quinta-feira, 29 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
MDN, MAI, incêndios e asneiras escusadas
João José Brandão Ferreira
Uma das primeiras intervenções do novel Ministro
da Defesa (MDN), efectuada numa visita à Força Aérea (FA), foi a de
perspectivar o regresso daquele Ramo militar ao combate aos incêndios
florestais (IF).
A ideia é boa, apesar de
requentada, e mereceu desde logo – e bem – um alerta do respectivo Chefe de
Estado Maior, lembrando que tal desiderato não seria viável de um dia para o
outro.
Como as pessoas em Portugal
têm a memória curta por esquecimento ou conveniência, vamos tentar dilucidar,
sucintamente, todo este imbróglio. Porque de um imbróglio se trata, apesar da
aparente candura das palavras ministeriais.
O Governo tinha adquirido,
em 1982, equipamentos com o acrónimo «MAFFS», que foram adaptados aos aviões
C-130, e que permitiam largar sobre os incêndios uma quantidade apreciável de
uma calda retardante. Custaram, na altura, cerca de 200.000 contos.
Para além disto, na «época
dos fogos» distribuíam-se pelo país meia dúzia de helicópteros AL III, que
ficavam em alerta aos incêndios. Estes helicópteros tinham uma capacidade muito
reduzida de actuação, pois apenas podiam transportar equipas até cinco
elementos e largar um pequeno balde de água sobre o fogo.
Com o agravamento anual do número de fogos e
área ardida, cada vez foi necessário alugar mais hélis e aviões a empresas
privadas, o que gerou um negócio de muitos milhões.
Em 1997, durante o governo
do Eng. Guterres, o Secretário de Estado da Administração Interna, Armando
Vara, decidiu (presume-se que com o assentimento do MDN), retirar a FA do combate
e prevenção aos IF. Tal decisão abriu o caminho para se vir a adquirir, mais
tarde, meios aéreos para esta missão, que foram colocados na dependência do
MAI.
A fundamentação para tudo
baseou-se – como se encontra descrito em vários documentos – na pouca
capacidade que a FA possuía para atacar os IF, já que as poucas aeronaves C-130
existentes (cinco, mais tarde seis), o reduzido número de tripulações e o
número substancial de outras missões cometidas à esquadra, nunca ter permitido
o uso simultâneo dos dois equipamentos MAFFS existentes, a que acrescia as
limitações do AL III (para o fim a FA já tinha muitas dificuldades em comprar a
calda, pois esta já estava adjudicada a terceiros).
Para além disto,
referia-se, o Estado gastava muitos milhões de contos a alugar, sazonalmente,
aviões e hélis, não era dono de nenhum e estava sujeito ao mercado.
Salvo melhor opinião, as
principais razões que levaram à alteração da política governamental não têm
nada a ver com a argumentação aduzida, ou tem pouco a ver. As razões, creio,
radicam-se na «luta de capelinhas»; na proeminência que o MAI passou a ter
sobre a Defesa; na paranóia em querer afastar os militares de tudo o que não
tivesse exclusivamente a ver com a vida nos quartéis, substituindo-os por «boys
e girls» – uma pecha insaciável dos partidos – e, também porque nos negócios a
efectuar, a FA a Armada e o Exército não terem por hábito pagar comissões ou
horas extraordinárias. Senão não teriam feito o disparate que fizeram que é
sempre pago pelo contribuinte.
Tudo, aliás, tem resultado
num desastre: os fogos não param, a legislação não é adequada, não há
prevenção, há muitos acidentes com os bombeiros (os poucos que se apresentam
dos cerca de 30.000 inscritos…), etc. Não se sabendo o que fazer com o que restava
dos Guardas Florestais, nem como os enquadrar, resolveu-se incorporá-los na GNR
que, por ser um corpo militar, é pau para toda a obra; e até se inventou um
grupo especial de intervenção contra os fogos, dentro daquela corporação, cuja
missão nada tem a ver com isto.
Em contrapartida nada se
fez para reforçar os sapadores bombeiros que são os únicos profissionais em
apagar fogos, em todo este âmbito…
Ora se tivesse havido boa
mente na apreciação da situação, o que deveria ter sido feito era ter aumentado
os meios da FA (já que eram insuficientes…) e, ou, dotá-la de meios apropriados
que pudessem ser aproveitados noutro tipo de missões, de modo a rentabilizá-los
todo o ano. Manter-se-ia, deste modo, os meios aéreos sob comando e controle
centralizado (sem embargo da descentralização da execução), a serem operados
por quem sabe e tem experiência e capacidade de os operar e manter.
Mas não, decidiu-se pegar no dinheiro – que
pelos vistos nunca faltou no MAI – e ir-se inventar a pólvora, pois no nosso
desgraçado país os últimos 30 anos têm sido um farró! E o «negócio dos
Incêndios» lá continuou de vento em popa.
Constituiu-se mais um dos
inúmeros grupos de trabalho (GT), que pulularam no país, como cogumelos, para
se equacionar a coisa. As conclusões deste GT foram entregues, em 6 de Setembro
de 2005 e daqui surgiu a EMA, Empresa de Meios Aéreos (de capitais públicos),
na dependência do MAI.
Do plano inicial fazia
parte a compra de hélis ligeiros (quatro) e pesados (seis) e aviões pesados
(quatro). Mas continuava a advogar-se o aluguer de 20 (!) hélis e 14 (!) aviões
ligeiros e médios. Afinal…
Só para se ter uma ideia da
insanidade em que se caiu, em 2010 chegaram a operar, em simultâneo, 56 meios
aéreos, o que representa 40% da totalidade das aeronaves do inventário da FA!
Acabou-se por só se
adquirir os helicópteros, um negócio atribulado com a Rússia (os Kamov) e,
ainda os AS350B3, da Eurocopter (tudo cerca de 54-56 Milhões de euros), e já
não se adquiriram os aviões por não haver dinheiro. Os hélis chegaram entre
Junho de 2007 e Março de 2008.
O intermediário foi a empresa Heli Portugal, a
quem foi adjudicado, também, por cinco anos, a manutenção das aeronaves, o que
vale 16 M euros/ano.
A chefia da FA ainda fez
uma proposta, em finais de 2004, avançando com a ideia de uma esquadra de
aviões tipo Canadair (oito a 10), de multiuso. Este avião tem a vantagem de já
ter dado boas provas e ser operado por Marrocos, Espanha, França, Itália e
Grécia, podendo-se equacionar uma futura «poole» destes meios. Ficou, ainda, em
aberto a hipótese de reconfiguração dos 10 SA 330 Puma existentes e em
desactivação, mas aproveitáveis, apesar de não serem os ideais. Hoje estão à
venda e não se lhes encontra comprador.
Não deixa de ser curioso
notar, contudo, que a chefia da FA, entre 1997 e 2000, não se ter mostrado nada
interessada na questão dos IF, nem nos «Canadair».
A FA, com realismo militar,
mas com falta de «perspicácia» política, sempre foi dizendo que necessitava de
cinco anos para tudo estar operacional, o que logo foi aproveitado pelos
políticos, como óbice pela falta de celeridade. Menos, certamente, por
preocupação com os fogos, mas por estarem sempre de olho nas próximas eleições
e no papelinho do voto…
É claro que a proposta
ficou na gaveta da política e só não temos a certeza do grau de assertividade
com que esta dama foi defendida. E devia tê-lo sido, não só pela FA mas pelo
Conselho de Chefes.
E, assim, se avançou para a
organização de uma empresa para operar helicópteros num organismo que sabia
rigorosamente nada sobre tal «negócio». O Estado Português tem destas coisas e
é, como se sabe, rico.
Faltava agora decidir sobre
o dispositivo, isto é, onde estacionar os meios. A Autoridade Nacional de
Protecção Civil pretendia meios colocados em Loulé e S. Comba Dão (e outros
locais) mas, para além disto, era necessária uma base central.
O MAI António Costa, ainda tentou colocá-los na
antiga base de Tancos (que tem todas as infra-estruturas, espaço e está despido
de meios aéreos, e para isso reuniu com os Chefes do Exército e da FA. A
reunião correu mal (para variar), e nenhum acordo foi atingido.
Resultado, foi-se gastar
uma nota gorda (cerca de 15M euros), a fazer uma «base» no aeródromo municipal
de Ponte de Sor (a 50 km de Tancos…), que foi completamente remodelado.
Como houve dificuldades, no
inicio, em recrutar pilotos para os «Kamov», a EMA foi generosa e passou a
oferecer 6000 euros/mês a um comandante, fora as alcavalas. Afinal só não há
dinheiro é para os hélis dos Ramos, nem para aumentar o risco de voo dos
pilotos militares… Para já não falar nos diferentes pesos e medidas, que o
mesmo patrão (o Estado), usa para com os seus servidores.
Como ninguém,
aparentemente, explicou com algum detalhe aos senhores do MAI, que operar meios
aéreos não é propriamente o mesmo que colocar uma asa num carro de bombeiros,
os custos da empresa não mais pararam de derrapar e o passivo já ultrapassa os
40 milhões, se é que se podem acreditar nas contas que por aí correm.
Tentou-se, «in extremis» impor quotas
de horas de voo à GNR, PSP, ANPC, SEF, IMTT, etc., o que tem gerado uma
apreciável confusão.
E agora ninguém sabe o que fazer. Daí o anzol
lançado pelo MDN.
A desintonia e os
desencontros, entre MDN, MAI, bem como entre as principais entidades que têm
andado ligadas a esta problemática, têm sido a regra.
Os incêndios, esses,
continuam a surgir por geração espontânea e fazem o seu percurso placidamente.
Deve ser das alterações climáticas.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Bode expiatório
Paulo Morais, Correio da Manhã, 13.11.2012
A
fúria que muitos sentem relativamente à chanceler alemã Angela Merkel é
compreensível. Mas não foi Angela Merkel a responsável pelo estado a que
chegámos, pela crise em que nos mergulharam, pelo enorme endividamento das
famílias ou pelos esquemas de corrupção que exauriram as contas públicas. Foi
Cavaco Silva, e não Merkel, que enquanto primeiro-ministro permitiu o
desbaratar de fundos europeus em obras faraónicas e inúteis, desde piscinas e
pavilhões desportivos sem utentes, ao desnecessário Centro Cultural de Belém.
Foi o
seu ministro Ferreira do Amaral que hipotecou o estado no negócio da Ponte
Vasco da Gama.
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http://www.moldaraterra.blogspot.pt/2013/08/bode-expiatorio.html
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75.º Aniversário do Grupo
dos Amigos de Olivença
O
Grupo dos Amigos de Olivença, sociedade patriótica, comemorou em 15 de Agosto o
seu 75.º aniversário.
Com
efeito, foi em 1938 que um grupo de três distintos e abnegados portugueses –
Ventura Ledesma Abrantes, Francisco de Sousa Lamy e Amadeu Rodrigues Pires –,
inconformados com a ocupação de Olivença por Espanha e alimentados pelo
espírito irredentista da restauração da soberania portuguesa sobre o território
de Olivença, decidiu fundar esta Associação.
Ao
longo destes 75 anos, pugnado e defendendo activamente a reintegração da Vila
de Olivença e seu termo no Território Nacional, do qual foi apartada à força
pela Espanha em 1801, a acção do Grupo dos Amigos de Olivença sustenta-se
naquela que tem sido a posição repetidamente afirmada e nunca desmentida pelo
Estado Português de que «Olivença é território português».
O
Grupo dos Amigos de Olivença reitera hoje, com a legitimidade que lhe conferem
estes 75 anos de esforços pela retrocessão de Olivença, tudo quanto esteve na
base da sua fundação e manterá uma vigilância atenta e permanente sobre as
relações diplomáticas, políticas e económicas entre Portugal e Espanha, de modo
a intervir com pertinência e oportunidade em defesa dos interesses duradouros
da Nação Portuguesa, afirmando com denodo e determinação os nossos direitos e
reivindicando a satisfação de compromissos nunca cumpridos por parte do Estado
Espanhol.
O
Grupo dos Amigos de Olivença reafirma publicamente a sua determinação em
continuar com o seu combate em vista da recuperação do território Oliventino,
legítima reivindicação de Portugal, animado com um cada vez maior apoio junto
dos políticos e da opinião pública portuguesas, e sem esquecer a corajosa
população oliventina que, tendo ao longo destes 200 anos, tem defendido e
preservado a sua língua e tradições portuguesas, hoje reivindica o reencontro
de Olivença com a sua Pátria.
A
insistência do Grupo dos Amigos de Olivença não esmorece pois nos assiste-lhe a
Razão, a História, a Moral e o Direito. Neste nosso esforço conta com a vontade
comum de contribuir para o fortalecimento da patriótica missão do Grupo dos
Amigos de Olivença.
Grupo
dos Amigos de Olivença
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Uma colecção de aldrabices
de Passos Coelho
«Estas
medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por
precaução.»
«Estamos
disponíveis para soluções positivas, não para penhorar o futuro tapando com
impostos o que não se corta na despesa.»
«Aceitarei
reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga
fiscal às famílias.»
«Sabemos
hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou.»
Ver mais em
http://www.moldaraterra.blogspot.pt/2013/08/uma-coleccao-de-aldrabices-de-passos.html
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
O humanismo de gulag de Cavaco & associados
Heduíno Gomes
A
propósito do falecimento de Urbano Tavares Rodrigues, Cavaco emitiu uma nota em
que destaca o «profundo
humanismo» deste membro do PCP, que foi até ao fim dos seus
dias apoiante deste partido do gulag (campos de trabalhos
forçados soviéticos) e do holodomor (genocídio pela fome de 10
milhões de ucranianos em 1933). Calcule-se, Cavaco não diz apenas humanismo,
este é «profundo» !!!
Também
o Primeiro-Ministro e o Secretário de Estado da Cultura emitiram notas com
poucas vergonhas dos mesmo quilate.
São
assim os nossos dirigentes nacionais: hipócritas ou idiotas úteis (escolham!),
sem coerência, sem princípios, sem decência, sem critérios morais e políticos
nas suas opinices. Swap-democratas, swaplistas, profundo-humanistas e outras
espécies, todos lado a lado, todos sentados à mesma mesa do sistema abrilista –
sem o qual de facto não seriam ninguém na vida.
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| Mapa dos campos de concentração soviéticos (GULAG). |
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| Posto de vigia dos campos de concentração. |
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| Soljenitsin no gulag. |
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| Deportações em massa para o gulag. |
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| Soldado armado a conduzir deportados. |
![]() |
| O Governo soviético, em 1932-1933, confiscou a totalidade das colheitas na Ucrânia, provocando a fome e a morte. |
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| No total, foram exterminados 10 milhões de ucranianos. |
![]() |
| As imagens do «profundo humanismo» são claras. |
![]() |
| Hitler teve professor «profundamente humanista». |
![]() |
| Qualquer pessoa honesta, mesmo que temporariamente enganada, reconhecerá a verdade da História. Urbano Tavares Rodrigues não conhecia isto? |
sábado, 10 de agosto de 2013
O prelado do lobby gay
Sandro Magister
«À la curie on parle d’un ‘lobby gay’. Et c’est vrai, il y en a un. Voyons ce que nous pouvons faire», a déclaré le pape François à des religieux latino-américains qu’il recevait en audience, le 6 juin.
Il a également affirmé : «Ce n’est pas facile. Il y a ici un grand nombre de ‘patrons’ du pape et ils ont une grande ancienneté de service». Il a fait cette confidence, il y a quelques jours, à son ami et ancien élève argentin Jorge Milia.
Et en effet certains de ces «patrons» ont tendu à Jorge Mario Bergoglio le plus cruel et le plus sournois des pièges qui ont été ourdis contre lui depuis son élection comme pape.
Ils lui ont caché des informations significatives qui, s’il les avait connues à temps, l’auraient détourné de nommer Mgr Battista Ricca «prélat» de l’Institut pour les Œuvres de Religion (IOR).
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http://www.maislusitania.blogspot.pt/2013/08/o-prelado-do-lobby-gay.html
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Doze euros/mês para cortar o cabelo
António Sílvio Couto
Por estes dias foi noticiado, primeiro num jornal diário de teor económico e depois noutros, que os trabalhadores da Carris – empresa rodoviária de transportes colectivos em Lisboa – vão solicitar – ao que parece será uma continuação e não uma reivindicação! – um subsídio mensal de doze euros para cortar o cabelo. Esta proposta pretende dar, assim, uma compensação aos ditos trabalhadores pela desactivação da rede de barbearias que serviu a empresa... até finais de 2007.
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http://www.moldaraterra.blogspot.pt/2013/08/doze-eurosmes-para-cortar-o-cabelo.html
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Angola
Solange
Somos
o povo especial escolhido do Sr. Engenheiro.
E como
povo especial escolhido por ele, não temos água nem luz na cidade.
Temos
asfalto cada dia mais esburacado.
Os
que, de entre nós, vivem na periferia, não têm nada. Nem asfalto. Só miséria,
lixo, mosquitos, águas paradas. Hospitais?!!! Nem pensar.
O povo
especial não precisa. Não adoece. Morre apenas sem saber porquê.
E
quando se inaugura um hospital bonito e ficamos com a esperança de que as
coisas vão mudar minimamente, descobre-se que as máquinas são chinesas, com
manuais chineses sem tradução e que ninguém sabe operá-las...
Estas
são opções especiais para um povo especial.
Educação?!!
O povo especial não precisa. Cospe-se na rua (e agora com os chineses, temos
que ter cuidado para não caminharmos sobre escombros escarrados de fresco...),
vandalizam-se costumes, ignoram-se tradições.
Escolas
para quê e para ensinar o quê?!!
Que o
Sr. Engenheiro é um herói porque fugiu ali algures da marginal acompanhado de
outros tantos magníficos?!!!
Que a Deolinda Rodrigues morreu num dia fictício
que ninguém sabe qual mas nada os impediu de transformar um dia qualquer
em feriado nacional?!!!!
O embuste da história recente de Angola é tão
completo e manipulado que até mesmo eles parecem acreditar nas mentiras que
inventaram...
Se
incomodarmos o Sr. Engenheiro de qualquer forma, sai a guarda pretoriana dele e
nós ficamos quietos a vê-los barrar ruas anarquicamente sem nos deixar
alternativas para chegarmos a casa ou aos empregos. O povo especial nem precisa
ir trabalhar se resolvem fechar as ruas.
Se
sairmos para almoçar e eles bloqueiam as ruas sem qualquer explicação, só temos
uma hipótese: como povo especial não precisa de comer, dá-se meia volta de barriga vazia e volta-se para o emprego.
E isto
quando não ficamos horas parados à espera que o Sr. Engenheiro e sua comitiva
recolham aos seus lares e nos deixem, finalmente circular.
Entramos
em casa às escuras e saímos às escuras. Tomamos banho de caneca. Sim, bem à
moda do velho e antigo regime do MPLA-PT do século passado.
Luanda,
que ainda resiste a tantos maus-tratos e insiste em conservar os vestígios da
sua antiga beleza, agora é violentada pelos chineses.
Sodomizada.
Sistematicamente. Dia e noite.
Está
exaurida; de rastos, de cócaras diante dos novos «amigos» do Sr. Engenheiro.
Eles dão-se, inclusive, ao luxo de erguerem dois a três restaurantes chineses
numa mesma rua. A ilha do Cabo tem mais restaurantes chineses que qualquer
outra rua de qualquer outra cidade ocidental ou africana: CINCO!!!! A China
Town instalada em Luanda.
As
inscrições que colocam nos tapumes das obras em construção, admirem-se, estão
escritas na língua deles. Eles são os novos senhores. Os amigos do Sr.
Engenheiro. A par do Sr. Falcone... a este foi-lhe oferecido um cargo e
passaporte diplomático. Aos outros, que andam aos bandos, é-lhes oferecida a
carne fresca das nossas meninas. Impunemente. Alegremente. Com o olhar
benevolente dos canalhas de fato e gravata. Lá fora, no mundo civilizado sem
povos especiais, caçam os pedófilos. Aqui, criam e estimulam pedófilos. Acham
graça.
Qualidade
de vida é coisa que o povo especial nem sabe o que é. Nem quantidade de vida,
uma vez que morremos cedo, assim que fazemos 40 anos.
Se
vivermos mais um pouco, ficamos a dever anos à cova, pois não nos é permitida
essa rebeldia. E quem dura mais tempo, é castigado: ou tem parentes que cuidem
ou vai para a rua pedir esmola!
Importam-se
carros. E mais carros. De luxo. Esta é a imagem de marca deles: carros de luxo
em estradas descartáveis, esburacadas. Ah...
e telemóveis!!!!
Qualquer
Prado ou Hummer tem que levar ao volante um elemento com telemóvel. Lá fora, no
mundo civilizado sem povos especiais, é proibido o uso do telemóvel enquanto se
conduz. Aqui é sinal de status, de vaidade balofa!!!!!!!!!!
Pobre
povo especial. Sem transportes, sem escolas, sem hospitais. À mercê dos
candongueiros, dos «dirigentes» e dos remédios que não existem. Sem
perspectivas de futuro.
Os
nossos «amanhãs» já amanhecem a gemer: de fome, de miséria, de subnutrição, de
ignorância, de analfabetismo, de corrupção, de incompetência, de doenças antes
erradicadas, de ira contida, de revolta recalcada.
O
grito está latente. Deixem-no sair: BASTA!!!!!!
«Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente
se encontra».
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O acordo ortográfico
e o futuro da língua portuguesa
Maria Clara Assunção
Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da
necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras
desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre
combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por
defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais
moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser
todas eliminadas.
É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de
escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe
todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas
da escrita já qe não existem na oralidade.
Outra complicação decorre da leitura igual qe se
faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe «assunção» se escreve com «ç» e «ascensão» se escreve com «s»?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada
letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além
disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos
liminarmente o «ç».
Por isso, proponho qe o próximo acordo
ortográfico elimine o «ç» e o substitua por um simples «s» o qual passaria a
ter um único som.
Como consequência, também os «ss» deixariam de
ser nesesários já qe um «s» se pasará a ler sempre e apenas «s».
Esta é uma enorme simplificasão com amplas
consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de
carateres a uzar. Claro, «uzar», é isso mesmo, se o «s» pasar a ter sempre o
som de «s» o som «z» pasará a ser sempre reprezentado por um «z».
Simples não é? se o som é «s», escreve-se sempre
com s. Se o som é «z» escreve-se sempre com «z».
Quanto ao «c» (que se diz «cê» mas qe, na maior
parte dos casos, tem valor de «q») pode, com vantagem, ser substituído pelo «q». Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão
de letras estrangeiras. Nada de «k».
Não pensem qe me esqesi do som «ch».
O som «ch» pasa a ser reprezentado pela letra «x». Alguém dix «csix» para dezinar o «x»? Ninguém, pois não? O «x» xama-se «xis». Poix é iso mexmo qe fiqa.
Qomo podem ver, já eliminámox o «c», o «h», o «p» e o «u» inúteix, a tripla leitura da letra «s» e também a tripla leitura da
letra «x».
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna
menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não,
não leiam «simpléqs», leiam simplex. O som «qs» pasa a ser exqrito «qs» u qe é
muito maix qonforme à leitura natural.
No entanto, ax mudansax na ortografia podem
ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.
Vejamox o qaso do som «j». Umax vezex excrevemox
exte som qom «j» outrax vezex qom «g». Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o «j» para o som «j» não
presizamox do «u» a segir à letra «g» poix exta terá, sempre, o som «g» e nunqa
o som «j». Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e
de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser
a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax
qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente
impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?
Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só
qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox
asentox tornam-se dexnesesáriox.
A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não
ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra «a». Umax vezex lê-se «á»,
aberto, outrax vezex lê-se «â», fexado. Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o «o»: umax vezex lê-se «ó», outrax
vezex lê-se «u» e outrax, ainda, lê-se «ô». Seria tão maix fásil se aqabásemox
qom isso! Para qe é qe temux o «u»? Para u uzar, não? Se u som «u» pasar a ser
sempre reprezentado pela letra «u» fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u «o» pasa a suar sempre «ó», tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra «e», também pudemux fazer
alguma qoiza: quandu soa «é», abertu, pudemux usar u «e». U mexmu para u som «ê». Max quandu u «e» se lê «i», deverá ser subxtituídu pelu «i». I naqelex
qazux em qe u «e» se lê «â» deve ser subxtituidu pelu «a».
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza:
eliminamux u «til» subxtituindu, nus ditongux, «ão» pur «aum», «ães» – ou
melhor «ãix» - pur «ainx» i «õix» pur «oinx».
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da
língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax
melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux
perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so
pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua
aixpansaum nu mundu.
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?
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