaco, ou com Cavaco cativo do eleitorado PS. Não é famoso. Se Cavaco Silva tivesse vetado a lei do casamento homossexual, a questão provavelmente não teria surgido. Mas, após 17 de Maio, tudo ficou mais incerto: não porque se apresentasse outro candidato, mas porque Cavaco Silva deslocou-se de sítio, de referência e de eleitorado.

Em 2006, Cavaco ganhou à primeira volta por 35 mil votos. Não foi grande folga. E alguns inquéritos mostram duas coisas: um declínio do apelo eleitoral e a deslocação para a esquerda do seu eleitorado, tornando-o mais dependente de votos PS para uma reeleição. Os inquéritos Aximage-Correio da Manhã ilustram-no: Cavaco vencia com 60 por cento em Janeiro, com 56 em Março, só com 53 em Junho; e o voto socialista em Cavaco fez-se indispensável, havendo mais eleitores PS a votar Cavaco (36,6%) do que Alegre (34,2%).

Muitos repetem que, numa 2ª volta, Cavaco perde. Isso demonstra uma confrangedora falta de confiança. E assenta em premissas totalmente falsas. Nestes sistemas eleitorais, pode dizer-se quase de ciência certa que quem não ganha uma segunda volta, não é eleito certamente à primeira - e quem ganha logo à primeira, ganharia seguramente a segunda. A questão verdadeira é, portanto, outra: se, pelos seus actos, Cavaco Silva enfraqueceu ou alienou a possibilidade de ser reeleito à primeira volta, o que é melhor para fortalecer as hipóteses de eleição à segunda? Mais candidatos nesse espaço? Ou o monopólio cavaquista? A resposta temo-la na dinâmica natural destes sistemas, incluindo no único caso ocorrido em Portugal: a pluralidade de candidaturas representativas num dado espaço eleitoral favorece a sua mobilização e competitividade; e potencia a sua vitória à segunda volta. Em 1986, Freitas do Amaral não teve mais ninguém no seu espaço de captação eleitoral: liderou folgado à primeira volta; mas perdeu à segunda. Em 1986, só houve segunda volta à esquerda - resultado: a esquerda ganhou.

Ou seja, se o centro e a direita querem vencer as próximas presidenciais e, depois, terem um Presidente do seu espaço e não do outro, podem ter mais hipóteses com diferentes candidatos do que com a suave espera cavaquista.
Pode ser mais seguro ser da maioria presidencial à segunda do que à primeira.

O caso simbólico do não-veto não foi apenas isso, mas o despertador de mais desapontamentos adormecidos: a forma como visitou a Madeira, recebendo a oposição regional numa sala de hotel; o modo como se desenvolveu o diferendo no Estatuto dos Açores; o caso das escutas em Belém e o seu estrondo em cima da campanha do PSD, nas últimas legislativas; a não exigência do referendo ao Tratado Europeu, ao arrepio de todas as promessas eleitorais de 2005; o consentimento do governo minoritário de Sócrates. E, quando Marcelo Rebelo de Sousa, conselheiro de Estado designado por Cavaco, comentava, a propósito do funeral de Saramago, que "é mais importante ser-se Presidente do que os netinhos" - isso ilustra outra fraqueza: a quebra de autoridade externa.

Os desapontamentos feriram os sectores que mais acreditavam em Cavaco e que mais se bateriam quando as coisas apertassem. Agora, as coisas ficaram mais dependentes do cinismo dirigente e do calculismo de ocasião. Isto é mais fraco do que uma candidatura enraizada em convicções, sinceridade, identificação e esperança. Sobretudo é mais vulnerável e incerto. E, por isso, ficou mais complicado. E mais em aberto.

A seis meses de vista, num país em crise, confundido e descrente, estamos perto, mas tudo parece ainda tão longe. Falta entusiasmo, esperança, energia. E falta verdade.



A McDonald's produz anúncio
promovendo a homossexualidade entre os jovens

A União das Famílias Portuguesas alerta para o facto da McDonald’s da França ter produzido um anúncio para a televisão fazendo a apologia da relação homossexual entre um rapaz e outro da sua escola.

Ler mais em:

http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2010/08/boicote-mcdonalds-por-promover.html



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A ministra da educação que organiza debates

Heduíno Gomes

O normalíssimo – que por isso significa bom – sistema de ensino que havia em Portugal foi destruído por Veiga Simão no Governo de Marcelo Caetano. A partir daí, temos o sistema dito «democrático», que está à vista, agora no seu apogeu. Com mais fantasia ou menos fantasia, com mais demagogia («paixão») ou menos demagogia, com mais reforma ou menos reforma, este sistema está condenado nos seus pressupostos antropológicos, filosóficos, didácticos e pedagógicos em geral. Nada a fazer, remendar é inútil.

Mas, de vez em quando, aparece um ministro (nos últimos tempos tra) ou secretário de Estado particularmente iluminado a dar mais uma achega ao caos, matando-nos as saudades da época cavaquista com o genial Roberto Carneiro, que iria acabar com os chumbos através de pacotinhos de leite com chocolate... e obviamente da manipulação das estatísticas.


É agora o caso de Isabel Alçada, que, além de confirmar a sua sistémica confusão das «novas pedagogias», particularmente do agrado da esquerda bem-pensante, vem, com a sua confessada falta de ideias, dizer que vai organizar um debate para descobrir como é a melhor maneira de acabar com os chumbos. A parte positiva da intervenção de Isabel Alçada é confessar de facto o seu vazio de ideias sobre a questão. A senhora confirma assim que foi parar a tra da educação como poderia ter ido parar a tra do ambiente ou tra do comércio externo.
















Quem logo aplaudiu entusiasticamente a ideia foi o subsidiodependente socialista Albino Almeida, particularmente adulador do poder, supostamente representante dos pais dos alunos de Portugal. E daí os media poderem dizer que os pais concordam com a parvoíce...

Por sua vez, o profissional-sindicalista da Fenprof Mário Nogueira coloca as suas pertinentes condições: sim senhora, boa ideia, mas temos de ver isso das condições para concretizar a ideia, isto é, a massa! A massa! A massa!

Não ao aborto gráfico!

Bic Laranja



Quem me conhece sabe que não sou de militâncias nem vou em democracias. Mas há maneiras de prosseguir intentos. E nesta demência duns dromedários linguistas e duns asnos eleitos - conte-se as respectivas pandilhas da Assembleia e dos jornais - em estupidamente abrasileirar por decreto o idioma, confesso que me tenho visto em cuidados e sem bem perceber que propósito anda por trás desta trama ortográfica. Entenda o benévolo leitor a minha aflição; genuflectir a quem nos usurpa a identidade não é digno.

" Lido nas entrelinhas, o A.O. contém uma silenciosa 'Base XXII', nunca declarada, jamais admitida, mas sempre presente. O seu enunciado poderia ser assim:

Em caso de divergência da ortografia portuguesa em relação à ortografia brasileira, deve a portuguesa ser alterada no sentido da prática brasileira (exemplo: em Portugal escreve-se "Junho" e no Brasil escreve-se "junho"; logo, devemos agora todos escrever "junho"). Mas, em caso de divergência da ortografia brasileira em relação à portuguesa, mantém-se a ortografia brasileira, a par da portuguesa, através da criação da correspondente regra da facultatividade (exemplo: no Brasil não se escreve "amámos", para o diferenciar de "amamos", como em Portugal; logo, ambas as formas podem ser utilizadas facultativamente)."

(João Roque Dias, "Tá Tudo Doido, 28/6/2010.)

Se lhe parece que exagero, benévolo leitor, note bem até onde nos afundam nesta humilhação.

" A sessão realizada na Academia das Ciências de Lisboa a 14 de Abril [de 2009] teve laivos de surrealismo: 1) Uma delegação de um dos estados contratantes do A.O. (Brasil) apresenta na sede do "órgão consultivo do Governo Português em matéria linguística" [Academia das Ciências de Lisboa] um V.O.L.P. [Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa] unilateral "brasileiro", já que, segundo o seu responsável, Bechara, «em nenhum momento o Acordo fala em vocabulário comum» [errado: o art.º 2º do Acordo refere-o expressamente]; 2) na mesma sessão, foi também apresentado pela "Academia Galega da Língua Portuguesa" um 'Léxico da Galiza' (mas então, em galego, não se diz Galicia?) para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa". Lindo! Portugal de cócoras, a dar guarida às manias das grandezas de brasileiros (propalando os 190 milhões de "falantes" de português) e de galegos (a eterna política das diversas autonomias espanholas contra o poder centralista de Castela)."

(Id., ib.)

Algo se deve, pois, fazer! Uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos pode ser levada à Assembleia - um instrumento da sempre bendita democracia que carece de 35.000 assinaturas de cidadãos eleitores devidamente identificados, em papel. E todavia, porém...

" Escusado será dizer, sem qualquer desprimor para ninguém, é claro, que nenhum dos chamados “blogs de referência” – os 5 ou 10 mais conhecidos e visitados – mencionou a I.L.C. contra o Acordo Ortográfico. Trata-se de uma questão de divulgação, portanto, e aqui reside também boa parte do problema: não se pode esperar que haja grande adesão a algo que as pessoas desconhecem sequer existir."

(I.L.C. contra o A.O., 16/6/2010.)

Pouco dado, como disse, a iniciativas deste género - e muitíssimo menos a apregoá-lo -, cá fica a excepção que inevitavelmente dita a regra. É triste que esta nação tenha chegado a este ponto. A reclamação do direito natural de me não sujeitar a estrangeiros nas leis da recta escrita do meu próprio idioma segue preenchida e firmada em impresso próprio, amanhã, por correio.





«Uma nova forma de fazer política»

Alberto Gonçalves

Os apoiantes de Pedro Passos Coelho sempre juraram que o homem representava uma nova forma de fazer política. Não duvido. O dr. Passos Coelho é o primeiro líder da oposição que, em última instância, não se opõe a coisa nenhuma. Cada medida absurda do Governo é recebida pelo actual PSD a cinco tempos: 1) Recusa (o PSD acha a medida inadmissível); 2) Negociação (o PSD pretende obrigar o Governo a discutir a medida e forçá-lo a revê-la de acordo com as suas exigências); 3) Confusão (o PSD lança para a imprensa um nevoeiro informativo acerca das suas pretensões e do desenvolvimento da discussão que mantém com o Governo); 4) Aceitação (o PSD proclama que o interesse nacional o levou a concordar com a medida inadmissível do Governo); 5) Vergonha (o PSD pede desculpa ao País).

Numa democracia menos exótica, esta adaptação condensada dos 12 passos dos Alcoólicos Anónimos seria despachada logo que possível. Em Portugal, é um êxito. A julgar pelas sucessivas sondagens, as intenções de voto no PSD crescem em progressão geométrica. Enquanto isso, os socialistas, autores das exactas políticas que o PSD subscreve, estão em queda livre. Imagino que, para a semana, o eleitorado continuará a punir o PS por causa das Scut e dos chips nas matrículas e a premiar o PSD que, depois das típicas cambalhotas, acabará em sintonia com o Governo na questão (ou questões) das Scut e dos chips nas matrículas. Após cinco anos em sentido inverso, o povo decidiu que o eng. Sócrates é o responsável por todas as calamidades que se abatem sobre a nação. O dr. Passos Coelho, que há meses vem legitimando as calamidades, é um herói popular.

Explicações? Não mas peçam. Talvez as desculpas do dr. Passos Coelho tenham tocado o coração das massas oprimidas. Talvez as massas andem tão cansadas do eng. Sócrates que o trocariam pelo Pato Donald ou por uma torradeira eléctrica. Talvez as massas sejam definitivamente malucas. Certo é que as massas querem o dr. Passos Coelho a primeiro-ministro, e só não vêem o desejo cumprido porque, pelos vistos, a nova forma de fazer política também implica evitar o poder a qualquer custo. A nova forma de fazer política ainda será política ou já entra na pura fraude?



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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A maneira prática como o Povo vê a questão


Estás a morrer, Portugal !

Mário Pereira Garrido

(Artigo tomado de um jornal regional)

Quando D. Afonso Henriques te fundou e os seus descendentes foram vergando etnias para fundarem um país desde o Minho até ao Algarve chamado Portugal, os seus habitantes passaram a chamar-se portugueses.

Grandes vultos portugueses da história universal descobriram outros continentes e voltaram a vergar etnias e formaram territórios com um só povo.

Em 1974 aconteceu-te uma grande desgraça com o 25 de Abril da carraça, começaste a receber dinheiro da CEE para acabar com a agricultura, com as pescas, etc., etc., e, ao mesmo tempo, passaste a ser o terceiro país com mais carros da Europa (per capita) e a ter mais casas que pessoas e ainda contínuas a construir.

Estás empenhado e continuas a contrair dívidas, a vender ouro e bocados de ti próprio a estrangeiros. Mais uma vez a CEE te vai empenhando, oferecendo-te dinheiro para a construção do TGV para que os futuros donos possam vir ver os seus bocados.

Entretanto começaram a formar-se etnias de assassinos, ladrões, drogados, pedófilos, corruptos, regionalistas, Miguéis de Vasconcelos que te querem oferecer à Espanha e esta etnia que se está a formar chama-se homossexualidade.

A juventude socialista está para apresentar no parlamento a aprovação de um projecto-lei que passe a autorizar• o casamento entre homossexuais e ao mesmo tempo poderem. adoptar os filhos dos outros. Com tantos problemas que tens para discutir ao que tu chegaste.

Pois bem, vamos lá analisar este projecto-lei.

Quem defende esta possível lei, ou é homossexual ou não tem o mínimo de humanidade. Já se puseram no lugar de uma criança de 3 anos que não escolheu os pais e que quando chegar aos 6 anos e for para a escola, os outros alunos começam a apalpar-lhe o rabo, pode tornar-se homossexual ou ser atingido por distúrbios mentais.

A juventude socialista só deve estar a querer fazer da homossexualidade a maior etnia. A coisa mais bela que há na terra é a mulher, que até é mãe, ou certos socialistas já se esqueçeram de onde é que sairam.

Ciganos e negros já andam aos tiros na rua, gerando insegurança num grande bairro social mesmo junto à capital. Faço aqui um pedido a todos aqueles, como eu, que fizeram o serviço militar e aos que estão nas forças armadas, que juramos defender a Pátria até a morte que se comece a pensar bem a sério na Pátria bem amada de Camões.

Para te resolver uma grande parte dos teus problemas eu tenho a .solução numa carta que enviei em Julho de 2006 a sua Excelência o Sr. Presidente da República.

Observação amigável da Redacção ao autor:
O autor tem inteira razão no diagnóstico e traduz bem o sentimento geral dos Portugueses. O problema está em encontrar a solução. A este propósito, o próprio Presidente da III República está-se nas tintas para a Res publica.




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domingo, 25 de julho de 2010

Unicef patrocina programa que perverte a infância

Eis a «bondade» deste organismo da ONU.

A colunista do Jornal Hoy, Julia Regina de Cardenal, denunciou que a Unicef patrocina em São Salvador o programa televisivo "Sexto Sentido", emitido no canal 33 em horário acessível às crianças e que promove contravalores que pervertem os menores.





segunda-feira, 19 de julho de 2010

A economia europeia -- Uma perspectiva chinesa

A poesia e a economia

Fernando Sobral, Jornal de Negócios
 
A economia não é um predador inclemente. Só o é quando não a entendemos e quando fazemos dela um tubarão digno de um filme de Steven Spielberg.

Há alguns dias Manuel Alegre agarrou na lira e declamou: "Eu não sou economista e sei muito pouco de finanças, mas tenho uma outra visão da economia e não quero na Presidência da República alguém que tenha a superstição dos mercados, que aceite uma posição de subserviência em relação aos mercados, que não diga uma palavra quando o Governo toma uma atitude justa que é a de vetar um negócio que punha em causa grandes interesses nacionais".

É um poema moderno, sem rima, mas que errou no meio e no fim. No fim porque o alvo, Cavaco, já falou para apoiar o veto governamental ao negócio Vivo. E no meio porque, ao afastar do seu mundo lírico a economia, Alegre encerrou a prosa numa jaula, como se fosse um animal feroz.

A economia não é um predador inclemente. Só o é quando não a entendemos e quando fazemos dela um tubarão digno de um filme de Steven Spielberg. Alegre demonstra que não percebe o mundo: este sempre foi feito de créditos e débitos e a própria poesia está cheia desta economia de emoções.

Fazer da sua campanha uma marcha libertadora contra a economia não o levará a lado nenhum. Se olhar para a biblioteca básica da história verá como, de Marx a António Sérgio, a economia foi a poesia das consciências. A cultura nunca viveu num mundo separado da economia: lembre Alegre a Florença dos Médicis ou a Flandres da pintura. Só mais recentemente se achou que eram mundos que viviam de costas voltadas. Fernando Pessoa tinha razão quando dizia: "o poeta é um fingidor". Mas, seguindo a lógica, Alegre é um ficcionista sem noção da realidade.


 

Companhias apoiantes dos grupos de invertidos

Peter and Paul Ministries

As seguintes conhecidas companhias e organizações apoiam e promovem a perversão da homossexualidade e sodomia ao darem ajuda e financiarem as organizações que promovem a homossexualidade.

Estes grupos e empresas têm uma visão depravada do casamento e da sexualidade.

Esta lista foi elaborada a partir da The Human Rights Campaign, uma organização que promove a homossexualidade.

Apresentamos destacados os que mais operam em Portugal e que merecem o boicote das famílias. Ver em:





Deixem-me ver se entendo...

- Se atravessares a fronteira da Coreia do Norte ilegalmente, és condenado a 12 anos de trabalhos forçados.

- Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.

- Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.

- Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.

- Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.

- Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.

- Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.


Mas, se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente, terás:

- Um abrigo ...

- Um trabalho ...

- Carta de Condução...

- Cartão Europeu de Saúde...

- Segurança Social ...

- Crédito Familiar ...

- Cartões de Crédito ...

- Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...

- Escolariedade gratuita ...

- Serviço Nacional de Saúde gratuito ...

- Um representante no Parlamento e no Governo...

- Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...

- Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !

E por último, mas não menos importante:

- Podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira!


E... SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA!

SEM DÚVIDA QUE PARECE IRREAL, MAS É A MAIS PURA DAS VERDADES!



 
 

Como vai o Ocidente


Infiltração Islamista

O Duque de Bragança ao DN:
«Tornar obrigatório a educação sexual
resume-se a dizer: forniquem à vontade»

No dia em que comemora o seu 65.° aniversário, a cinco dias de celebrar sessenta anos do fim do banimento da família real do território nacional, por decreto de Salazar, e em ano de centenário da implantação da República, o herdeiro dos reis de Portugal comenta a situação do País.

Convidado a falar sobre Educação e questionado sobre se «o País está mais preocupado com as causas fracturantes do que com a realidade», o Duque não tem dúvidas.

«Claro ! Tornar obrigatório o ensino da educação sexual resume-se a dizer: forniquem à vontade, divirtam-se, façam o que quiserem mas com higiene. Praticamente é só isso, em vez de dar referências éticas e morais em relação ao desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Ao mesmo tempo, desencorajam-se as aulas de educação moral e estamos a dizer que a moral não tem importância, que só a sexualidade livre é fundamental para a felicidade dos portugueses».

Passos Coelho: o verniz eleitoralista
e as fantásticas histórias da Carochinha

Heduíno Gomes

PPC abre a boca e sai mais uma história eleitoralista. O seu objectivo é sempre agradar a todos.

Ora vejam bem.

PPC quer que a Caixa Geral de Depósitos seja um banco de desenvolvimento. E assim ele agrada aos empresários que necessitam de apoio financeiro. Mas, agradando aos seus patrões que querem dela tomar posse, quer privatizá-la. Que autoridade tem um governo para ditar a missão a um banco privado? Fantástica história da Carochinha!

PPC, concordando com o consenso geral dos economistas, diz que é preciso reduzir a despesa do Estado. Mas diz que não vai reduzir o funcionalismo público – o que não seria eleitoralista em relação ao monstro criado por Cavaco; diz então que conseguiria essa proeza fazendo reduções em itens que pouco contam para o totobola, como apoios a falsos carenciados, comunicações e outras ridicularias. Fantástica história da Carochinha!

PPC, concordando com o consenso geral dos economistas, diz que é preciso reduzir rapidamente a despesa do Estado. Mas diz que o seu plano é de passá-la de 52% do PIB para 42% em duas legislaturas, isto é, 8 anos (aliás, ele falou primeiro em 10 anos e depois precisou para duas legislaturas). Fantástica história da Carochinha!

PPC diz qualquer coisa ao sabor das circunstâncias e das plateias.

Confiem nele e depois digam que não vos avisaram!