sábado, 13 de agosto de 2011

Primeiro-Ministro australiano sem papas na língua

Uma mensagem para a Europa toda aprender
e muitíssimo depressa.
Primeiro-Ministro australiano brilhou novamente!!
Se você quer mudar residência para outro país e se integrar ali, ...BEM-VINDO, mas se você quer mudar qualquer coisa naquele país em que deseja viver... TCHAU, vá-se embora... ADEUS.
O mundo inteiro precisa de um líder assim !
Primeiro Ministro Kevin Rudd - Australia

Foi dito na quarta-feira aos muçulmanos que querem viver debaixo da lei islâmica Sharia para saírem da Austrália, agora que o governo está de mira nos radicais, numa tentativa de desviar ataques terroristas potenciais.
Separadamente, Rudd enfureceu alguns muçulmanos australianos na quarta-feira dizendo que ele apoiava agências de espionagem que monitoram as mesquitas da nação.

Citação:

'IMIGRANTES, E NÃO OS AUSTRALIANOS, TÊM QUE SE ADAPTAR . SE NÃO ACEITAREM,

VÃO EMBORA. Estou cansado desta nação que se preocupa sobre se estamos ofendendo algum indivíduo ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, experimentamos uma onda de patriotismo sobre a maioria dos australianos.'
 
'Esta nossa cultura foi desenvolvida através de dois séculos de lutas, experiências e vitórias por milhões de homens e mulheres que buscaram liberdade.'
 
'Falamos principalmente o INGLÊS, não espanhol, libanês, árabe, chinês, japonês, russo ou qualquer outro idioma. Então, se você desejar se tornar parte de nossa sociedade, aprenda o idioma!'
 
'A maioria dos australianos crê em Deus. Não se trata de um movimento direitista político, mas um facto, porque homens e mulheres cristãos fundaram esta nação em princípios cristãos, e isto está claramente documentado. É certamente apropriado exibir isto nas paredes de nossas escolas. Se Deus o ofender, então sugiro que você considere outra parte do

mundo como seu novo lar, porque Deus faz parte de nossa cultura.'
 
'Aceitaremos suas convicções e não questionaremos por quê. Tudo que pedimos é que você aceite as nossas, e que viva em harmonia e desfrute pacífico connosco.'
 
'Este é NOSSO PAÍS, NOSSA TERRA e NOSSO ESTILO DE VIDA e nós lhe permitiremos toda oportunidade para desfrutar tudo isso. Mas uma vez que você acabe de reclamar, lamentar e se queixar sobre Nossa Bandeira, Nosso Penhor, Nossas Convicções Cristãs ou Nosso Modo de Vida, eu recomendo fortemente que você tire proveito de uma outra grande liberdade do australiano, 'O DIREITO de IR-SE EMBORA.''
 
'Se você não está então contente aqui,PARTA! Não o forçámos a vir para cá.

Você pediu para estar aqui. Assim, aceite o país que VOCÊ ESCOLHEU.'

 
 
 

O crime de Oslo

João J. Brandão Ferreira

                                     “Não matarás”

                                     5.º Mandamento da Lei de Deus


A pressa em noticiar, ou escrever, sobre um caso como o vertente (explosão de um carro cheio de explosivos no centro da capital norueguesa, seguido de tiroteio, indiscriminado, sobre uma pequena multidão de jovens, reunidos numa minúscula ilha, nos arredores da mesma cidade, no pretérito 22 de Julho), fruto da pressão mediática e da procura de um furo jornalístico, é antagónica de uma reflexão serena e do cruzamento de informação, necessárias a um correcto enquadramento e entendimento do que se passou.

Mesmo para as autoridades que investigam directamente o caso, a “fotografia” da ocorrência pode levar muito tempo a ficar com os contornos claros.

Por isso o que vamos apor sobre o papel, são apenas algumas reflexões avulsas.

Primeiro, quem é o autor confesso do acto, de seu nome Anders B. Breivik?

Além de cidadão norueguês e do seu aspecto físico, pouco se sabe. Em termos ideológicos a confusão é enorme, aparecendo como uma mistura de auto proclamado “Templário”, em cruzada por uma Europa Cristã; membro da Maçonaria (qual?); amigo/aliado de judeus (ou sionistas?), com ideias difusas sobre o nazismo, misturadas com críticas à Igreja de Roma e simpatias pela homossexualidade. Acusações de ligações à Extrema - direita, choveram de todos os cantos.

Cabe aqui referir que a Ordem do Templo fundada em 1118, na Terra Santa, foi extinta pelo Papa Clemente VII, em 1312, após um processo pouco menos que obscuro. Em Portugal existiu desde 1128 e foi fundamental para a consolidação do Condado Portucalense e durante toda a 1ª Dinastia. Num passe de alta política, o Rei D. Dinis, nem sempre em consonância com a Santa Sé, transformou-a, entre 1317 e 1319, na Ordem de Cristo. Aquela que lançou e manteve os Descobrimentos até que D. João III a enclausurou, numa reforma pouco clara e quase nada estudada, até hoje.

Os Templários eram uma milícia cristã de elite, que praticavam a tolerância religiosa; atacavam de frente os seus inimigos, após lançarem o grito “Não a nós, Senhor, mas dá glória ao teu nome”. Convenhamos que confundir o Sr. Breivik com um verdadeiro templário, deixa um bocado a desejar…

Segundo, o homem estará no seu perfeito juízo?

A controvérsia é enorme. Também aqui é necessário tempo. A multitude de perfis psicológicos traçados é ruído, à mistura com eventuais estratégias de defesa a apresentar em tribunal. Pessoalmente penso que um indivíduo que matura uma acção do jaez daquela que foi cometida – e, eventualmente, o que lhe estaria associado – e escreve ensaios doutrinários de 1500 páginas, burro não será, nem falho de vasta cultura e informação; fundamentalista de algo e desequilibrado, parece ser. Se sofre de alguma psicopatia grave, resta provar.

Tendo pensado em tanta coisa, esqueceu-se, porém, do óbvio, que foi preparar uma escapatória para si. Foi preso com facilidade e também não intentou matar-se. Estranho…

Stalin mandou matar e escravizar milhões de pessoas e nunca lhe chamaram louco. Ainda hoje há quem goste dele. Idem, para Mao Zedong e mais uma mão cheia de variadíssimos crentes na possibilidade de fazerem um “homem novo”, e que achavam que os meios justificavam os fins. O que teve origem na Revolução Francesa…

O partido Nazi intentou exterminar vários géneros humanos e não é fácil classificar a “doença” de que sofriam; fizeram tudo, até, friamente e com uma racionalidade que desafiava os sentimentos.

Já os Aliados ingleses e americanos, só à conta deles, deixaram morrer de fome e doença, cerca de um milhão de soldados alemães, em campos de prisioneiros, já depois de a guerra ter terminado. O primeiro evento ficou conhecido como “Holocausto” e é revisitado por Hollywood de tempos a tempos; o segundo tomou o nome de “outras perdas” e nunca serviu de guião a nenhum filme.

Por último, o que terá movido o atirador, num país onde, por norma, não se mata uma mosca?

Pois parece que foram duas coisas: o predomínio da cultura marxista, mesmo passados todas estes anos após a queda do “muro de Berlim”; a invasão muçulmana da Europa, apoiada no “multiculturalismo” e em políticas erradas de muitos anos.

Perante isto prevê-se o colapso da civilização europeia e cristã em poucas décadas, onde o baixo índice de natalidade de caucasianos europeus representa uma causa de monta.

Bom, aqui a coisa fia mais fino.

É que o cidadão, que tinha mais munições para disparar do que a maioria das unidades militares portuguesas, não tendo qualquer razão nos métodos tem, na parte que toca ao argumentário, toda a razoabilidade. Goste-se ou não, e não serve de nada tentar enganar a cabeça da avestruz com o politicamente correcto.

De facto o substrato ideológico marxista e, sobretudo, “soissante huitard”, é transversal a largas camadas da sociedade europeia ocidental - os europeus de leste parece que ficaram vacinados. Gente com estas ideias – que só causaram malefícios à Humanidade – continuam nos governos, nos “média”, nos sindicatos e na intelectualidade e circuitos artísticos, influenciam os figurinos de instrução e a desconstrução da sociedade.

O combate ideológico tem sido frouxo; a cedência cobarde, a norma.

A emigração é, possivelmente, um caso ainda mais grave (embora influenciada pelo anterior), pois está fora de controlo.

Com o fito de encontrar melhor nível de vida, vagas de milhares e milhares de emigrantes, de África, Médio Oriente e Ásia, passaram a mover-se para os países europeus a partir da década de sessenta do século passado. Muita desta emigração foi, em tempos, encorajada pelos próprios governos, para fazer face à falta de mão – de - obra, nos seus países e, também, porque a maioria dos seus nacionais deixaram de querer exercer uma quantidade de ofícios e serviços, considerados de menor relevo social.

Só que os números aumentaram em tal magnitude, que passaram a causar sérios problemas sociais e de integração. Complicou o quadro, o facto de haver comunidades que, por religião ou idiossincrasia própria, se recusavam a integrar-se e a respeitar regras, criando os seus próprios “guetos”. Tal agravou-se, com o tempo, por via das segundas e terceiras gerações que, desenraizadas e sem perspectivas, passaram a ter comportamentos associais e criminosos. Pelo meio medraram inúmeras organizações ilegais que ganhavam a vida com a emigração clandestina, fracamente combatidas pelas autoridades.

Mas não eram só os emigrantes que não se integravam, a maioria dos europeus é racista e nunca se integrou com eles. A mediana (uma espécie de fronteira), passa pelo paralelo que corta a França ao meio, com o maior grau de racismo a vir de norte para sul.

Verdadeiramente o único povo europeu não racista é o português como a sua História atesta, do mesmo modo que a História dos outros evidencia a sua maneira de ser e estar. Só nós “convivemos” e nos damos, o que representa a verdadeira e superior forma de integração.

Foi isso que tentámos fazer durante quase 600 anos, em que colonizámos um pouco pelo mundo inteiro. Enquanto não acabaram com esta nossa maneira de ser e estar, politica e socialmente, fora da Europa, não descansaram. Mas nós é que tínhamos razão, não os nossos inimigos e adversários…

Para se lidar com esta nova realidade, no Velho Continente, nomeadamente nos países da União Europeia, inventou-se o “multiculturalismo”, que não é mais do que a tentativa da segregação civilizada, baseada numa tolerância postiça, comprada com muitos subsídios.

Ora deixou de haver dinheiro para subsídios, oferta de emprego já não há e multiplicam-se os bairros em que a polícia não entra. Há câmaras com presidentes e vereadores emigrantes ou ex-emigrantes e os naturais cada vez se têm que conformar com direitos e modos de vida dos “estranhos”, do que com os seus, etc. Um “etc” vastíssimo.

Ora se em cima de tudo isto fizermos umas contas simples de estatística, com matemática acessível aos menos ilustrados, veremos que apenas em poucas décadas, devido à demografia, os naturais de cada país, serão submersos por outros cuja matriz nada tem a ver com eles.

Até pode ser que seja bom, ou “inevitável”, ou qualquer outra coisa. Mas seria do mais elementar bom senso – e, até, democrático – estudar o assunto, pô-lo à discussão, pesar as consequências e, talvez, referendar decisões.

A continuarmos assim, vamos cair no abismo, e casos como os que agora sucederam em Oslo, serão apenas pequenos episódios, que se irão passar a repetir amiúde.

Pode ser, porventura, que tudo isto esteja a ser provocado e tolerado para se acabar com as nações. Mas isso já é outro patamar de discussão.

A Presidente do FMI ganha menos
do que Faria de Oliveira, Presidente da CGD...


Christine Lagarde receberá do FMI mais 10% que Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos que o Presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora ainda está mal paga pelo padrão de Portugal.

Com tantos banqueiros e gestores tão bem pagos, não se percebe como é que Portugal está tão desesperadamente falido. Ou talvez se perceba. Ora aí está um bom sítio onde podemos fazer poupanças. E não colhe o argumento de que nos arriscaríamos a perder os melhores...

 

Presidente

Remuneração base: 371.000,00€;

Prémio de gestão: 155.184,00€;

Gastos de utilização de telefone: 1.652,47€;

Renda de viatura: 26.555,23€;

Combustível: 2.803,02€;

Subsídio de refeições: 2.714,10€;

Subsídio de deslocação: 104,00€;

Despesas de representação: cartão de crédito onde "apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente documentadas com facturas e comprovativos de movimento - não quantificado...

Em suma, apenas com o vencimento base e o prémio de gestão, foram 526.184,00€!!! (a Directora do FMI foram 381€ já com despesas de representação) e depois ainda há uns gastos com telefones, combustíveis, etc., para além de um cartão de crédito de valor não quantificado!





















segunda-feira, 8 de agosto de 2011

BIC laranja, BIC cristal

A privatização do BPN é o melhor negócio do ano.

Pedro Santos Guerreiro

A privatização do BPN é o melhor negócio do ano. O Governo tinha um prazo muito apertado e é preciso elogiar a excelente capacidade de negociação, a rapidez, o valor, a separação dos activos. Quanto mais se sabe da operação, mais é preciso sublinhar o mérito do homem-chave deste sucesso: parabéns, Eng.º Mira Amaral.

O problema do BPN já existia e já era enorme. Mas é chocante ver o Estado português ajoelhar-se assim. O negócio não é mau, é péssimo. É inexplicável que o Montepio tenha sido arredado.

E é dinheiro dos contribuintes que está em causa. Portugal está a iniciar um processo acelerado de privatizações, não pode fazê-lo sem transparência, como é o caso. O ministro das Finanças também tem muito orgulho desta venda do BPN?
 
A nacionalização teve de ser feita. Mas demorou-se uma eternidade a resolver o problema, assim agravando-o. A responsabilidade é inteira do Governo de José Sócrates: nunca quis reconhecer o "buraco" nas contas públicas nem assumir o despedimento dos dois mil trabalhadores que lá estavam. E, verdade ou consequência, o BPN foi arma de arremesso político contra Cavaco Silva. Uma desgraça, é o que é.

No ano passado, Sócrates quis privatizar. Colocou como preço mínimo 180 milhões de euros, exigiu que não houvesse despedimentos e quis vender um banco ainda intoxicado por créditos maus. O Governo quis enganar alguém. Obviamente, ninguém quis o banco.

Veio a troika. Obrigou o novo Governo a cortar o problema num mês. O Governo abriu a gaveta e tirou de lá a proposta do PS. Uma proposta vergonhosa: o Estado queria vender o BPN ainda contaminado por maus créditos, de "rating" especulativo, abaixo de especulativo ou mesmo sem "rating". Os créditos das empresas do grupo SLN continuavam no BPN. É essa a toxicidade maior: as alegadas aldrabices dos accionistas do BPN, que estão alegremente impunes, e que se penduraram num banco que acabou nacionalizado. E assim avança a nova fase de privatização.

Aparecem três propostas. Negoceia-se só com uma delas. E acaba-se nesta vergonha: o BIC paga 40 milhões, o que é nada, e em troca escolhe os créditos que quer (ou seja, os bons), os balcões que quer (ou seja, os bons) e os 750 funcionários que quer (ou seja, os bons). Tudo o que é mau fica no Estado. Pago pelo Estado. Incluindo o despedimentos de quase 900 pessoas. Quem? O BIC decide. O Estado paga. Lombo para uns, osso para nós.

É um negócio excelente para o BIC. Ao extirpar todo o problema do BPN, o BIC fica com um banco "limpinho", com rácios como outros não têm e após 550 milhões de euros de capital do Estado a custo zero. Somando esse valor aos depósitos que lá estão, são os fundos mais baratos do mercado, abaixo dos 3%. E como paradoxalmente o BPN fica cheio de liquidez, poderá investir esse dinheiro mais cerca de mil milhões de depósitos. Basta aplicar em dívida pública, ganha 10% limpinhos.

Estas condições são uma vergonha e um insulto. Os portugueses vão pagar entre três e quatro mil milhões de euros por uma nacionalização após actos criminosos de quem está impune, dos accionistas aos gestores, passando pela supervisão.

Havia três propostas. Uma de um grupo que se chama NEI mas podia chamar-se Ney Matogrosso: não se vendem licenças bancárias a quem não se conhece. Outro, o Montepio, queria alguns activos do BPN, o que vai dar no mesmo. Mas segundo o seu presidente afirmou ontem ao "i", nunca mais foi ouvido. E assim o Estado acabou nas mãos de um único candidato, o BIC, um banco angolano e de pequena dimensão.

Esta exclusividade do BIC não está explicada. Os portugueses têm o direito de saber o que fazem ao seu dinheiro, sob pena de podermos pensar que o BPN faz parte de um negócio maior com Angola.

O último a chorar chora pior. O Estado quis enganar alguém com a venda do BPN mas acabou enganado. É para isto que pagamos impostos.


domingo, 7 de agosto de 2011

Os colégios militares incomodam Vital Moreira

João J. Brandão Ferreira

Escreveu o Dr. Vital Moreira (VM), no “Público” de 2 de Agosto, uma catilinária contra as três escolas de ensino secundário, a cargo do Exército (o Colégio Militar, os Pupilos do Exército e o Instituto – e não escola, como referiu – de Odivelas), propondo, pura e simplesmente, a sua extinção.

A gente entende o Dr. VM, estamos em Agosto, tempo de férias e S. Ex.ª está com um fastio enorme, não sabendo em que ocupar-se. Em vez de ir dormir a sesta, resolveu desopilar sobre assunto que desconhece. A ignorância é, porém, sempre atrevida.


O Vital e as suas intimidades.
(Foto e legenda da Red.)

Que nos disse então este infeliz trânsfuga da política, que resolveu ir ressuscitar uma ideia do primeiro manifesto do Partido Socialista (seu novo partido), velha de 38 anos?

Pois que os Colégios Militares (CMs) devem desaparecer por três razões, a saber:

• Não fazer sentido existir “escolas oficiais para alunos oriundos de determinada classe ou profissão”;

• “Não constarem nas missões das FAs e de Segurança, ministrar ensino básico e secundário aos filhos dos seus membros (muito menos a outras) ”;

• “Serem escolas institucionalmente exóticas no sistema de ensino”.

Analisemos, então, as “gravíssimas” acusações deste portentoso intelecto.

Primeiro, os CMs não servem nenhum grupo social ou profissional, são abertos a todas as famílias da sociedade. É lamentável que um causídico e jornalista nas horas de pachorrenta digestão, não tenha procurado informar-se desta evidência simples. E, de facto, tem razão, os militares e policias não pertencem, nem nunca pertenceram a “castas”, sistema de organização social que nunca vigorou em Portugal, desde o tempo do Sr. Rei D. Afonso, o conquistador. A não ser que considere a Nobreza, o Clero e o povo como castas.

Adianta, ainda, o extraordinário pensador, ser de extinguir a “noção de sociedade militar como noção oposta à de sociedade civil, existindo separadamente”. Falou, até, em “apartheid”!

O homem vê coisas que eu nunca vi. Podia dar-se a hipótese de eu ver mal e ele bem, mas como vou passando nas inspecções médicas semestrais, pode dar-se o caso de ser a outra parte a ter alucinações. Cuidado, pois!

Não precisa, por outro lado, de se auto defender de acusações de ser anti-militar, nós já o conhecemos de ginjeira.

Só uma pergunta: deveremos, pelo que diz, considerar a Ordem dos Advogados como uma instituição de classe, que visa o “apartheid” com a restante sociedade?

Segunda questão.

É certo que não consta das missões das FAs e policiais, ministrarem ensino secundário. Também não consta que devem ter assistência de saúde para familiares; apoio à terceira idade, nem gerir bairros ou messes de apoio social.

As missões das FAs estão voltadas para as operações militares e o apoio “cívico”, na sua capacidade supletiva. Tudo isto pressupõe, todavia, uma retaguarda. É um todo.

Sem embargo, os CMs, não fazendo parte de nenhuma das missões definidas são, ao contrário, decorrentes delas e justificam-se através delas.

Na origem da necessidade de haver escolas que atendessem às necessidades específicas da condição militar (o CM está, até, entre os pioneiros em todo o mundo), está o facto da ausência frequente do progenitor, em paragens distantes, ao serviço da Instituição/Estado/Nação e, ainda, a necessidade de cuidar dos órfãos e outros desvalidos, situações sobretudo recorrentes em tempo de guerra.

É certo que, actualmente, a rede escolar e o apoio social é muito mais vasto do que em tempos passados (parece que está a regredir novamente…), mas as necessidades não desapareceram de todo. Mas, pergunta-se, a existência de CMs retira alguma coisa a alguém ou deixou de ser uma mais-valia?

E que valem os pruridos ideológicos do Sr. Moreira perante uma realidade a quem o País tanto deve?

Terceiro.

Não podemos deixar de concordar com VM ao considerar como “exóticos” os CMs, embora certamente não pelas mesmas razões. De facto nos CMs os professores ensinam, os alunos estudam, não há greves, não há grafities, não há lixo; há respeito, organização e disciplina. Todo o mundo anda a horas, bem vestido e ataviado; existe hierarquia e sabe-se quem manda e em que circunstâncias. Mentiras, roubos, droga, homossexualidades e outros vícios, são severamente reprimidos. Os alunos chumbam, quando não estudam e não há lugar para madraços. Ensina-se liderança e patriotismo. Existe uma “família colegial e criam-se laços para a vida.

Como se sabe qualquer semelhança com a realidade tutelada pelo Ministério da (des)educação, é pura coincidência…

Acredito pois, piamente, que VM ache tudo isto exótico, pois nunca deve ter vivido nada semelhante, agora que não queira dar conta…

Já agora, os CMs se bem que tenham uma direcção diferente e um ensino com regras militares (o que, by the way, tem muitas vantagens), estão perfeitamente integrados no ensino público oficial; têm propinas caras (os órfãos de militares não pagam), e ninguém é obrigado a ir para lá, ou a lá ficar – o pacote de actividades também não tem paralelo em nenhuma outra escola do ensino secundário.

Internato e segregação de sexos, tendo vantagens e inconvenientes, nunca traumatizaram ninguém.

Para finalizar, o argumentário desta pública figura ilumina-se com duas razões finais, quiçá definitivas: nem a tradição nem a escassa poupança da sua extinção, justificam a manutenção dos CMs. E vai buscar os exemplos daquilo que considera uma tradição maior e que, apesar disso, foram derribados: os tribunais militares e o Serviço Militar Obrigatório!

O Dr. VM perdeu, mais uma vez, uma boa oportunidade de estar calado, pois foi recordar duas lamentáveis decisões que só a demagogia político – partidária e a ignorância militante, justificam. Dois erros de alto coturno: um que põe em causa a condição militar; o outro que ajuda a subverter a consciência cívica da Nação.

Por isso, óh auto-proclamado constitucionalista, não vale a pena juntar mais erros aos que já foram feitos (o da saúde militar vem a caminho…).

Por seu lado, a tradição de haver CMs não atenta contra nada nem ninguém – a não ser, pelos vistos, o equilíbrio psico-somático de alguns comentaristas; as tradições fazem parte da vida dos povos, são um cimento identitário. Mas os CMs não são só tradição, são realidades palpáveis e são competentes naquilo que fazem.

O CM tem mais de dois séculos de existência; o IO já passou um século e é do fim da Monarquia; o IMPE fez agora 100 anos e representa uma das poucas coisas úteis que a I República nos legou. Ganharam jus a serem considerados instituições nacionais, mais a mais quando já passaram a prova do tempo. Provaram, até, muito melhor que a actual Constituição…

Finaliza o também docente universitário (o que será que ele ensina aos seus alunos?), remetendo os militares para o seu “core business”, isto é a Defesa Nacional, e os policias para a segurança interna – será que ele pensa que os ditos cujos não são cidadãos de corpo inteiro?

Devolvo-lhe a impertinência, meta-se a fazer o que sabe e não se arme em pintor Apelles.

Resta apenas perceber o que, verdadeiramente, move o Dr. VM. Talvez o título do seu escrito nos elucide, chamava-se “Instituições de Classe”. A formação marxista (estalinista?), não perdoa.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Rio Vermelho

Alberto Gonçalves, DN

De passagem por Madrid, Joseph Stiglitz aproveitou para se reunir com 300 "indignados". Stiglitz é um Nobel da Economia americano que costuma aconselhar, pelos vistos com excelentes resultados, o Governo do sr. Zapatero (as eleições foram antecipadas para Novembro). Os "indignados" são aqueles meninos não demasiado lavados que acampam há meses no centro da capital espanhola a exigir coisas maravilhosas como o trabalho para todos e a conseguir não trabalhar de todo. Os jornais falam de um encontro profícuo, com Stiglitz de "megafone na mão, roupas desportivas e ténis" a "pedir ideias" à rapaziada, a qual, a julgar pelo megafone, é um tanto surda.

Felizmente a rapaziada não é muda e, numa perfeita troca de galhardetes, disse a Stiglitz exactamente aquilo que Stiglitz diz a quem lhe encomenda o talento. A saber, que o capitalismo é o culpado da crise, que a crise pede regulação dos mercados, que os mercados são malvados e o Estado é bonzinho, etc.

Claro que para os portugueses tudo isto roça o primitivo. Em vez de enviarmos os nossos Nobel a Espanha para aprender marxismo com os "indignados", importámos de Espanha uma particular "indignada" que, de brinde, traz o nosso Nobel incluído, isto se o prémio se transmitir, conforme parece, por matrimónio e herança.

Refiro-me, evidentemente, a Pilar del Río, viúva de José Saramago e presidenta (a senhora, que apesar dos galões não é dada às letras, prefere assim) da fundação com o mesmo nome (o de Saramago, não o dela). Quando não está a reclamar da autarquia lisboeta copiosos "investimentos" para a Fundação, a dona Pilar está na televisão a explicar que nunca recebeu um tostão do Estado português e a aliviar-se de clichés ideológicos já analfabetos em 1968.

Um destes dias, a dona Pilar foi entrevistada por um sr. Goucha incapaz, nos vários sentidos da palavra, de contrariar as insanidades que a chefa, perdão, a presidenta produz com assinaláveis rapidez e presunção. Presunção é o termo: por um lado, a dona Pilar convenceu-se realmente de que Portugal lhe deve reparações de vária ordem e é seu direito reclamá-las. Por outro lado, convenceu-se de que somos tontos o bastante para a levar a sério. Acertou em metade.

O Governo transparente

Alberto Gonçalves, DN

Se o dr. Passos Coelho não cumpriu a promessa de não subir os impostos, cumpriu a de publicar um site (ou uma fracção de um site) com as nomeações do Governo. Por mim, trocava. A quantia estrafegada no IRS dava-me jeito. Já não estou certo da serventia das informações agora divulgadas na internet. Eu quero mesmo saber que o secretário de Estado da Cultura beneficia de quatro motoristas a 1 866,73 euros/mês e 5 especialistas a 3 163,27 (menos um, coitadinho, que teoricamente aufere o salário mínimo)? E quero saber que a ministra da Agricultura possui 5 adjuntos (3 069,33 euros de vencimento bruto)? E quero saber da existência de um adjunto do Secretário de Estado adjunto do Ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que misteriosamente existe? E quero saber da pequena multidão de alegadas sumidades que invadiu as chefias da CGD? Não quero. Mas, graças ao site, aliás permanente e deprimentemente actualizado, não tenho alternativa.

Sendo uma virtude, a transparência também pode ser uma fonte de angústia. Quando o Governo anterior distribuía discretamente resmas de amigos por resmas de empregos disponíveis ou inventados na hora, a discrição poupava-nos ao sofrimento de testemunhar o destino das verbas que o Estado amavelmente nos extrai. A transparência mostra-nos com particular crueldade aonde o nosso dinheiro vai parar: de futuro, um agregado familiar perceberá que a razão pela qual não consegue comprar aquele televisor com tecnologia led é porque o montante que lhe falta contribui para sustentar os três assessores do secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. Daí a designação "contribuinte".

No fundo, é a diferença entre sofrer um desastre a dormir e correr contra o muro de olhos bem abertos. Além de inúmeras proezas similares, o pudor do eng. Sócrates levava-o por exemplo a orçamentar por baixo os gastos salariais dos funcionários públicos, habilidade que, segundo Vítor Gaspar, explica em parte o famoso desvio de 2 mil milhões nas contas. Além da transparência, o Governo actual parece empenhado na sinceridade. Resta apurar em que é que isso nos beneficia se, desde a taxa extraordinária que remendará metade do desvio dito "colossal" às nomeações com que se atafulha a hospitaleira máquina estatal, até ver a transparência e a sinceridade concentram-se muito mais no aumento dos encargos de quem obedece do que na moderação da despesa de quem manda.

Nas necessidades a sério, das privatizações das grandes empresas públicas à supressão das pequenas, da reforma autárquica aos despedimentos na administração e, em suma, ao anunciado alívio do peso do Estado intrometido e clientelar, o discurso surge enrodilhado em contradições e tende para o opaco. É preciso tempo e ponderação? Provavelmente, embora nas medidas que prejudicam a ralé se tivesse dispensado ambos. Resta-nos esperar, esperar que os presságios se enganem e que o Governo não seja um caso perdido. Por enquanto, é apenas um caso. Perdidos, e sem um adjunto do adjunto do adjunto que nos valha, andamos nós.

Uma ideia original

Alguém anda a carimbar as notas em nome do FMI para lembrar os portugueses de que é preciso poupar!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Afinal só as moscas é que mudaram...

(Da net)
AFINAL SÓ AS MOSCAS É QUE MUDARAM....
REENCAMINHEM PARA SE DENUNCIAR ESTA POUCA VERGONHA.

Com este monopólio açambarcador tem forçosamente de haver desemprego para os que não são «génios», isto é, não são amigos dos poderosos.
O «amiguismo» impera, e não se notam diferenças entre este e os Governos de Sócrates…
Esta corrupção (de troca de favores) será mesmo uma doença nacional incurávei ??? Não deveremos lutar contra ela com persistência e sem medo? Penso que sim…
Mais um que ainda vai ter um AVC de tanto trabalhar...
António Nogueira Leite vai ser vice-presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos e ganhar mais de 20 mil euros por mês. O académico, que foi conselheiro de Pedro Passos Coelho (quem diria?), vai assumir funções executivas, ocupando o lugar de número dois do próximo presidente executivo do banco público.
Actualmente já é:
- administrador executivo da CUF,
- administrador executivo da SEC,
- administrador executivo da José de Mello Saúde,
- administrador executivo da EFACEC Capital,
- administrador executivo da Comitur Imobiliária,
- administrador (não executivo) da Reditus,
- administrador (não executivo) da Brisa,
- administrador (não executivo) da Quimigal
- presidente do Conselho Geral da OPEX,
- membro do Conselho Nacional da CMVM,
- vice-presidente do Conselho Consultivo do Banif Investment Bank,
- membro do Conselho Consultivo da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações,
- vogal da Direcção do IPRI.
É membro do Conselho Nacional do PSD desde 2010.
Os amigos começam a ocupar os bons lugares e, mesmo quando dizem que querem poupar e reduzir nas despesas, quando aumentam impostos, quando aumentam os transportes, a saúde e anunciam qua ainda agora começaram os sacrifícios, não têm vergonha de aumentar o número de administradores da CGD de sete para onze. Há que haver lugares para todos e aos Barões não serve qualquer um. Têm de ser lugares de luxo e prestigio que são gente importante.

terça-feira, 26 de julho de 2011

As estrelas cadentes e decadentes

João J. Brandão Ferreira

A actriz Amy Winehouse morreu.

Numa sociedade “equilibrada” ler-se-ia no seu epitáfio o cristianíssimo “paz à sua alma”. Epitáfio cristão, simples e … pudico.

Em vez disto a morte da jovem cantora – que alguém agora descobriu pertencer à maldição dos artistas que morrem aos 27 anos (!!) - viu-se rodeada de uma imensa homenagem pública e mediática, nalguns casos com cenas de histerismo e choro convulsivo.

Eventos semelhantes têm sido recorrentes, o que passa a ter significado sociológico, sobretudo se tivermos em conta as multidões que arrasta, sobretudo jovens. O fenómeno merece alguma reflexão, creio, para além da sempre presente “psicologia das massas” e de algumas psicopatias avulsas.

Vejamos, em síntese, o caso vertente: segundo os versados em vozes e cantorias, o talento da moça cedo se revelou e possuía características únicas que levaram a classificar, mais tarde, a sua performance como “original”. A sua carreira foi assim tão curta quanto fulgurante.

Em simultâneo a sua vida pessoal foi pasto de muitas conturbações – o que também acontece a uma grande parte, senão à maioria das pessoas – o que a terá feito resvalar para os excessos do álcool e das drogas, o que já não sendo maioritário, sucede a muito boa gente.

São dramas pessoais que existem desde o princípio dos tempos e que se devem tentar perceber e resolver numa esfera pessoal e privada.

Ainda segundo os entendidos – porque aí não metemos prego nem estopa – Amy teria todas as condições para ter uma boa carreira e o que se convencionou apelidar de ter “o mundo a seus pés”.

Winehouse usou, também, de toda a parafernália de clichés e usanças, que encontram aconchego nos mais baixos instintos humanos e são adorados (pudera!), pela imprensa “cor-de-rosa” e não só: trajes identificadores e ousados; pinturas e adereços que desfeiteavam a sua beleza natural; entrevistas provocatórias e de “nonsense”; letras indecorosas ou subversivas; coreografias a roçar o pornográfico; poses aberrantes, etc.

Tudo isto se passou na sua curta vida, a que não é difícil imaginar um fim voluntário, misturado com escândalos vários e, a partir de certa altura, a omnipresença (até explicita) de estupefacientes – a que se foi dando a mais copiosa divulgação pública.

Ora tudo o que é explícito e publicitado, sem haver referências morais e cívicas que o enquadrem, pode passar a ser um exemplo a seguir, para o vulgo. Amy parece-nos, porém, a antítese de qualquer exemplo que deva ser passado para a sociedade. A prova disso, se a quisesse - mos tirar, seria perguntar aos leitores e, inclusive, aos seus fãs, se a gostariam de ter como filha, irmã ou mulher…

Os seus vícios privados, mesmo que não fossem intentados ser tornados públicos, viriam inevitavelmente a público, nos dias de espectáculos interrompidos ou cancelados por indecente ou má figura. O que, traduzido na prática, revela uma enorme falta de profissionalismo e respeito por quem paga o bilhete.

Mas a vedeta do palco insiste em destruir-se até que vira cadáver e é o que se vê!

A venda de discos dispara, fecha-se a quadratura do círculo…

Todos os dias, pelo mundo inteiro, existem exemplos de santidade; de pessoas que dedicam a vida à investigação em prol da Humanidade; heróis que arriscam a vida pelas suas Pátrias ou por causas nobres que abraçam, etc., ou simplesmente os muitos milhares de pessoas “normais”, que vivem sem alardes, mas trabalham com dedicação, cuidam da família, pagam os seus impostos, isto é são cidadãos de corpo inteiro e são, efectivamente, quem faz a civilização avançar e não regredir.

Todos estes comparados com a Amy, e outros como ela, à luz do ocorrido, não valem nada.

A mim, pelo menos, parece-me que há algo de errado nisto tudo.



domingo, 24 de julho de 2011

É urgente despolitizar a Segurança Social

Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

O Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social quer alterar a legislação que obriga a investir pelo menos 50% dos fundos em títulos de dívida pública portuguesa ou em títulos garantidos pela República. A ideia é obrigar a que pelo menos 50% seja investido em dívida dos países da OCDE.

A medida é sensata. Se o Fundo de Estabilização Financeira serve para rentabilizar valores que podem ser necessários para colmatar o défice do sistema de pensões, as regras que disciplinam a sua gestão devem ser… à prova de bala. Ou seja, a gestão não pode ser influenciada por critérios políticos, como tudo indica que aconteceu nos últimos meses.

É pena que o Instituto só agora tenha proposto uma medida que devia ter tomado em 2010, quando ficou claro que Portugal ia precisar de ajuda externa (e quando os investidores estrangeiros já despejavam a nossa dívida, com grandes descontos). Se o tivesse feito nessa altura ficaríamos a saber que pretendia proteger o sistema de pensões de influências políticas (traduzido na pressão para comprar mais dívida pública nacional). Não o fez e aumentou a exposição do fundo a títulos que podem ser afectados por um "default".

A gestão da Segurança Social deve estar protegida dos interesses conjunturais dos governos (o FEFSS não recebe transferências há quatro meses…). Razão suficiente para conferir maior independência a quem gere os seus dinheiros. Começando pela forma de nomeação dos seus responsáveis (envolvendo a AR e o Presidente?) e acabando na necessidade de prestar contas na AR. Caso contrário corremos o risco de fragilizar ainda mais um sistema de pensões que já está sob enorme pressão.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Homossexuais têm 20 vezes mais probabilidades de contrair HIV

Sol, 21 de Junho, 2011
Os homossexuais apresentam 20 vezes mais probabilidades de contrair o VIH, o que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a elaborar pela primeira vez uma lista de directrizes para o tratamento e a prevenção deste vírus entre os homossexuais e os transexuais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Portugal precisa de Forças Armadas?

João José Brandão Ferreira       

        Com este título publicou o Coronel David Martelo um extenso e bem articulado artigo, onde analisa a importância das Forças Armadas (FAs) e o modo como são vistas pela Nação, em contraste com a falta de defesa institucional por parte dos órgãos de soberania e demais forças políticas e os maus tratos que, de um modo geral, recebe de comentadores e jornalistas que pontificam nos "média".
        Escusado seria dizer que o Coronel Martelo tem toda a razão nas explanações que fez. Falta porém perceber e apontar as razões que levaram e levam, a esta inacreditável e irresponsável falta de sintonia entre responsáveis políticos ­ que se repercute para a opinião pública ­ e a Instituição Militar (IM) que, aliás, está acima dos políticos e para além dos políticos, pois é, ela própria, uma emanação da Nação. Os políticos passam, vão e vêm, a IM está e fica.
        É sobre estes pontos que nos iremos debruçar, certamente com menor elegância do que o meu camarada Cor. Martelo, neste escrito. Sem embargo, com alguma acutilância.

                  "Mas, senhor ministro, eu entendo que o meu dever como
                   soldado que me orgulho de ser, consiste precisamente em
                   dizer o que penso, para que ao derrocar-se esta
                   nacionalidade se não diga que tendo uma oportunidade de
                   chamar a atenção do governo para a miséria militar da
                   Nação, eu a deixe escapar por comodismo ou cobardia".
                   General Gomes da Costa, no discurso de tomada de posse
                   do Ministro da Guerra, General Vieira da Rocha, em 15 de
                   Agosto de 1925.

Ler o texto completo aqui.

domingo, 19 de junho de 2011

Uma cultura de intoxicação


Manuel Pinto Coelho*, Público 2011-06-18


Não se duvide de que a indiferença generalizada perante a escalada do uso e abuso de drogas nos torna parte do problema

A toxicodependência é um fenómeno que tem vindo a alastrar e Portugal não foge à regra. Em algumas décadas, passou-se de um problema de "apenas alguns" para um fenómeno de massas, que afecta particularmente os jovens, ceifando sem piedade no seu infernal percurso de morte inúmeras vidas e esperanças.

As sociedades têm vindo a apostar, inconscientemente, no seu próprio embrutecimento. O nivelamento por baixo, a degradação dos padrões de qualidade têm levado, gradualmente, a uma frustrante cultura de desistência, disfarçada "aqui e ali" através de uma política mal conduzida de redução de danos e solidariedade distorcida.

Hoje em dia, crianças e adolescentes, cada vez mais cedo, vêm trivializando o uso de drogas em casa, no bar, na rua ou na escola, à vista dos familiares e educadores que, incrédulos, cada vez mais se vêm sentindo impotentes para obstaculizar o seu uso e abuso.

Nos dias de hoje, no nosso país, tem-se vindo a assistir a uma absurda narcotização colectiva, a uma verdadeira cultura de intoxicação pública e da opinião publicada - a classe política bem como a comunicação social, por não se sentirem confortáveis para falar do assunto ou por desconhecimento de causa, há muito que se demitiram das suas responsabilidades - que aceita sem pudor que as drogas vieram para ficar e que não resta outra solução senão acomodarmo-nos a elas.

Faz confusão a instalação de um clima de aceitação do inaceitável, a crescente tolerância social ao consumo de drogas, legais ou ilegais, uma verdadeira eutanásia, irracionalmente consentida, por quem nos deveria governar.

Não deixa de ser bizarro que, por um lado, se condene a aplicação da pena de morte e, por outro, se feche os olhos ao consumo de substâncias psicoactivas que não fazem mais que condenar em vida quem delas depende.

Não deixa de ser bizarro que se concorde com a fiscalização e controlo das armas e que se seja cada vez mais permissivo com a fiscalização e controle das drogas: "As autoridades deixaram de se preocupar com o pequeno tráfico e agora concentram esforços no grande. Deixámos de apreender gramas ou quilos, para passarmos a apreender toneladas" (Presidente do IDT, in jornal Expresso de 4/12/10).

Como é possível aceitar que o toxicodependente se suicide com doses diárias homeopáticas até morrer, simplesmente porque há quem pense que cada qual é livre de o fazer ou não?!

Sabendo-se que o dependente de drogas provoca dano a si próprio e aos que o rodeiam, como é possível que no nosso país, por razões humanitárias..., como vem expresso na Estratégia Nacional de Luta contra a Droga, seja dado a cada um o livre arbítrio de usar droga ou não - qualquer que ela seja, até 10 dias de uso ninguém tem nada a ver com isso... - e se continue a ignorar que, como dizia o pai do liberalismo moderno, John Stuart Mill (1806-1873), "a única situação que pode justificar que a coacção seja aceitavelmente exercida sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a sua vontade, é quando se trata de prevenir o dano de outros" (On Liberty, 1959)?

Ao contrário dos nossos últimos Governos, é nossa opinião que todos aqueles que se continuam a drogar e não procuram tratamento deveriam ser penalizados através de coimas, eventualmente denominadas de "sociais", que poderiam incluir, por exemplo, inibição da licença de condução, inibição de crédito bancário, não-atribuição do subsídio de desemprego ou de outros subsídios sociais como o rendimento social de inserção.

Não se duvide de que a indiferença generalizada perante a escalada do uso e abuso de drogas nos torna parte do problema. Pelo contrário, o apoio e a preocupação com as pessoas que lutam com este tipo de problemas e os esforços para as conduzir para ambientes que as excluam são, e há-de ser, sempre uma questão de consciência, responsabilidade moral e solidariedade humana.

* Presidente da APLD - Associação para um Portugal Livre de Drogas























«Dr. Passos, não pague ao dr. Jorge Coelho»

Henrique Raposo, Expresso

Caro primeiro-ministro,

V. Ex.a deve evitar -- para já -- a reestruturação da dívida. Isso é a bandeira branca. Ora, para evitarmos chegar a esse ponto, para evitarmos atingir essa tragédia grega, V. Ex.a devia, isso sim, reestruturar a dívida que o Estado tem com as construtoras e concessionárias.
Ou seja, o meu caro amigo não pode pagar tudo aquilo que foi prometido à Mota-Engil & Cia. A despesa que a dupla Sócrates & Lino nos legou em termos de PPP é um ultraje que não pode ficar impune. Portanto, V. Exa. tem de dizer o seguinte ao dr. Jorge Coelho e demais homens do alcatrão: “amiguinhos, não temos dinheiro para pagar estas PPP e essas SCUT por inteiro”. O Tribunal de Contas afirmou que a última negociata das SCUT não tem fundamento legal. Mas, antes de ser um caso de polícia, este negócio é um caso, digamos, de bolso vazio: não há dinheiro.
Nós não podemos pagar isto tudo. Não é uma questão de opinião: é um facto matemático e fiscal. Como dizia Medina Carreira, o país vai ter de escolher: ou pagamos a saúde, ou pagamos as PPP e SCUT; ou aguentamos a saúde em níveis decentes, ou continuamos a alimentar o fetiche socialista pelo betão e alcatrão.

Os melhores cumprimentos,

um contribuinte idiota (e peço desculpa pelo pleonasmo)