sexta-feira, 4 de abril de 2014

Banco de Portugal ou deles?



Os portugueses estão cansados de saber que a austeridade fica à porta do Banco de Portugal (BdP), e que enquanto uns vivem à grande, outros caem na miséria.

Recentemente compraram mais uns carros de luxo, BMW´s adquiridos por esta instituição que teima em levar uma vida de rico num país de pobres.

No final de Fevereiro, o BdP lançou mais um concurso o concurso público para «aquisição de mobiliário geral» pela módica quantia de 625 mil euros.

Como é do conhecimento público e além fronteiras, as contas não são o ponto forte desta casa (basta lembrar a supervisão (– não – feita) ao BPN e BPP, por exemplo. Por isso ao chegar a Março lá, descobriram que se tinham esquecido de comprar cadeiras, e eis que lançou o respectivo concurso público no valor de 198 mil euros, em cadeiras... ah pois.

Naturalmente, na azáfama das compras ninguém tem tempo para pensar em muito mais ou fazer trabalhos complexos e assim o BdP lá decidiu gastar mais 195 mil euros na aquisição de serviços de avaliação de candidatos.

As compras são viciantes, um BMW por 30.652,37 euros e outro BMW GT por uns módicos 32.381,65 euros. Já antes do Natal tínhamos assistido à compra de oito veículos topo de gama.


Mercedes E 250 BlueEFFICIENCY Classic (38.406,48 euros);

BMW 520 d Berlina (38.763,93 euros);

Mercedez Benz E 220 CDI BlueEFFICIENCY (40.119,03 euros);

BMW 520 d Berlina (32.256,10 euros);

Mercedes 320 d Touring (40.851,22 euros);

BMW 320d EfficientDynamics Touring (32.382,11 euros);

Lexus IS300h (40.218,86 euros);

BMW 320d Touring (38.382,12 euros).


Mas a competência do Banco de Portugal merece todo o luxo.


Carlos Costa
Presidente do Banco de Portugal

Se o BdP não cumprir o seu dever, quais as sanções que lhe são aplicadas? (ao povo já sabemos as sanções que se aplicam quando o BdP não fiscaliza como deve ser – «o povo paga)».

Compete especialmente ao Banco de Portugal «velar pela estabilidade do sistema financeiro nacional, (...) Assim, o Banco exerce a supervisão prudencial das instituições de crédito, das sociedades financeiras e das instituições de pagamento.

O Banco de Portugal exerce também a supervisão da actuação das instituições na relação com os seus clientes – supervisão comportamental. Neste âmbito, o Banco de Portugal intervém no domínio da oferta de produtos e serviços financeiros – para que as instituições actuem com diligência, neutralidade, lealdade, discrição e respeito no relacionamento com os clientes – e também ao nível da procura de produtos e serviços – estimulando e difundindo informação junto dos clientes bancários, promovendo uma avaliação cuidada dos compromissos que estes assumem e dos riscos que tomam.

O Banco de Portugal produz estudos e análises da economia portuguesa, da economia da área do euro e do seu enquadramento internacional e dos mercados e sistemas financeiros. Fonte

Basta ver como trataram do caso do BPN... para percebermos que falharam e falham estranhamente, aos cidadãos, claro. O sistema financeiro do País, se tem regulador, não se nota, pois anda muito desregulado.





quinta-feira, 3 de abril de 2014

Clique no crime que quer ler... (361-390)
(continua)


361. – Parabéns 1ºministro, boas entradas e saídas.
362. – Parasita dos portugueses, a RTP.
363. – Parlamento a discutir o sexo dos anjos...
364. – Parque Escolar, inclui construção de pombais?
365. – Passos Coelho ameaça que a classe média ainda tem muito para dar ...
366. – Passos Coelho avisou, nós é que andamos distraídos...
367. – Passos Coelho continua a obra de Sócrates.
368. – Passos Coelho descobriu como acabar com o desemprego...
369. – Passos Coelho desconhecia as consequências.
370. – Passos Coelho em busca dos boys perdidos.
371. – Passos Coelho empenhado em subdesenvolver Portugal...
372. – Passos Coelho ganhará mais que o de Espanha.
373. – Passos Coelho sempre a perseguir os pobres e doentes..
374. – Paulo Campos distribui tachos e dinheiro público.
375. – Paulo Portas "salva" empresas (amigas) de falir,
376. – Paulo Portas critica as medidas de austeridade do governo ...
377. – Paulo Portas já tem uma prenda de Natal para todos...
378. – PAULO PORTAS PERDEU A PICA TODA CONTRA O CRIME BPN...
379. – Pico de mortes entre idosos. Será que o governo considera os idosos gorduras a cortar?...
380. – Pico de mortes, jornal "The Guardian", denuncia
381. – Pingo Doce, a chacina das pequenas e médias empresas...
382. – Poderosa mãe de Sócrates e o seu poderoso filho.
383. – Politica ou novela? Triste povo confunde-se...como...
384. – POLITICA SERVE DE TRAMPOLIM PARA SUCESSO E IMPUNID...
385. – Politico é a melhor profissão de Portugal? Claro.....
386. – Políticos a favor de facilitar o roubo público.
387. – POLÍTICOS AJUDAM A BANCA A ROUBAR O POVO. COMPADRI...
388. – Políticos impunes? Corrupção à vista de todos...
389. – Políticos rejeitam regras?
390. – Por dia gastam-se 25 milhões de euros no SNS.





quarta-feira, 2 de abril de 2014

As nossas Ilhas Selvagens






As elegâncias do Bagão e da Manuela


J. Costa

A propósito do manifesto dos 70, Durão Barroso teceu algumas considerações. Disse, por palavras de facto elegantes, que alguns dos signatários assinavam porque lhes estavam a ir ao bolso, isto é, por interesse próprio, isto é, por serem mamões.

Reacção de Bagão, um deles, tal como da Manuela, outra deles: o Durão foi deselegante.

Pois é.


A elegância do Bagão permite-lhe proferir bacoradas do dito manifesto e rejeitar opiniões diferentes.

A elegância da Manuela permite-lhe falar de rapina quando ela foi a inventora do «pagamento por conta» e está a mamar.





domingo, 30 de março de 2014

Ratos

José Miguel Pinto dos Santos

Será que já não há ratos em Portugal? Ou será que estão tão gordos que já nem parecem ratos?

Os contactos entre portugueses e japoneses ao longo dos séculos apresentam dos aspectos mais coloridos nas histórias das duas nações.

É verdade que houve longos períodos em branco, de ignorância mútua. Mas também existiram períodos a verde, cheios de esperanças e expectativas. Viveram-se épocas douradas e cor-de-rosa, de comércio e cultura. Sofreram-se episódios tingidos a vermelho, de escaramuças armadas e martírios. E passaram-se ocorrências negras. Ou roxas, se o roxo for a cor da vergonha.

Em 1903, Murakami Naojiro (1868-1966) descobriu no Lyceu Passos Manuel, em Lisboa, uma Doctrina Christan. Este livro, raríssimo, tinha sido impresso em Amakusa em 1592. Culturalmente era um volume valiosíssimo: era a primeira tradução existente de uma obra numa língua europeia para o japonês, um dos primeiros livros escritos em japonês com letras latinas e também um dos primeiros a ser impresso, no Japão, com tipos móveis. Este volume tinha sido oferecido por Alessandro Valignano (1539-1606), um dos responsáveis pela missão jesuíta no Extremo Oriente, a D. Theotónio de Bragança (1530-1602), que por sua vez o tinha doado a um convento de cartuxos. Os bons frades zelaram pela sua integridade durante dois séculos. O eles não saberem japonês terá contribuído para o seu parco uso e boa conservação. A seguir à revolução liberal, no séc. XIX, o Estado expropriou-lhes tudo o que tinham e palmou-lhes o livro, que passou para o Lyceu Nacional, criado por decreto do ministro Passos Manuel (1801-1862) em 1836.

Alertado pela descoberta de Murakami, Jordão de Freitas (1866-1950) inspeccionou a obra uns tempos depois. Em 1910 o Lyceu foi transferido para as belas e imponentes instalações actuais, e inaugurado com muita pompa e circunstância a 9 de Janeiro de 1911. Não era caso para menos, atendendo a ser a primeira grande obra pública feita pelo novo regime. Quando, passados alguns meses, Freitas visita as novas instalações e pede para ver o livro, foi-lhe laconicamente dito por um funcionário cinzento: «Já não o temos, os ratos comeram-no».

Esta Doctrina Christan reapareceu em 1913, no catálogo de um livreiro madrileno. Foi vendida a um americano anónimo e, em 1915, é oferecida para venda no catálogo de Martinus Nijhoff, famoso livreiro na Haia. Em 1917 foi comprada pelo barão Iwasaki Hisaya (1865-1955), um magnata ligado ao grupo Mitsubishi, que o passou ao Toyo Bunko, uma biblioteca, por ele fundada, em Tóquio – onde ainda hoje se encontra, em bom estado de conservação.

Será que já não há ratos em Portugal? Ou será que estão tão gordos que já nem parecem ratos?





sábado, 29 de março de 2014

Manuela Ferreira Leite


J. Costa

A imoralidade dos mamões da classe política tornou-se um caso de anedota.

A Manuela Ferreira Leite é um desses casos. Com pensões que adquiriu à pala dos tachos que teve, a sujeita tem sido uma das vozes mais escandalosas a vociferar contra os cortes.


A sujeita apareceu ontem na TVI, armada em sábia, a criticar a ideia das pensões serem indexadas à taxa de natalidade e ao estado da economia.

Ninguém  gosta de cortes. Mas contas são contas.  Que melhor ideia terá ela?  Melhor ideia do que os que agora lá estão?

O que não deixa de ser revoltante é uma das coveiras da nossa economia e vampira das finanças vir agora criticar sem bases nenhumas. Gostava (????????????) de a ver outra vez nas finanças para ver como é que ela resolveria o buraco da Segurança Social, buraco que ela própria e o seu amigo Cavaco agravaram.





sexta-feira, 28 de março de 2014

Quando...



QUANDO OS SÓCRATES FOREM APENAS FILÓSOFOS;
OS ALEGRES APENAS CRIANÇAS;
OS CAVACOS APENAS INSTRUMENTOS MUSICAIS;
OS PASSOS APENAS OS DE DANÇA;
OS LOUÇÃS APENAS ERROS ORTOGRÁFICOS;
OS JERÓNIMOS APENAS MONUMENTOS NACIONAIS;
OS JARDINS LOCAIS DE LAZER;
AS PORTAS SÓ DE ABRIR E FECHAR...
E OS SEGUROS SÓ LIGADOS A APÓLICES.

VOLTAREMOS A SER FELIZES !!!!!!!!





quinta-feira, 27 de março de 2014

Clique no crime que quer ler... (331-360)
(continua)


331. – O estado é gerido pelo inimigo. Negoceiam contra o...
332. – O estranho fenómeno dos jovens que se atiram de varandas...
333. – O governo aliado à EDP no saque aos portugueses.
334. – O governo aperta o cerco, descobriu formas de poupar, deixando morrer...
335. – O governo cai, levanta-se mas os tachos não abrandam...
336. – O governo está a arruinar o país em vão.
337. – O passado de Passos Coelho revela mais que as suas...
338. – O porquê de a Islândia não se juntar à União Europ...
339. – O que acontece a quem tenta defender os interesses do estado...
340. – O que levou a Grécia ao caos, e poderá levar Portugal...
341. – O que sobra da democracia?
342. – O regabofe na Madeira sai caro.
343. – O video que desvenda como o estado distribui os no...
344. – ONDE SE ESGOTAM AS NOSSAS FORÇAS? BdP e o luxo.
345. – ONDE SE ESGOTAM OS SACRIFÍCIOS DE QUEM TRABALHA.
346. – Os "crimes" que os políticos cometem.
347. – Os ajustes directos, esse poço de tentação.
348. – OS CORTES QUE OS POLÍTICOS NÃO QUEREM SABER.
349. – Os esquemas de CAVACO SILVA.
350. – Os estaleiros de Viana do Castelo, privatizações...
351. – Os excessos do passado, o regabofe dos dinheiros público...
352. – Os impostos que pagamos servem para quê ou para quem?...
353. – Os observatórios que não observam nada...
354. – Os políticos portugueses são devotos e praticantes...
355. – Os políticos serão os menos penalizados com a bancarrota...
356. – Os portugueses vivem hoje num país nórdico:
357. – Padre Melícias com pensão de 7450 euros. Abençoado...
358. – Pagamos as mentiras e demagogias de políticos imorais...
359. – Para quem ainda não sabia, os cortes são coisa de pobre ...
360. – Para se ser politico em Portugal é preciso currículo ou cadastro...





terça-feira, 25 de março de 2014

Os automóveis do Estado: mordomias sobre rodas



Veja a imoralidade que se passa com o parque automóvel do Estado.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=Ng7maLgWdPU





XX Aniversário do Ano Internacional da Família



XX ANIVERSÁRIO
DO
ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

CONFERÊNCIA COMEMORATIVA
EM BRUXELAS

15 de Maio de 2014
No Comité Económico e Social Europeu





segunda-feira, 24 de março de 2014

Debate sobre história de Portugal em Paris


CONVITE

Ciclo de debates

«Portugueses de França»

Organização: Rádio Alfa, LusoJornal e Consulado Geral de Portugal em Paris


4.° Debate

A participação dos Portugueses

na Primeira Guerra Mundial

Com a participação de:

Nuno Severiano Teixeira, Historiador e ex-Ministro da Defesa

e também:

Nuno Gomes Garcia, autor de O Soldado Sabino

Cristina Drios, autora de Os Olhos de Tirésias


Moderação do debate:

Artur Silva (Rádio Alfa) e Carlos Pereira (LusoJornal)


Terça feira, dia 25 de Março, às 18h30


Consulado Geral de Portugal em Paris
6-8 rue Georges Borger
75017 Paris
Metro: Monceau (linha 2)


No dia 9 de Abril de 1918 teve lugar a batalha de La Lys, uma batalha que decorreu no norte da França, durante a primeira guerra mundial e que colocou o Corpo Expedicionário Português na primeira linha de combate.

Portugal entrou no conflito em 1917, com 55 000 soldados, que combateram essencialmente no norte de França, ao lado das tropas francesas e britânicas.

O cemitério militar português de Richebourg e o monumento ao soldado português em La Couture são, hoje, os marcos mais visíveis dessa participação dos Portugueses na primeira guerra mundial.

O cemitério de Richebourg recolheu, entre 1924 e 1938, 1 831 corpos provenientes de vários cemitérios em França (Le Touret, Ambleteuse, Brest,…), na Bélgica (Tournai) e na Alemanha. Não muito longe dali, na pequena aldeia de La Couture, o monumento ao soldado português, da autoria do escultor António Teixeira Lopes, foi inaugurado no dia 10 de Novembro de 1928.

O palacete onde esteve instalado, por algum tempo (entre Maio de 1917 e Abril de 1918), o quartel-general do Corpo Expedicionário Português, em Saint Venant, hoje propriedade do casal Rousseau, é actualmente uma casa de hóspedes.





Como poderia o Relvas
não estar no Conselho Nacional?
Vejam só...


(da net, investigação do jornal Público)

1. A Tecnoforma, uma empresa de que Pedro Passos Coelho foi consultor e administrador, ficou com a parte de leão, na região Centro, de um programa de formação profissional — financiado por fundos europeus (programa Foral) — destinado a funcionários das autarquias, o qual era tutelado pelo Dr. Relvas, então secretário de Estado da Administração Local do Governo Barroso/Portas.

Os números são, de facto, esmagadores: só em 200382% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro deste programa de formação profissional, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 200463% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa.

A história regista, entre outras, uma ideia de génio da Tecnoforma: a concepção de um programa de formação no valor de 1,2 milhões de euros para funcionários de aeródromos que estavam fechados, que eram pistas perdidas ou que tinham um ou mesmo nenhum funcionário.


Miguel Relvas era então o responsável político pelo programa, na qualidade de secretário de Estado da Administração Local de Durão Barroso, Paulo Pereira Coelho era o seu gestor na região Centro, Pedro Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, João Luís Gonçalves era sócio e administrador da empresa, António Silva era seu director comercial e vereador da Câmara de Mangualde. Em comum todos tinham o facto de terem sido destacados dirigentes da JSD e, parte deles, deputados do PSD.

2. Hoje, soube-se algo mais sobre o desgraçado programa Foral, então tutelado pelo Dr. Relvas. Quando apenas uma circular teria sido suficiente para que autarquias locais ávidas de dinheiro pudessem ficar informadas dos objectivos do programa, descobre-se que houve uma campanha de comunicação, no valor de quase 450 mil euros, adjudicada em 2002 a uma empresa de publicidade detida exclusivamente por Agostinho Branquinho (a NTM), antigo deputado do PSD e actual secretário de Estado da Segurança Social. José Pedro Aguiar-Branco, agora ministro da Defesa, tornou-se presidente da assembleia geral pouco depois da adjudicação.

A história vem descrita no Público (e reproduzida aqui). Entre outras peripécias do concurso, sabe-se agora que:

• Entre as cinco concorrentes excluídas por insuficiência financeira se encontrava a subsidiária de um gigante internacional que ocupava o terceiro lugar na lista das 30 maiores empresas de publicidade do mercado português, a McCann Erickson Portugal (52 milhões de euros facturados em 2001) e a Caixa Alta, então em 16.º lugar no mesmo ranking da Associação Portuguesa de Agências de Publicidade e Comunicação (13,6 milhões nesse ano), com volume de vendas muito superior ao da NTM (3,7 milhões), que nem constava do mencionado ranking;

• Após a selecção prévia das propostas, restaram três concorrentes, sendo que a NTM foi a que apresentou o preço mais alto e era a que, na avaliação do júri, tinha a mais baixa capacidade técnica.

Segundo o Público apurou, este processo foi conduzido pelo então chefe de gabinete, Paulo Nunes Coelho, e por uma adjunta, Susana Viseu, do Dr. Relvas.





domingo, 23 de março de 2014

Aaron Hunt (Werder Bremen):
exemplo de moral no desporto


Aaron Hunt (Werder Bremen – Alemanha)

Os chicos espertos dirão que ele é parvo...


Ver em

https://www.youtube.com/watch?v=oN9YddQWHOo





sábado, 22 de março de 2014

A matança dos inocentes


Daniel Serrão

1. Sinto-me profundamente afectado pela aprovação, no parlamento do Reino da Bélgica, de uma lei que permite aos médicos matarem menores de idade. Quero deixar aqui a minha opinião sem ambiguidades e sem qualquer preocupação em ser politicamente correcto.

É claro que cada país faz, dentro das suas fronteiras, o que os seus habitantes, e quem os represente no sistema político, desejarem que seja feito. 86 deputados votaram a favor desta lei, 44 votaram contra e 12 acharam que não valia a pena darem opinião e abstiveram-se. Tudo bem; melhor dizendo, tudo mal.

Pois quando esses habitantes, por via dos seus representantes políticos, aprovam comportamentos que ofendem gravemente a dignidade de todos os que pertencem à família humana temos o direito de dar a nossa opinião.

Foi o silêncio de todos que tornou possível o horror criminoso de um governo da Alemanha, no início com legitimidade democrática, em pleno século XX. A lei estabelecia que havia vidas indignas de serem vividas, incluindo a vida de crianças, logo deviam ser exterminadas. E foram. Depois foi o plano inclinado até ao holocausto de milhões de judeus e outros não-arianos. Milhões, não dezenas ou centenas. Os agentes desta matança disseram, em tribunal, que se tinham limitado a cumprir a lei, como funcionários zelosos. Esta atitude levou a intelectual judia Hanna Arendt, que assistia aos julgamentos, a descobrir que, para estes homens, a morte do outro era uma banalidade burocrática, coberta pela lei. Tal como os executores da pena de morte nalguns estados dos Estados Unidos da América.

2. Tenho o direito de dar a minha opinião como cidadão responsável por ter a honra de pertencer à grande família humana, tal como todos os cidadãos belgas pertencem; os que vão ser mortos e os que os vão matar.

Procurei informar-me dos motivos que levaram à apresentação da proposta de lei agora aprovada. Basicamente a proposta afirma, no que designa por desenvolvimentos, o seguinte:

– Temos uma lei que despenaliza a eutanásia desde 2002 e estamos confortáveis com ela – sem qualquer referência aos abusos que aparecem na imprensa belga, alguns dos quais estão em fase de julgamento.

– Contudo, ela não pode aplicar-se a menores mas apenas a maiores ou emancipados, juridicamente capazes, o que para os promotores é um mal que se pretende corrigir – esquecendo que a lei universal da maioridade é para proteger os menores de todo o tipo de abusos, incluindo os sexuais.

– Logo, vamos acabar legalmente com esta reserva etária e abrir a eutanásia a todos os nascidos mesmo que tenham apenas dias ou horas de vida. Para já aos menores que um pedopsiquiatra considere que tem capacidade de discernimento e está consciente no momento em que pede para ser morto.

Porquê?

Cito: «La décision de fin de vie est un acte d’humanité, posé en dernier recours. De ce point de vue, pourquoi les mineurs seraient-ils privés de l’accès à cet acte d’humanité» (a decisão de terminar a vida é um acto de humanidade, colocado em último recurso. Sob este ponto de vista porquê privar os menores de acederem a este acto de humanidade).

Portanto a eutanásia é um acto bom que deve ser praticado em adultos, em menores (e a seguir em recém-nascidos, como já acontece na Holanda).

3. A falácia desta argumentação está em considerar a eutanásia como o último recurso, quando o último recurso é o cuidado compassivo e bondoso que tira o sofrimento a adultos e a menores e permite que vivam o seu limitado tempo de viver em paz, serenidade e conforto físico e espiritual.

Refiro-me ao cuidado paliativo personalizado, que pode ser prestado no domicílio, cuidado no qual o menor não é um «caso» incurável, do qual os médicos desumanizados se desinteressaram, mas uma pessoa que merece todo o afecto e atenção para que não sofra até ao fim da sua vida.

Uma investigadora do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, Marta Brites, vai defender uma tese de doutoramento em bioética sobre o cuidado paliativo pediátrico, na qual mostra como esta atitude de atendimento da criança que sofre de uma doença sem cura pode – e deve – ser a regra nas instituições que atendem estes doentes. Porque, como escreve, «A acção paliativa em pediatria é assumida como arte e ciência de prestar cuidados activos e totais para com o corpo, a mente e o espírito da criança, envolvendo o suporte dos familiares».

Os 86 deputados que votaram a favor desta tenebrosa lei, não sabem nada do que é atender com afecto e compaixão a criança em vez de decidirem que irá ser morta. A história irá julgá-los, em nome da vida, como julgou e condenou os carrascos nazis. Bem como aos médicos que se prestem a praticar a «matança dos inocentes».





sexta-feira, 21 de março de 2014

Fernando Ribeiro e Castro



Faleceu Fernando Ribeiro e Castro,
fundador da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas.

Foi uma perda para a causa da família e da Civilização.

Apresentamos as nossas condolências à sua família.