sábado, 4 de fevereiro de 2017

Carta de Hilarion a Alis, endossada hoje à Assembleia da República



José Miguel Pinto dos Santos, Observador, 1 de Fevereiro de 2017

Agora que não há dor que não possa ser dominada com cuidados paliativos adequados, fica a dúvida se o que se pretende não será o «progresso» para uma sociedade sem piedade para com os mais fracos.

Hialarion era camponês, casado e, tudo indica, bom pai de família. Provavelmente era natural da região de Oxirrinco, uma cidade do Médio Egipto. Como falava grego é possível que fosse descendente de colonos helenos, mas não é certo, porque após três séculos de governo Ptolemaico o grego era língua franca no Egipto. Podemos supor que não tinha uma vida fácil porque a certa altura teve de ir trabalhar, por uns tempos, para a longínqua Alexandria. De lá escreveu, ou pediu a um escrivão que escrevesse, a seguinte carta para a sua mulher Alis:

[recto] De Hilarion para Alis, sua irmã, saudações sinceras, e também para os meus caros Berous e Apollonarion. Fica a saber que ainda estamos neste momento em Alexandria. Não te preocupes se, quando os outros regressarem, eu permanecer em Alexandria. Te imploro e suplico que cuides bem do menino. Assim que recebamos o salário te o enviarei. Se deres à luz, felicidades!, e se for rapaz deixa-o viver. Se for rapariga expõe-na [εκβαλε, literalmente: deita-a fora]. Disseste [através de] Aphrodisias «Não me esqueças». Como te poderei esquecer? Peço-te portanto que não te preocupes.

Vigésimo nono ano de César [1 a.C.], Pauni 23
[verso] Entregar a Alis da parte de Hilarion [Oxyrhynchus Papyrus, 744]

Esta missiva demonstra que Hilarion era um amor de pessoa: trabalhador esforçado e flexível, ternurento para com a mulher, pai preocupado pelo filho, que não esquece de enviar saudações para os vizinhos. Apesar de ser excelente pessoa, Hilarion era um homem do seu tempo: cortês e prestável para quem lhe é útil, como a mulher que lhe cuida da casa, o filho que lhe cuidará do futuro, e os vizinhos que lhe asseguram boa vizinhança, mas implacável para quem não lhe serve para nada, como uma filha que só lhe traria despesa. Esta era a visão que os homens tinham dos homens antes de serem influenciados pela doutrina de Cristo: ou instrumentos ou empecilhos do seu bem-estar, que merecem viver, os primeiros, e que podem ser descartados, ou morrer, os segundos. Também era esta a visão que a sociedade tinha do Homem, e que se encontrava espelhada nas leis e costumes um pouco por todo o mundo, na lei romana e nos códices egípcios, no consuetudinário japonês e na legislação chinesa, e que permitiam o aborto, o infanticídio, o golpe «de misericórdia», a exposição de velhos e enfermos, a exterminação dos homens «não-pessoas» ou «não-humanos» e, em não poucas civilizações, o sacrifício humano.

Não sabemos se a destinatária deu à luz e se terá seguido as indicações do marido. Mas depois de receber esta carta Alis deve tê-la deitado para o lixo. Foi de facto numa lixeira do primeiro século da nossa era onde Bernard Grenfell (1868–1926) e Arthur Hunt (1871–1934) a descobriram no final do século dezanove, muito a tempo de ser endossada hoje à Assembleia da República, agora que esta se prepara para debater a eliminação dos doentes terminais que, inúteis produtivamente, são também um peso para o orçamento do Estado e um transtorno para a família. Como a alegada compaixão por quem sofre atrozmente não tolhe, agora que a medicina reclama que não há dor que não possa ser dominada com cuidados paliativos adequados, fica a dúvida se o que se pretende não será o «progresso» para uma sociedade sem piedade para com os mais fracos. O propósito deste endosso é perguntar: senhores deputados, querem mesmo criar uma sociedade mais solidária? E é através da eliminação dos mais fracos que o querem fazer? Depois de legalizarem o aborto e, agora, o golpe «de misericórdia», o que virá a seguir, o infanticídio ou o sacrifício humano? Querem mesmo impor, passo a passo, a crueza do pré-Cristianismo aos portugueses?






terça-feira, 31 de janeiro de 2017


A questão dos imigrantes: aceitá-los ou não?


Com estes nunca houve problemas: Portugueses, Franceses, Belgas, Alemães
— mais bacalhau, mais chucrute, todos da mesma cultura e Civilização ocidental...

Heduíno Gomes

Para mim, os imigrantes serem «regulares» ou «irregulares», legais ou ilegais, é irrelevante. Nunca fui um grande legalista... confesso... Aprendi que a lei não tem necessariamente valor moral ou político e que é talhada à medida de ideologias ou de interesses do legislador. Os ucranianos chegaram cá ilegalmente e, para mim, são bem-vindos.

Para mim, o que é importante são outras coisas.

1 — O Estado que acolhe tem de ter independência e autoridade para definir e exercer a sua própria política de imigração.

A imigração, como qualquer aspecto da vida social, tem de ser regulada — em diferentes graus — pelo Estado. Nas actuais circunstâncias políticas mundiais e económicas de cada país, tem de ser especialmente regulada.

Penso sempre no Estado do meu país, achando ao mesmo tempo natural que pessoas de outros países possam pensar da mesma forma... O Estado que acolhe não tem de andar a reboque de Trilaterais, maçonarias mundiais, Merkels, bruxelistas, os seus criados políticos ou dos jornais, esquerdalhas inconscientes ou católicos idiotas úteis (os de bom coração) ou malandros (os «progressistas» infiltrados), a pregar o multiculturalismo, isto é, a liquidação da Civilização ocidental.

Portanto, aqui separo logo as águas. De um lado, a independência dos estados e do que eles poderão ter de melhor (ou não, segundo quem os dirige...), que é a preservação da Civilização ocidental, no que se inclui a regulação da imigração. De outro lado, o mundialismo-multiculturalismo e o capitulacionismo dos cobardes perante esse polvo.

Entre estas duas visões não existe conciliação possível. Ou sim, ou sopas. Portanto, ou o Estado nacional é soberano e a Nação é independente, e regula a sua imigração, ou o Estado é um Estado-fantoche, um aparelho servindo poderes invisíveis mundiais e a Nação é um protectorado... desprotegido, e, se o mandarem, escancara as portas conforme os interesses estratégicos desses poderes invisíveis (mais ou menos invisíveis...). Para um Estado-fantoche e políticos-fantoches, tolerância zero.

2 — O Estado que acolhe, regulando a imigração, tem de ter em consideração, em primeiro lugar, a cultura dos candidatos a imigrantes.

Porque uma demasiada percentagem de imigrantes de outras culturas perturba a sociedade (são os sociólogos que o afirmam) e ameaça a nossa ordem pública. Os sociólogos é que dizem que, a partir de 10% de imigrantes nessas condições, surge o caos. Para isto, tolerância zero.

E podemos acrescentar como efeito de uma certa percentagem de imigrantes de outras culturas a ameaça à própria Civilização, como já acontece no Ocidente: o recuo dos nossos costumes e mesmo de práticas religiosas cristãs «para não ofender os muçulmanos» residentes... Para isto, tolerância zero.

A propósito, ucranianos podem vir muitos porque possuem a nossa cultura, que é a baseada na ética cristã (mesmo em pessoas sem fé), como a nossa.

3 — O Estado que acolhe, regulando a imigração e velando pela ordem e segurança dos seus nacionais, tem de ter em consideração as particularidades políticas dos candidatos e da sua cultura.

Porque qualquer percentagem de imigrantes, mínima que seja, com determinadas características culturais e políticas, pode camuflar uma rede que ameaça a ordem pública, a segurança da Nação e da Civilização ocidental. Para isto, tolerância zero.

É o caso dos «pacatos refugiados» que cá foram detectados como membros de uma rede terrorista, um deles inclusivamente tendo recebido subsídio da Segurança Social.

4 — O Estado que acolhe, regulando a economia e velando pelo bem comum dos seus nacionais, tem de ter em consideração as necessidades de mão-de-obra, incluindo a qualificada, para a sua economia.

Porque qualquer economia nacional, mesmo estando equilibrada, não é um poço sem fundo. A entrada descontrolada de imigrantes, mesmo qualificados, pode desregular a economia. Para isto, tolerância zero.

E quando a economia o permite, nunca — mas mesmo nunca — pode ser esquecida a cultura dos candidatos, a ordem e a segurança. Porque não são os valores e a política que devem subordinar-se à economia — como pretendem os tecnocratas da economia ou economicistas — mas tudo se deve subordinar aos valores e à política que os serve — como pretendem os defensores da Civilização, da Nação e do bem comum.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017


A «revolução de género» da National Geographic:

Péssimo argumento e ideologia preconceituosa


Aceitar as reivindicações da ideologia transgénero requer fechar os olhos
à nossa consciência e escarnecer da «lei escrita no coração»
que os nossos corpos testemunham.

Andrew Walker & Denny Burk, Midiasemmascara,12 de Janeiro de 2017

A edição de Janeiro de 2017 da National Geographic dedica-se a explorar o que chama de «Revolução de Género» – um movimento pós-Revolução Sexual que procura desconstruir entendimentos tradicionais sobre o corpo humano, o dimorfismo sexual masculino-feminino e o género. Num artigo intitulado «Rethinking Gender», Robin Marantz Henig cita as normas de género em evolução como uma justificativa para a Revolução de Género. Mas o argumento de Henig não é apenas inaceitável, é baseado também numa proposta radical sobre a natureza humana que está em desacordo com a lei natural e a antropologia bíblica.

O objectivo deste ensaio não é abordar todas as facetas do género que Henig explora. Em vez disso, o nosso objectivo é resolver alguns dos erros mais flagrantes no artigo. Muitas das críticas abaixo aplicam-se não apenas ao artigo de Henig, mas também aos problemas filosóficos mais amplos inerentes ao movimento transgénero.

Identidade de Género, Confusão de Categorias
e Inconsistência Moral

Primeiro (e mais problemático): Henig não oferece nenhum argumento substantivo para explicar porque a auto-percepção interna da sua «identidade de género» deve determinar o seu sexo ou ter autoridade maior do que o seu sexo biológico. O ensaio oferece testemunhos de pessoas que dizem que a sua identidade de género está em desacordo com o seu sexo biológico. Mas o testemunho não é suficiente. A afirmação de uma reivindicação não demonstra a autenticidade dessa reivindicação. Os leitores não recebem nenhuma explicação de porque devemos considerar as reivindicações de uma identidade de género como realidade, em vez de ser apenas um sentimento subjectivo ou auto-percepção.

Na verdade, este é o cerne da questão que assola o movimento transgénero. Baseia-se não na evidência, mas na ideologia do individualismo expressivo – a ideia de que a identidade é autodeterminada, que se deve viver essa identidade e que todos devem respeitar e afirmar esta identidade, não importa o que ela seja. O individualismo expressivo não requer nenhum argumento moral ou justificação empírica para as suas reivindicações, não importa quão absurdas ou controvertidas possam ser. O transgenerismo não é uma descoberta científica, mas um compromisso ideológico prévio sobre a flexibilidade do género.

Em segundo lugar, Henig comete uma falácia ao ligar as condições intersexuais ao transgénero. Estas são categorias muito diferentes. «Intersexo» é um termo que descreve uma série de condições que afectam o desenvolvimento do sistema reprodutor humano. Estes «distúrbios do desenvolvimento sexual» resultam em anatomia reprodutiva atípica. Algumas pessoas intersexuais nascem com «genitália ambígua», que tornam a determinação do sexo ao nascer muito difícil.

É precisamente neste ponto que a intersexualidade é muito diferente do transgenerismo. Aqueles que se identificam como transgéneros não estão a lidar com ambiguidade sobre o seu sexo biológico.Transgenerismo refere-se à variedade de formas que algumas pessoas sentem que a sua identidade de género está fora da sincronia com o seu sexo biológico. Assim, identidades transgénero são construídas sobre a suposição de que o sexo biológico é conhecido e claro, o que não é o caso da intersexualidade.

Intersexualidade e transgenerismo são maçãs e laranjas, mas não saberia isso lendo o artigo de Henig. Aqueles que estão a forçar a revolução de género têm um interesse em confundir as categorias. Acreditam que pode ser demonstrado que o sexo biológico é um espectro, em vez de um binário, então podem minar o essencialismo de género. Mas as condições intersexuais não refutam o binário sexual. São desvios da norma binária, não o estabelecimento de uma nova norma. Assim, a experiência fisiológica da intersexualidade está numa categoria diferente das construções psicológicas da disforia de género e do transgenerismo. Henig relaciona essas categorias de forma problemática, de modo a colocar a identidade de género e a anomalia médica numa única categoria.

Nessa mesma linha, Henig cita um estudo que relaciona a não-conformidade de género com o autismo. Qualquer conclusão que este estudo pretenda estabelecer, não valida uma suposta identidade transgénero. No máximo, poderia estabelecer uma correlação entre não-conformidades de género e autismo, mas não uma causalidade, nem uma corroboração da ideologia transgénero. Novamente, aceitar que a identidade de género de alguém está em desacordo com o seu sexo biológico não é nada mais do que ideologia sem qualquer verificação ou dados empíricos para apoiar tal afirmação. É metafisicamente impossível verificar a afirmação de que a identidade de género declarada confirma uma compreensão mais precisa do género do que o sexo biológico.

A última página do artigo de Henig comemora a mutilação de crianças menores com uma foto de uma menina de 17 anos sem camisa, que sofreu recentemente uma mastectomia dupla para «transição» para se tornar um menino. Porque os ideólogos transgéneros consideram prejudicial a tentativa de mudar a mente dessa criança, mas consideram que ela está progredindo ao exibir o seu peito nu e mutilado para uma história de capa? Os ideólogos transgéneros como Henig nunca abordam esta contradição ética no coração do seu paradigma. Porque é aceitável alterar cirurgicamente um corpo para torná-lo de acordo com a sua ideia do próprio self, mas intolerância tentar mudar o seu sentido de self para se adequar ao seu corpo? Se é errado tentar mudar a identidade de género (porque é fixa e não se pode mexer porque é danoso), porque seria moralmente aceitável alterar algo tão fixo como a anatomia do aparelho reprodutor de uma criança? Aqui a inconsistência moral do argumento é flagrante.

Ciência fraca e alegações contraditórias

Terceiro, o artigo refere-se obliquamente à «Teoria Cerebral do Sexo» para apoiar a conclusão mais ampla de que as identidades de género expansivas são imutáveis, objectivas e uma expressão autêntica do verdadeiro sexo de uma pessoa. Henig reconhece, com razão, as deficiências da Teoria Cerebral do Sexo, mas, no final, não oferece qualquer sugestão sobre a legitimidade das reivindicações transgénero à luz da inconclusividade dos estudos científicos sobre esta questão.

É por isso que o seu argumento é, em última análise, pouco convincente e problemático: não há consenso científico sobre o que causa o transgenerismo. As teorias cerebrais do sexo são hipóteses, mas Henig escreve como se a revolução que nós estamos a encontrar agora seja boa e mereça ser considerada inquestionável. Se Henig admitisse a falta de certeza em torno do transgenerismo, poria em dúvida a certeza sobre a qual o artigo (e toda a questão) se baseia. Henig não aborda os seus próprios pressupostos, mas admite que as categorias descritas no artigo se baseiam em teorias, não em factos.

Em quarto lugar, além do artigo de Henig, a cobertura da National Geographic é atormentada por reivindicações contraditórias e incoerentes. «A identidade de género e a orientação sexual não podem ser alteradas, mas a forma como as pessoas identificam a sua identidade de género e orientação sexual pode mudar ao longo do tempo, na medida em que descobrem mais sobre si próprios». A primeira metade desta frase afirma a imutabilidade da identidade de género, mas a segunda metade afirma que a autoconsciência das pessoas sobre essas coisas pode mudar ao longo do tempo.

Não há uma contradição aqui quando definimos os nossos termos? A identidade de género não é uma categoria objectiva, mas sim subjectiva. É como se percebe o seu próprio senso de masculinidade ou feminilidade (Yarhouse, pp. 16-17). Se essa percepção é fixa e imutável (como afirma a primeira metade da frase), então é incoerente dizer que a autopercepção possa mudar ao longo do tempo (como afirma a segunda metade da frase). A autopercepção pode mudar ou não mudar. Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Esta é uma contradição desconcertante contida dentro de uma única frase, mas parece que o autor não percebe.

Além disso, a afirmação de que as identidades transgénero são igualmente fixas e imutáveis como a orientação sexual, simplesmente não é apoiada por qualquer tipo de consenso científico. De acordo com um importante relatório publicado por Lawrence Mayer e Paul McHugh em The New Atlantis, «Há também pouca evidência de que as questões de identidade de género têm uma alta taxa de persistência em crianças». De facto, cerca de 80% das crianças que vivenciam sentimentos transgéneros conseguem resolver as suas dificuldades sem qualquer intervenção, após a puberdade. Dizer que as identidades transgénero são fixas e imutáveis é simplesmente impreciso.

O que a Justiça Realmente Exige?

Em quinto lugar, toda a questão enquadra a «Revolução do Género» como a próxima fronteira da justiça social. Isso parece extraordinariamente míope dado o ritmo acelerado em que a revolução de género veio para a América. Mas vamos reformular os elementos da discussão que são omitidos do artigo de Henig e da questão geral:

– Porque é que a sociedade deve aceitar uma teoria do género que tem tão pouca adjudicação histórica?

– Porque não se faz perguntas sobre se certos meios são a causa de tais experiências recém-descobertas na história humana?

– Porque não se explora os elementos politizados do transgenerismo que são apoiados por um movimento agressivo LGBT?

– Porque se omite a história da contestação por trás deste movimento – que a compreensão da confusão de género como uma patologia a ser aliviada, ao invés de uma norma a ser abraçada, comum até o passado recente, agora é estigmatizada, se não até apagada da história?

– Porque é a pressa para aceitar a alegação de que alguém é um membro do sexo oposto ao biológico ou não possui nenhum género?

– Porque é que a justiça exige a aceitação de uma medicina que mutila partes funcionantes do corpo em nome da identidade de género?

Henig não reconhece quaisquer vozes dissidentes que questionam a validade das identidades transgénero. O seu artigo – e a revista como um todo – dá por certa a ideia de que a compaixão e a justiça são mediadas apenas através da aceitação das controvertidas teorias nele contidas. Nós rejeitamos isso.

Finalmente, o artigo não aborda as conclusões que se seguem das suas premissas.

Numa legenda, lemos:

Henry foi designado homem no nascimento, mas considera-se «criativo de género». Expressa-se através do seu senso de moda de vestir singular. Os seus pais inscreveram-o no Bay Area Rainbow Day Camp, onde pode encontrar o vocabulário para explicar os seus sentimentos. Aos seis anos de idade, já está muito seguro de quem é.

O título deste artigo é de um radicalismo desenfreado. Nenhum garoto de seis anos tem a certeza do que ele é. A afirmação radical não-julgadora não é uma abordagem saudável para os pais ou uma estratégia de governo viável para a sociedade. Os pais realmente devem suspender toda a forma de julgamento e curvar-se aos caprichos  passageiros dos seus filhos? Esta sujeição estenderia-se a todos os assuntos?

Num ponto, Henig descreve um indivíduo que está a procurar por uma identidade na qual «se sinta bem». Isto é assustadoramente subjectivo e sujeito a auto-reinterpretações sem fim. O que «parece certo» para uma pessoa não indica o caminho para o que é certo. É também um exemplo de porque a revolução de género consiste em «cisternas quebradas que não podem conter água» (Jeremias 2:13). Como ilustra um vídeo muito difundido, tomar a linguagem de «identidade» e «identificar» ao lado de «género» leva a afirmações frívolas e ridículas que na nossa consciência sabemos serem falsas. E, na verdade, isso é o que é mais problemático sobre este artigo: aceitar as alegações contidas nele exige um fechar os olhos para a nossa consciência. Requer fazer zombar da «lei escrita no coração» que os nossos corpos dão testemunho no nosso projecto de design natural. Como este artigo demonstra, não há limites para a revolução sexual e de género, apenas o rastro da carnificina humana que resulta da supressão da verdade.

Henig faz uma admissão surpreendente perto do final de seu ensaio: «A Biologia tem o hábito de se declarar no final». Sobre isso, Henig está certo. A humanidade não pode escapar dos limites inscritos na biologia. É impossível transgredir fronteiras biológicas carimbadas na natureza humana sem as categorias básicas da existência humana se desmantelarem. Se a história de National Geographic diz alguma coisa, ela fala de uma sociedade indo por um caminho de experimentação voluntária que levará à miséria e à negação do telo humano. Na verdade, esse movimento nascido de academias efémeras e mitologias esquerdistas não é mais do que uma barbárie revestida de verdade.


Denny Burk é professor de Estudos Bíblicos na Boyce College e no The Southern Baptist Theological Seminary. Também é presidente do Conselho para a masculinidade bíblica e feminilidade.

Andrew T. Walker é o director de Estudos Políticos da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa e estudante de doutorado em Ética Cristã na The Southern Baptist Theological Seminary.

Nota do tradutor, Heitor De Paola:

Embora não seja usual por não corresponderem a palavras dicionarizadas em Português, preferi usar revolução/ideologia transgénero para substituir transgender revolution/ideology. Em alguns casos ficou melhor transgeneralidade ou transgeneralismo.





terça-feira, 24 de janeiro de 2017


PETIÇÃO

Diga à National Geographic que a ideologia de género

causa dano às crianças


National Geographic, ideologia de género é falsa ciência

Assine a petição para enviar

um e-mail à revista National Geographic


A revista National Geographic está usando incorrectamente um garoto de nove anos a fim de promover de forma agressiva a agenda de género para crianças como uma nova regra social.

Se estiver de acordo, assine a nossa petição para dizer aos editores da revista que se 
retratem e parem de promover ciência falsa.

A ideologia de género não é apenas uma falácia, mas também causa danos às crianças. Alguns especialistas consideram-a inclusive como abuso à infância. Foi o que concluíu, um denso estudo realizado pela revista 
The New Athlantics (que pode baixar na página da petição) e a Associação Americana de Pediatras!

Segundo a ideologia de género, ser homem ou mulher é resultado de uma construção social, não de uma adequação ao sexo biológico.

Os seus proponentes alegam que o objectivo é lutar contra o preconceito, mas na verdade pretendem impor a toda a sociedade uma ferramenta de controle social por meio da desconstrução da personalidade.

Esta falácia está a ser promovida por esquerdistas para crianças com até três anos de idade.

Os artigos publicados na National Geographic não passam por nenhum tipo de escrutínio académico sério.De acordo com Susan Goldberg, editora chefe da National Geographic, os cromossomos «XY ou XX não dizem toda a verdade». E ainda sugere que deve ser feita uma «revolução do género».

Assine a nossa petição para pedir que a National Geopraphic pare de disseminar ciência falsa e de promover a agenda revolucionária da esquerda.

Mais uma vez, muito obrigado pela atenção!

Atenciosamente,

Guilherme Ferreira e toda a equipa de CitizenGO

P.S.: Aproveito a ocasião para lhe indicar um importante documentário a respeito da ideologia de género. Chama-se 
O Paradoxo da Igualdade e está disponível com legendas em português no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=G0J9KZVB9FM. Vale a pena assistir ao documentário para obter informações objectivas sobre o carácter fraudulento da ideologia de género. Depois de ver o filme, não deixe de compartilhá-lo nas redes sociais!

CitizenGO é uma plataforma de participação cidadã 
que trabalha para defender a vida, a família e as liberdades fundamentais em todo o mundo. Para saber mais sobre CitizenGO, clique aqui,ou siga-nos via Facebook ou Twitter.
  


      

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017


UM KAMASUTRA PARA CRIANÇAS?








Um Kamasutra para crianças?


Este estranho psiquiatra é o ideólogo da chamada «educação sexual»

Um Kamasutra para crianças?

Graça Canto Moniz

Não faltará muito para que, copiando o exemplo brasileiro, o governo distribua um kit de prevenção contra a homofobia recheado de «manuais escolares» e outro tipo de «material» que estimula experiências auto-eróticas e homossexuais.

O leitor não deve ficar chocado com a pergunta que coloco no título. É que, em rigor, o Kamasutra para crianças existe. E, imagine, goza do alto patrocínio do Estado português na sua qualidade de grande educador das massas. Ainda assim, nem tudo está perdido: pelo menos, do conteúdo do dito manual não constam imagens explicativas. Refiro-me a um documento datado de Outubro de 2016 cujo título é «Referencial de Educação para a Saúde», carimbado pela Direcção-Geral da Saúde e pela Direcção-Geral da Educação, com o objectivo de promover «a educação para a saúde em meio escolar». É neste pedaço de prosa que se encontram as directrizes e orientações no que respeita, entre outros temas, aos «Afectos e Educação para a Sexualidade», dissecados em subtemas, objectivos e metas a atingir.

No que respeita à educação para a sexualidade (em relação aos afectos sabemos bem quem é o titular da cátedra...), o referencial pedagogicamente explica que, apesar da ubiquidade do sexo, a escola é o local onde os alunos [do pré-escolar e do ensino básico] manifestam, de forma mais impressiva, os desenvolvimentos sexuais nos vários ambientes, incluindo «na relação com os docentes e trabalhadores». A prosa social construtivista desenvolve-se entre orientações várias no que respeita às «relações afectivas» e aos «valores» até ao subtema 4, sob o manto diáfano do «desenvolvimento da sexualidade», onde se prevê, em antecipação precoce do processo de erotização natural de desenvolvimento infantil, o objectivo de os alunos do pré-escolar adquirirem «uma atitude positiva em relação ao prazer e à sexualidade». O Estado quererá ensinar bebezinhos de três anos a ter prazer? Por fim, o referencial propõe ainda ensinar os alunos do 2.º Ciclo (5.º e 6.º anos) a distinção entre interrupção voluntária e involuntária da gravidez.

Não faltará muito para que, copiando o exemplo brasileiro, o governo distribua um kit de prevenção contra a homofobia recheado de «manuais escolares» e outro tipo de «material» que estimula experiências auto-eróticas e homossexuais. É, contudo, lamentável que o Estado arrogue para si o direito de, através de um manual de instruções, construído de forma centralizada, definir unilateralmente um modelo único de educação para a sexualidade. Profundamente relacionadas com o conjunto de valores que cada família escolhe, em liberdade, as escolhas quanto à educação sexual devem, impreterivelmente e em primeira instância, passar pelo crivo familiar, pelo respeito pela sensibilidade, pelas questões de consciência e pela autonomia dos pais.






terça-feira, 10 de janeiro de 2017


A eutanásia causa inquietude no Canadá:

«Não pensava que seria tão fácil matar

com esta nova lei»


La amplitud de la norma canadiense ya está produciendo los primeros abusos:
personas a quienes se condiciona para que consientan en su muerte.

Leone Grotti, ReligionenLibertad, 9 de Janeiro de 2017

La ley canadiense que promueve la eutanasia es aún más permisiva que las leyes belga u holandesa, hasta el punto de que el inicio de su aplicación se ha traducido en un número elevadísimo de muertes. Así lo analiza Leone Grotti en Tempi:

La eutanasia en Canadá fue legalizada en junio de 2016 y por lo menos 744 personas ya han muerto con la inyección letal. Los datos, difundidos por CTV News, son altísimos, pero según la doctora de Vancouver Ellen Wiebe, que ha declarado que este año ha matado por lo menos a 40 pacientes, «los números aumentarán, estoy segura de ello. Creo que alcanzaremos a Holanda y Bélgica porque tenemos leyes similares. Esto significa que la eutanasia representará el 5% de las muertes del país».

Ellen Wiebe ha aplicado la ley a cuarenta personas en medio año.
Basta con que ella haya creído que sus pacientes cumplían los criterios legales.

La ley

La doctora se equivoca, porque la ley canadiense es mucho menos restrictiva que las de Bélgica y Holanda. De hecho, según la ley C-14, para que te maten hay que tener una enfermedad incurable para la cual «la muerte natural es razonablemente previsible». El problema es que la enfermedad incurable y su razonable previsibilidad no son establecidos por datos médicos objetivos; basta que «el personal médico o de enfermería crea que la persona cumple todos los criterios». No es necesario, por lo tanto, que la ley sea respetada; basta que el médico piense que lo es.

Inmunidad total

La diferencia es importante, sobre todo porque la ley especifica que un médico no puede ser acusado de homicidio ni siquiera cuando su opinión sobre el respeto de los criterios de la ley se revele «equivocada». Por último, el texto de la ley garantiza una inédita inmunidad a «todo» el que «haga algo» para proporcionar la muerte de un tercero que la haya pedido.

Matar a los deprimidos

¿Cómo se pueden impedir abusos de cualquier tipo? No se puede. De hecho, tras apenas seis meses ya hay testimonios dramáticos. Will Johnston es un médico de familia de Vancouver y desde hace meses relata casos en los que la ley ha sido violada, sin que el gobierno o el sistema judicial de Canadá se sientan en la obligación de intervenir de algún modo.

El doctor Will Johnston, contrario a la legalización de la eutanasia, relata la existencia
de distintos casos de abusos amparados por la amplitud de la norma.

Uno de estos casos atañe a un hombre, cuyo nombre ha sido omitido por cuestión de privacidad, con una enfermedad neurológica que le dejó parcialmente inválido. El hombre «al que yo visité y que estaba muy lejos de morir, tenía una fuerte depresión. Ya no salía de casa, había perdido la esperanza y sentía que su vida no tenía sentido. Por esto quería morir».

«Es tan fácil...»

Ahora bien, escribe Johnston, «a cualquier otra persona no inválida se le habría ofrecido ayuda psicológica parar salir de esta difícil situación». En cambio, este hombre fue muerto por eutanasia a manos de una doctora de Vancouver, que por teléfono le dijo a la esposa que «se le puede dar la vuelta a la ley declarando que en cualquier momento puede morir a causa de una infección por lo que su muerte, en consecuencia, es 'razonablemente previsible'». Johnston volvió a ver a la esposa de este hombre después de que fuera matado con la inyección letal y ésta le dijo: «No pensaba que fuera tan fácil» matar «con la nueva ley».

«Estamos un poco preocupados»

Ante estos casos las palabras de un docente de la Universidad de Toronto, Trudo Lemmens, recogidas por CTV News, parecen casi un eufemismo: «Estamos un poco preocupados porque personas vulnerables o que se encuentran en situación de vulnerabilidad – o por motivos económicos o porque la ayuda médica solicitada no está disponible – podrían ser presionadas consciente o inconscientemente para elegir la asistencia médica de la muerte».

El profesor Lemmens señala el riesgo de que los pacientes sean
presionados para pedir que los maten.

La verdadera «opresión»

Según el texto de la ley, el gobierno tendrá que redactar un informe oficial sobre el desarrollo de la ley sólo cinco años después de su aprobación, es decir, en el año 2021.

Mientras tanto, se podrá llevar a cabo todo tipo de abuso en la ilegalidad más total, desde el momento que los casos de eutanasia deben ser denunciados por los propios médicos, pero en el caso de que no quieran hacerlo por cualquier motivo ningún órgano ha sido predispuesto para el control. Mientras tanto, médicos como Ellen Wiebe están muy preocupados por todos los hospitales y clínicas religiosas que no quieren permitir la eutanasia en las propias estructuras por razones de conciencia: «Tenemos muchos centros que ni siquiera permiten discutir los temas del final de la vida. Creo que ésta es una verdadera forma de opresión».


Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares).





quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016


Entendendo a ideologia do «género» em 2 minutos


https://www.youtube.com/watch?v=j7zbS1RYdpg






O lóbi homossexualista no ministério da Educação

O grande educador sexual


A chamada «educação sexual»: preparação ideológica
para a pedofilia e para a homossexualidade.


Inês Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 10 de Dezembro de 2016

Já no próximo ano lectivo, uma criança com 5 anos pode aprender educação sexual no pré-escolar através de temas pedagógicos como este: «Desenvolver uma atitude positiva em relação ao prazer e à sexualidade.» Cinco anos.

Já aos 10 é possível assistirem a aulas sobre contraceptivos e aborto. Dez anos. Não sei porquê mas em Portugal convive-se bem com o conceito do Estado Grande Educador: não aflige ninguém que o Estado nos entre pela casa dentro e imponha como é que os nossos filhos devem ser educados. Não é quais as competências que as crianças devem adquirir a Matemática, Geografia ou Português. Isso é fascismo. Não, é mesmo o que eles devem pensar, como devem ser formados. Imaginem que há por aí famílias que só querem explicar aos filhos o que é o aborto depois de eles saberem como nascem os bebés? Um perigo. Ora, na dúvida sobre quem são os pais, o Estado antecipa-se através dos bancos da escola a educar os filhos segundo os cânones de directores-gerais de Educação e técnicos que lhes vão recarregando as armas com relatórios e estudos. Mas ninguém se chateia.

O conteúdo do documento intitulado Referencial da Educação para a Saúde e o facto de ainda ninguém ter invadido o Ministério da Educação como consequência lógica deste documento é prova dessa indiferença. Se fosse eu a entrar em casa da minha vizinha para explicar à sua filha de 10 anos a diferença entre a interrupção voluntária da gravidez e a não voluntária ou a dinâmica positiva do prazer e da sexualidade, acredito que a minha vizinha chamasse a polícia. E bem. Mas, se for a professora de ciências, não faz mal nenhum. Afinal, ela está apenas a educar para a saúde.

Um Estado socialista como o nosso vai até onde o deixam ir e com a convicção perigosa de quem se acha mais habilitado do que os pais para educar os filhos. Seja em educação sexual, alimentação, religião ou laicidade. Um Estado como o nosso não toca à campainha para entrar em nossa casa. Entra. E é isto o mais sinistro do documento referencial: o abuso. É que estas são portas que não se abrem a estranhos e muito menos à figura abstracta que é o Estado.





quinta-feira, 1 de dezembro de 2016


CARTA ABERTA AO REI DE ESPANHA


João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador

Mui Católica Majestade, Filipe VI

Ao pisar de novo a terra da Nação dos Portugueses, iremos recebê-lo com a galhardia da lusa gente, até porque, se está entre nós oficialmente, é porque foi convidado.

Lamentavelmente não temos hoje um Rei com igual majestade para o receber, pois não há nada como os laços telúricos do sangue e da terra, irmanados pelo espirito de servir e na crença do sobrenatural, que nos ultrapassa, para o correcto entendimento e tratamento das coisas e dos homens.

Território de Olivença e seu termo.

Todavia, não lhe irei dispensar as boas vindas.

Tal não tem a ver com as 18 invasões de que já fomos alvo durante uma História que partilhámos como vizinhos – nós também já as retribuímos algumas vezes; tão pouco tem a ver com a má memória que a dinastia (Filipina) – que V. Majestade herdou no nome – por cá deixou para todo o sempre.

Como sabe estamos prestes a comemorar mais um aniversário da sua feliz expulsão, através da aclamação de um Rei natural, num feriado há pouco reposto, que uma decisão política «infeliz», tinha extinguido.

Sabe, por cá sempre tivemos uns quantos compatriotas com responsabilidades, que se distraem das coisas importantes, quiçá fundamentais…

Olivença, no Alentejo.

V. Majestade certamente compreende o que estou a dizer, pois no seu Reino não se pode gabar de estar isento deles, também.

Tão pouco não lhe darei as boas vindas, pela má vizinhança – chamemos-lhe assim – que os governos que os vossos súbditos têm elegido, têm feito àqueles pedaços de terra rodeados de mar, a que chamamos «Ilhas Selvagens».

Espero que o bom senso e a diplomacia vão tratando da questão a contendo.

Castelo de Olivença, mandado construir por D. Dinis.

Também não queremos esquivar-nos a dar-lhe as boas vindas e à senhora sua esposa, por causa do «ataque» à economia e, sobretudo, às finanças portuguesas.

Nesse campo apenas tenho que vos tirar o chapéu, pois estão a fazer, naturalmente, o vosso papel. O problema maior, mais uma vez, é o facto de andar por cá muita gente distraída, para não lhes chamar outras coisas, sabe?

Igreja de Santa Maria Madalena – Olivença.

Não, aquilo que me leva a não lhe dar as boas vindas tem a ver com o facto da Coroa e da República Espanholas, não terem restituído a Portugal a portuguesíssima vila de Olivença e seu termo, que ocupam ilegalmente, «manu militare», desde 1815 (eu diria, desde 1807).

V. Majestade sabe certamente os contornos do caso e tem seguramente à mão, excelentes diplomatas e historiadores que lhe podem dar conta dos pormenores.

Calçada portuguesa, na «Plaza de Espana» – Olivença.

Vou apenas recordar-lhe o que um deles, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Fedrico Trillo Y Figueroa, disse, em 12 de Setembro de 1997, no Mosteiro de Santa Maria de Aguiar (Castelo Rodrigo), nas comemorações dos 700 anos do Tratado de Alcanizes. Disse ele, «Na questão de Olivença a Espanha não tem defesa».

Espero ter ilustrado o ponto.

Porta manuelina nos Paços do Concelho – Olivença.

Se nada mais fizesse, o reinado de Filipe VI, já teria algo importante na balança do «deve e do haver», ao tratar este assunto com deve, e limpava uma nódoa que não ilustra a nobreza dos povos que o ceptro de Castela foi unindo, ao longo dos séculos.

Com este caso resolvido, ou seja pela retrocessão dos cerca de 750 Km2, na modalidade a acordar entre Estados e Nações que se desejam amigas e colaborantes.

Nesse dia eu serei o primeiro a ir esperá-lo, Majestade, e dar-lhe as boas vindas.

E brindarei com um bom vinho de «Rioja» acompanhado de umas «tapas».

Fica prometido.

Deus guarde a V. Majestade.