quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Obama apoia presença de invertidos
entre os escuteiros nos EUA


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoiou que sejam admitidos invertidos nos Boys Scouts (escuteiros), logo depois de esta organização anunciar que está reconsiderando modificar as suas políticas sobre esse assunto.

O mandatário fez esta afirmação em entrevista televisiva para a cadeia CBS antes do Super Bowl do futebol americano, o evento desportivo mais importante dos Estados Unidos com a maior quantidade de telespectadores em todo o país; e um dos mais vistos do mundo.

Obama disse que está de acordo que os Scouts permitam invertidos dentro dos seus grupos e que ocupem cargos de liderança porque, na sua opinião, os invertidos devem ter as mesmas oportunidades «em todas as instituições e âmbitos da vida».

Através de um comunicado em 28 de Janeiro, o director de relações públicas da organização, Deron Smith, anunciou que o grupo «está discutindo a eliminação da restrição nacional de filiação que expõe o tema da orientação sexual».

Este anúncio produziu severas críticas e preocupação por parte das organizações religiosas e seculares que apoiam o movimento Scout.

Nos últimos meses quando se registrou a proibição de membros invertidos no movimento, muitos dos doadores mais expressivos – incluindo Intel, UPS e Merck – deixaram de apoiar economicamente os Boy Scouts.

O Presidente de Pais e Amigos de Ex-invertidos e Invertidos, Greg Quilan lamenta que a decisão dos Boy Scouts de rever esta política se deva a pressões económicas de um ou mais dos seus contribuintes financeiros principais e advertiu que «o dinheiro que vem com condições perigosas não é uma doação, é um suborno».

Quinlan, que se identifica como um ex-invertido, disse que «se as crianças e jovens forem expostas a um homem com condutas invertidas, estarão promovendo este tipo de comportamento como algo normal, natural e até saudável».

«Os jovens podem interpretar e questionar a sua própria sexualidade e terminar afirmando-se invertidos. Os Boy Scouts estão dependentes dos seus líderes e querem imitá-los e seguir o seu exemplo», explicou.

Quinlan, que atribui a sua passada conduta invertida ao abuso sexual que sofreu quando era jovem, expressou a sua consternação com a revisão da política interna dos escuteiros, já que com a aceitação de invertidos nos grupos de scouts poderia aumentar o número de abusos de menores.

O líder Scout em Filadelfia, Andrew Hill, em diálogo com o grupo ACI em 31 de Janeiro, expressou a sua decepção pela notícia: «os Boy Scouts não são mais uma organização ou outra pessoa pública que cede à pressão da sociedade».

«Estes são os tempos em que vivemos, e como católicos, temos que seguir adiante conscientes desta realidade», disse Hill.

O director de comunicações da diocese de Arlington na Virginia, Michael Donohue, declarou ao grupo ACI, que «é uma bênção que os Scouts dos Estados Unidos tenham tido ao longo destes anos a claridade e a coragem de enfrentar esta imensa pressão cultural, política e jurídica».

A diocese de Arlington, patrocina 68 tropas de Scouts. Donohue disse ainda que «qualquer mudança substancial na missão ou nas políticas, requereria um exame cuidadoso» e acrescentou que os funcionários diocesanos de todo o país estão à espera do comunicado da associação que sairá da sua próxima reunião no Texas.


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domingo, 10 de fevereiro de 2013

A ruptura da família é o primeiro
problema da sociedade contemporânea,
afirma autoridade vaticana

Dom Vincenzo Paglia

Dom Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família no Vaticano, apresentou esta manhã no Escritório de Imprensa da Santa Sé o evento «De Milão a Filadélfia: as perspectivas do Pontifício Conselho para a Família», no qual se analisou os resultados do Encontro Mundial das Famílias em Maio de 2012 nessa cidade italiana.

Participaram também Francesca Dossi e o seu esposo Alfonso Colzani, responsáveis pelo Serviço para as Famílias da arquidiocese de Milão.

O Arcebispo recordou que esse acontecimento «demonstrou a força vital que as famílias representam na Igreja e na própria sociedade. Obviamente, há muitos problemas relacionados com o matrimónio e a família, mas não devemos esquecer que a família continua a ser o ‘recurso’ fundamental da nossa sociedade».

As estatísticas são unânimes em especificar que a família encontra-se no primeiro lugar como centro de segurança, refúgio, de apoio para a vida e mantém-se no topo dos desejos da grande maioria dos jovens. Em Itália, por exemplo, perto de 80 por cento dos jovens dizem que preferem o matrimónio (civil ou religioso) enquanto apenas 20 por cento opta pela convivência.

Em França, as pesquisas indicam que 77 por cento quer construir a sua vida familiar permanecendo com a mesma pessoa toda a vida. Por outro lado, a necessidade da família está gravada no coração humano, desde que Deus disse: «Não é bom que o homem esteja só».

«Esta verdade profunda que marca tão radicalmente a vida humana parece ser afastada por uma cultura contrária. Há uma escalada de individualismo que divide a família, assim como as diferentes formas de sociedade. Por isso, a ruptura da família é o primeiro problema da sociedade contemporânea», revela Dom Paglia.

O Prelado Vaticano, disse logo que «é certo que boa parte da história Ocidental Contemporânea foi concebida como libertação de qualquer laço: com outros, com a família, com a responsabilidade para o outro. E é igualmente certo que os laços, às vezes, oprimiram a subjetividade. Mas hoje a vertigem da solidão com o culto do eu, libertada de qualquer ligação e a desorientação provocada pela globalização acentuam ainda mais o individualismo e a tentação de se fechar em si próprios».

«A Igreja – prosseguiu – preocupa-se com a crise que atravessam o matrimónio e a família, porque é consciente de que ambos são uma boa notícia, um evangelho para os homens e mulheres de hoje, frequentemente sós e sem amor, sem paternidade, nem apoio.

A Igreja, «perita em humanidade», conhece também o alto preço da fragilidade da família pago sobretudo pelas crianças (nascidas e não nascidas), os idosos e os doentes. Nas diversas épocas históricas houve mudanças, inclusive profundas, na instituição familiar, mas nunca se abandonou o seu «genoma», a sua dimensão profunda, quer dizer, ser uma instituição formada por homem, mulher e filhos.

Portanto, «urge uma atenta reflexão cultural e uma defesa mais vigorosa da família, para colocá-la – e rapidamente – no centro da política, da economia, da cultura, seja nos distintos países onde diferentes organismos internacionais, envolvendo também os crentes de outras tradições religiosas e as pessoas de boa vontade. É uma fronteira que toca os próprios fundamentos da sociedade humana. Daí o extraordinário interesse da Igreja sobretudo neste momento histórico».

O Pontifício Conselho para a Família «sente a necessidade de ajudar tanto dentro como fora dos limites da Igreja a redescobrir o valor da família. Há um grande trabalho a ser feito no plano cultural: trata-se de restaurar o valor de uma cultura da família, para que esta volte a ser atractiva e importante para a própria vida e para a sociedade».

«Ocupar-se da família não significa restringir-se a um segmento da vida ou da sociedade: hoje significa ampliar os horizontes além de nós mesmos e decidir-nos a participar na construção de uma sociedade que seja ‘família’ em si mesma, até capacitar a ‘família’ dos povos e das nações».

Iniciativas do Pontifício Conselho para a Família

O Prelado concluiu a sua apresentação ilustrando as iniciativas que, o Pontifício Conselho realizará, ao longo deste ano e até ao próximo encontro das famílias na cidade de Filadelfia (EUA), entre as quais se destaca a apresentação da Carta dos Direitos da Família, – elaborada há trinta anos por esse dicastério – na sede das Nações Unidas em Nova Iorque e Genebra e no Parlamento Europeu.

Em Abril começará uma série de seminários chamados «Diálogos para a família» em que os peritos de diferentes disciplinas abordarão questões relativas aos principais desafios relacionados com a família e o matrimónio.

Em Roma, no fim de Junho terá lugar um congresso internacional de advogados católicos, centrado nos direitos da família e, por último, em Outubro, a assembleia plenária do Pontifício Conselho centralizar-se-á na Carta dos Direitos da Família.

Nos dias 26 e 27 desse mês, por motivo do Ano da Fé, haverá uma peregrinação das famílias à sepultura de São Pedro.


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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cartaz com bebé em Itália: Não quero ser
o brinquedo adoptável de um casal invertido


Um cartaz com o rosto de um bebé acompanhado de mensagens como «não quero ser o brinquedo adoptável de um casal invertido» chamou a atenção de muitos em Bergamo, Itália, por conter mensagens contrárias à adopção invertida.

O cartaz apresentado pela Associação Italiana de Ciência e Vida para o Futuro do Homem, no padrão das actividades que se realizam em Itália comemorando a 35.ª Jornada Nacional pela Vida em 3 de Fevereiro, continha frases que para alguns causou polémica.

No cartaz lia-se «Eu não sou um direito. Quero um pai homem e uma mãe mulher. Não quero ser o brinquedo adoptável de um casal invertido. Não quero ser o produto de uma fecundação artificial e nascer de hormónios supérfluos, tenho o direito de nascer de uma relação natural de amor entre um homem e uma mulher».

O presidente da Associação em Bergamo, o doutor Giambattista Guizzetti, em diálogo telefónico com o grupo ACI em 6 de Fevereiro, advertiu que o cartaz não é parte de uma campanha «contra os invertidos, o que fazemos é uma promoção do que significa adoptar uma criança numa família».

A Associação é reconhecida pelo seu árduo trabalho em proteger a figura do ser humano em todas as etapas da sua vida, protege os seus direitos naturais que são princípios não negociáveis do homem em todo o aspecto.

«Queremos formar a consciência de que a criança tem o direito a estar num lugar onde exista um casal formado por um pai e uma mãe» afirmou e mencionou que o cartaz foi feito só para a jornada com o objectivo de encorajar «a mensagem de que a criança nasce dentro de uma família formada por um pai e uma mãe».

Guizzetti comentou que «as pessoas que viram e leram este cartaz, são pessoas que reagiram positivamente, que estão a favor da vida e contra este tipo de adopções».

O doutor disse que embora em Itália não esteja legalizado nem o «matrimónio» invertido nem as adopções pelos casais do mesmo sexo, existem projectos impulsionados por alguns grupos que procuram a sua legalização, portanto é importante «divulgar e esclarecer sobre os direitos naturais do ser humano».

A Jornada Nacional pela Vida é uma actividade promovida pelos Bispos de Itália que se celebra todos os anos. Centenas de voluntários, movimentos e associações em Itália unem-se para promover na sua diocese a defesa da vida e lutar contra o aborto.

Este ano os Bispos na sua mensagem pela jornada chamada «Gera a vida, vence a crise» mencionaram que sustentar a vida implica uma série de acções de solidariedade, e que a comunidade deve ser protagonista de uma acção que encoraje todas as pessoas e famílias a não terem medo pela chegada de uma criança.


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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O desafio da liberdade de consciência


Pedro Vaz Patto

A actualidade é marcada por muitos debates que envolvem a tutela da liberdade de consciência, e do direito à objecção de consciência.

Em face da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, há quem invoque a objecção de consciência para evitar a celebração desses casamentos, não por discriminar as pessoas que os celebram, mas porque entende que se trata de uma grave desvirtuação do conceito de casamento. Vários presidentes de câmara franceses reivindicam esse direito, que o Presidente François Hollande tem afirmado não lhes reconhecer. O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem recusou tal faculdade a uma funcionária do registo civil britânico que pretendia não celebrar uniões civis homossexuais. Várias agências católicas de adopção britânicas cessaram as suas actividades por se recusarem a colaborar na adopção de crianças por pares do mesmo sexo e tal direito não lhes ser reconhecido.

Nos Estados Unidos instituições católicas lutam para que lhes seja reconhecido o direito de não financiarem seguros que cubram o recurso à contracepção (incluindo meios que podem considerar-se abortivos) e à esterilização. O direito à objecção de consciência é reivindicado em muitos países por farmacêuticos que se recusam a fornecer a chamada «pílula do dia seguinte».

O direito à objecção de consciência é invocado por pais e professores face a programas de «educação sexual» ideologicamente orientados. Em Espanha, muitos pais recusaram a frequência pelos seus filhos da disciplina de «educação para a cidadania», por a considerarem uma forma de propaganda ideológica, designadamente em prol da chamada «ideologia do género».

Adventistas do sétimo dia invocam a liberdade religiosa e de consciência para se recusarem a trabalhar ou ter aulas ao sábado.

Em todos estes debates, importa partir de um pressuposto fundamental, que é o do peso e valor particulares que tem a liberdade de consciência numa sociedade assente na protecção da dignidade da pessoa humana. Não será exagero atribuir a esta liberdade um peso relativo, no confronto com outros direitos e valores legalmente tutelados, só ultrapassado pelo direito à vida. A liberdade de consciência situa-se na esfera mais íntima da pessoa, por um lado, e na esfera de maior relevo no plano das opções existenciais da pessoa, por outro lado. Ser forçada a agir contra a sua consciência é, para a pessoa, mais grave do que muitos outros atentados à sua liberdade, à sua integridade física e saúde, à sua honra ou ao seu bem-estar.

Respeitar ao máximo a liberdade de consciência não é abrir a porta a qualquer tipo de anárquica desobediência à Lei e à autoridade do Estado. Não é uma qualquer discordância política com as opções do legislador que justifica a objecção de consciência. A Lei da Liberdade Religiosa (Lei nº 16/2001, de 22 de Junho), fala, a este respeito, em «ditames impreteríveis da própria consciência», «cuja violação implica uma ofensa grave à integridade moral que torne inexigível outro comportamento».

Também não se trata de permitir alguma forma de «oportunismo» (de «objecção de conveniência») que permita o privilégio da isenção do cumprimento de determinados deveres legais. Os verdadeiros objectores de consciência assumem riscos muito maiores (de eventuais sanções) do que quem se conforma com as normas vigentes. Este facto é sinal de autenticidade.

Em vários países a jurisprudência tem feito apelo à necessidade da conciliação de todos os valores e interesses em jogo, sem sacrificar as primordiais liberdades de consciência e de religião, através daquilo a que tem chamado «acomodações razoáveis». Assim, por exemplo, quem não trabalha ao sábado, poderá compensar esse facto com trabalho suplementar noutro dia. Da mesma forma, quem se recusa a celebrar determinado casamento, poderá ser substituído por um colega nessa sua função (como tem sucedido na Holanda).

O que não deve aceitar-se é, salvos casos excepcionais, a necessidade de uma pessoa ver negado o seu acesso a determinadas profissões por razões de consciência (tratar-se-á de uma limitação desproporcional da liberdade de consciência).

A tutela alargada da liberdade de consciência é um desafio para sociedades livres, abertas e pluralistas, cada vez mais multiculturais, que respeitam as minorias e rejeitam a imposição de um qualquer «pensamento único». É um sinal de autenticidade e maturidade de sociedades que se pretendem assentes na liberdade e dignidade da pessoa humana.


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

As militares da GNR que se casam


João Brandão Ferreira

«O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons»
Martin Luther King

Era um facto esperado que só admira por tardio. Já estava previsto acontecer logo que a iníqua lei fosse aprovada.

Temos uma sugestão a fazer às jovens nubentes: a nossa cabo deveria convidar o Sr. Ministro entre todos o primeiro, para padrinho, ou mesmo madrinha de casamento – a partir de agora a ordem é arbitrária – já que foi do seu grupo de «alfaiates» de leis, que saiu a proposta de legalidade agora em vigor; e a nossa capitão deverá endereçar o mesmo convite, ao recém-empossado inquilino de Belém, que genuflectiu sobre o diploma apesar de – confissão sua – não concordar com ele.


E que diabo, sempre se respeitava a hierarquia entre praça e oficial; bandalheira sim, mas não tanta!

Idêntico convite deveria ser endereçado ao coordenador Louçã e ao operário Jerónimo, para que, vestidos de meninas imaculadas e uns enfeites no cabelo abrissem o cortejo transportando as alianças; e também, no mínimo, uma participação do evento ao Passos laranja e ao Paulinho das feiras, a fim de poderem espreitar o evento, já que aparentaram vontade de participar na boda.

As paredes nuas do registo civil seriam ornamentadas com um grupo coral constituído por uma escolha de deputados inspirados nos tenores italianos (com voz de falsete), que cantariam árias burlesco – eróticas a quem o mestre maior do Oriente Luso, serviria de maestro. Ámen.

Já sei, sou um reaccionário sem respeito pela «liberdade» alheia que o «progresso» desacreditará. No meu estertor, porém, lamento informar que nem tudo o que se diz e faz é ou tem de ser aceitável, muito menos respeitável e que, para o caso de não terem reparado, também tenho direito a opor-me e, eventualmente, a que me perguntem o que penso, já que se dizem tão democráticos.

Ora nenhuma destas premissas parece fazer vencimento, nem em políticos, comentadores ou na classe dos jornalistas, que é quem filtra as notícias a serem divulgadas para a opinião pública. São assim como uma espécie de comissão de censura gigante, sem coronéis (visíveis) a tutelar. E há quem se lhes arrogue a autoridade de um 4.º poder. Resta só saber quem os elegeu…

A campanha nos «média» a favor dos casos de acoplamento de sexos idênticos – a caminho de serem transformados em «géneros», onde irá parar a esquizofrenia? –, destina-se a tornar o assunto banal e por isso «normal». E a condicionar psicologicamente a maioria da população o que, diga-se em abono da verdade, têm conseguido. O assunto é até mais grave pois não fica por aqui: é um processo subversivo da sociedade.

Quando a televisão pública, por ex., dedica 30 segundos à tomada de posse do novo Chefe de Estado-Maior General das FAs – logo um acontecimento menor – (e os outros canais, creio, que nem se referiram a tal); e por causa de uma morte repugnante originada numa cena infeliz, sórdida e canalha, de um conhecido pederasta – cuja mais valia conhecida foi a de fazer crónicas sociais, de grande profundidade cultural e metafísica (!), para a imprensa cor de rosa – os telejornais (todos) abriram durante vários dias com a notícia. O que se há-de pensar? E estas notícias não duraram segundos, levaram muitos minutos e repetiam-se à exaustão, enviaram-se repórteres e coscuvilhou-se de tudo um pouco.

Isto não tem nada a ver com a sacrossanta liberdade de informação: isto merece a maior censura social porque é um nojo. E, no fundo, é como no casamento das «senhoritas»: tentar transformar vícios privados em públicas virtudes.

Filosofemos.

É por estas e por outras que, enquanto os povos sujeitos a ditaduras, aspiram à democracia (mesmo sem saberem muito bem o que isso é), nas democracias, ao fim de algum tempo, sobretudo nas que se deixam degenerar nas regras e na moral, os povos começam a pensar em ditadura! Infelizmente, a solução não está em nenhuma delas (isto depois de se terem inventado e testado numerosas ideologias e formas de governo, à esquerda e à direita, falhando todas!).

A solução está na escolha representativa dos homens bons, íntegros, capazes e desprendidos, que sejam pelo bem comum e que sejam colocados nos lugares de responsabilidade. Quando, raramente, isso acontece os povos prosperam, a justiça aperfeiçoa-se, a vida melhora.

No fundo, trata-se da eterna luta entre o Bem e o Mal. Luta essa que nenhuma religião, também, conseguiu «resolver», sem embargo das teologias existentes – que também lutam entre si – e que, sem excepção postergam a solução final para o que acontecer depois da morte…

Verificando-se que a vida na terra – inserida no cosmos – consubstanciada nas leis da natureza, o que engloba os seres vivos e inanimados, a geografia, o clima, etc., vivem em equilíbrio e geram o equilíbrio, não deixa de ser assaz perturbador constatar que o homem constituiu-se no único e extraordinário perturbador das leis naturais. É o único ser vivo que pratica a guerra; depreda até à exaustão os recursos naturais; altera o clima; quer mudar as leis genéticas; é capaz de matar a sua descendência ainda antes desta nascer e mesmo não acreditando em Deus intenta desafiá-lo no seus poderes e competências…

E passou a estar de tal modo centrado no seu «eu» que deixou de perceber porque é que uma zebra fêmea não se satisfaz sexualmente com outra fêmea até porque isso representa romper com o equilíbrio da espécie.

E não se querer perceber, ainda, a gravidade que um comportamento semelhante tem numa Instituição Militar é algo de que já não me ocuparei hoje. Já filosofei demais.


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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mulheres na Infantaria

João Brandão Ferreira

Vieram a público algumas notícias sobre eventuais «exageros» ou «abusos» físicos e psicológicos sobre uma aspirante de infantaria, durante o  seu tirocínio em Mafra, que a teriam obrigado a abandonar o curso.

Deixando para trás a controversa decisão de se permitir a entrada de cidadãos do sexo feminino para as Forças Armadas, de modo indiscriminado, mandaria o bom senso e a equitatividade, que da porta de armas para dentro não houvesse «machos» e «fêmeas», mas apenas um ser militar. Isto, sem embargo da salvaguarda de especificidades incontornáveis que distinguem homens e mulheres e que muitos «istas» da nossa praça pretendem aplainar querendo fazer igual aquilo que, naturalmente, é diferente.

Como se já não fosse suficiente deixar invadir uma instituição que foi sempre cumprindo bem a sua missão, durante séculos, sem precisar de incorporar mulheres, ainda as foram admitir em Armas e especialidades directamente expostas ao combate, quando não são mesmo o esteio desse combate – o que parece de todo contrário à compleição e natureza feminina.

É o caso da Infantaria.

A senhora aspirante era a primeira a aventurar-se a assumir tal desiderato como oficial do quadro permanente. A pressão psicológica era grande, como se deve compreender e como transparece numa entrevista que deu ao «Jornal do Exercito» em Janeiro deste ano.

Mas para que haja sucesso os candidatos ao curso têm que ultrapassar as provas curriculares. Lá estão os instrutores – que não pertencem propriamente a uma associação de malfeitores, note-se – para o aferirem. É campo onde não nos metemos.

Acontece que a militar em questão, logo no início da instrução baixou à enfermaria e veio a ter que abandonar o curso por faltas.

Durante um fim-de-semana em que foi a casa, sentindo-se mal, foi ao hospital. O médico que a assistiu entendeu que o que observou poderia derivar de alguma «agressão» física e, ou, psicológica e como parece ser de lei, reportou o facto às autoridades competentes.

O assunto caiu nos jornais e logo se relacionou as eventuais «lesões» com o ocorrido em Mafra.

No «processo» relativo à futura oficial existente na Escola Prática de Infantaria, nada constará passível de censura relativamente ao treino a que foi submetida.

Somos sempre pelo apuramento da verdade dos factos e pela prevalência da Justiça. No entanto:

Não parece bem, fazer-se chicana nos «média» com coisas sérias; ou haver aproveitamento jornalístico, ou não, para ataques infundados, ou em prol de interesses pessoais;

Deve ter-se em conta que como me disse um instrutor em tempos idos «a Infantaria não é nenhuma pêra doce», e que parece não haver nenhum infante no mundo que tenha chegado ao fim dos treinos sem um conjunto alargado de nódoas negras.

A Infantaria destina-se ao combate puro e duro e, para tal, tão importante é a preparação física como uma forte componente moral e psicológica.

Nem toda a gente que se propõe atingir um objectivo na vida, tem capacidade para o levar a cabo. As coisas são como são e não podem ser de outra maneira.

Ainda uma última achega: a chegada dos tirocinantes à EPI e respectivo curso envolve uma série de «praxes» e tradições antigas, que longe de estarem deslocadas, são fundamentais à vivência dos Exércitos, não só porque endurecem o corpo e a mente como, sobretudo, por criarem laços afectivos e deontológicos para todo o sempre: espírito de corpo; camaradagem e outros laços morais fundamentais à Instituição Militar e sem os quais esta não se sustenta.

Falar do que não se sabe, ainda por cima podendo afectar negativamente um dos pilares da Nação Portuguesa, não parece ser o mais avisado.


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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Entre «casamentos» de invertidos e eleições.
Poderá o Papa confiar em Andrea Riccardi?


O fundador da Comunidade de Santo Egídio agita-se no centro da cena política italiana, aparentemente com a bênção do Papa. Mas detrás das aparências encontramos factos perturbadores.

Cada vez que Bento XVI se exprime contra o casamento homossexual, é sistematicamente assaltado com críticas. Mas da última vez que o fez – no discurso dirigido à Cúria antes do Natal, como em cada ano – não aconteceu isso. Todos se mantiveram em silêncio.

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Em inglês:
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Em castelhano:

domingo, 27 de janeiro de 2013

Opinião de Margareth Thatcher
sobre mulheres nas FFAA


João Brandão Ferreira
Curiosa opinião!
Será interessante, passadas duas décadas, conhecer a visão e opinião de uma grande líder da Europa sobre o assunto de mulheres
 nas Forças Armadas.



Não foi ouvida, e talvez seja tempo de fazer uma análise das consequências e alterações resultantes.

…Mas os militares também são diferentes, porque a vida da caserna é distinta da vida do civil. As virtudes que precisam ser cultivadas por aqueles que são chamados a colocar em risco as suas vidas no cumprimento do seu dever simplesmente não são as mesmas exigidas a um homem de negócios, a um funcionário civil ou, sem sombra de dúvida, a um político. É vital, acima de tudo, ter coragem — coragem física.

Os militares precisam desenvolver a camaradagem com os seus companheiros em muito maior grau. Devem ser capazes, implicitamente, de confiar uns nos outros. Soldados, marinheiros e aviadores também são indivíduos e basta ler as suas biografias para compreender isso. Mas não podem ser individualistas. Para aqueles que vivem em regime disciplinar, são os deveres e não os direitos que balizam suas vidas. Eis por que a vida militar é justamente considerada uma nobre vocação e por que, através dos anos, muitos dos que abandonam a carreira militar para ingressar na vida civil sentem dificuldade para se adaptar.

Como regra, os militares necessitam ser fisicamente fortes. Não é suficiente ser talentoso, embora a habilidade certamente ajude. Nenhuma força combatente pode se permitir abrigar, mesmo em pequena proporção, pessoal que não esteja apto a cumprir missões que lhe possam vir a ser atribuídas.

Assim, sou contra as actuais tentativas de empregar conceitos liberais e institucionais da vida civil nas nossas forças armadas. Programas visando introduzir sistemas jurídicos segundo o modelo civil, promover direitos homossexuais e franquear novas actividades para mulheres são, no mínimo, irrelevantes para as funções que se espera sejam desempenhadas pelos militares. Sob um enfoque pessimista, contudo, ameaçam a capacidade militar de forma realmente perigosa.

O militarismo feminista nas forças armadas talvez seja o mais pernicioso desses agentes «reformadores». O facto de a maioria dos homens ser mais forte do que a maior parte das mulheres significa ou que as mulheres devem ser excluídas das missões fisicamente mais exigentes, ou que precisa ser reduzida a exigência de tais missões, algo evidentemente mais fácil em treino do que em combate. Porém, obviamente, é essa segunda alternativa que as feministas procuram ver adoptada e, com muita frequência, as suas pretensões são aceitas.

Quando se constatou que as mulheres não são capazes de lançar granadas comuns à distância desejável, para que não sejam atingidas pela explosão, a solução foi não deixar a tarefa só para homens, mas construir granadas mais leves (e menos letais). Quando se descobriu que mulheres a bordo de navios de guerra precisam de instalações não exigidas pelos homens, A Marinha dos Estados Unidos teve que «reconfigurar» as suas belonaves para proporcioná-las — apenas no USS Eisenhower, ao custo de US$ 1 milhão.

Quando a maioria das mulheres (correctamente, em minha opinião) opta por não assumir funções de combatente, a resposta, de acordo com um professor da universidade de Duke, é fazer com que os militares abdiquem de atributos como «autocontrole, autoconfiança, agressividade, independência, auto-suficiência e determinação» para assumir riscos. As mulheres dispõem de inúmeras tarefas em que podem servir com destaque. Algumas de nós até dirigimos nações. Mas, em geral, somos melhores lidando com bolsas do que com baionetas.

Guerra sempre envolverá o emprego de baionetas ou equivalentes. É irrealista pensar que as guerras possam vir a ser travadas sem jamais ocorrer contacto físico e confronto directo com o inimigo.

Tendo em mente essas considerações, penso que os nossos líderes políticos e militares devem:

· Revelar mais firmeza, resistindo aos lobies de pressão «politicamente correctos» que contribuem para subverter a ordem e a disciplina em nossas forças armadas.

· Deixar claro que a vida na caserna não pode tomar como modelo os procedimentos, a moldura legal ou as peculiaridades da vida civil.

· Recusar-se a colocar a doutrina liberal adiante da eficácia militar.

· Demonstrar um pouco de bom senso.


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Parlamento europeu em sessão.
Verdadeiramente vergonhoso...


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

«Ser governado pelo dinheiro organizado é tão perigoso como sê-lo pelo crime organizado»

Franklin Delano Roosevelt
32.º Presidente dos EUA



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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eis alguns dos que nos arruinaram
(e continuam)


Fernando Nogueira:

Antes – Ministro da Presidência, Justiça e Defesa de Cavaco

Agora Presidente do BCP Angola


Rui Machete: (agora ninguém o ouve)

Antes – Ministro dos Assuntos Sociais

Agora Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só gamanço) e Presidente do Conselho Executivo da FLAD




Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)

Antes – Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros de Cavaco, depois Presidente do BCP (Ex. – Depois de 3 anos de «trabalho», Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35 mil € x 15 meses por ano até morrer...)

Agora – Novo administrador da Comissão Executiva da EDP

Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens – mas o vencimento era muito curto)

Antes – Ministra da Justiça, depois vogal do CA da CGD

Agora Nova administradora da Comissão Executiva da EDP

José Silveira Godinho:

Antes – Secretário de Estado das Finanças

Agora Administrador do BES



João de Deus Pinheiro(aquele que agora nem se vê)

Antes – Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros de Cavaco

Agora Vogal do CA do Banco Privado Português (o tal que deu o berro).

Elias da Costa:

Antes – Secretário de Estado da Construção e Habitação de Cavaco

Agora – Vogal do CA do BES 

Ferreira do Amaral: (o espertalhão, que preparou o terreno)

Antes – Ministro das Obras Públicas de Cavaco (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora – Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (pois claro, à tripa forra).

Eduardo Catroga:

Antes – Foi Vice Presidente da Quimigal, Presidente do CA da SAPEC e Ministro das Finanças do 12.º Governo de Cavaco

Agora – Novo Chairman da EDP, que acumula com Administrador não Executivo da Nutrinveste e do Banco Finantia (não prescinde de receber todas as reformas e pensões a que tem direito, pudera também eu!!!!!!)


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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

OS 4 mil milhões do FMI,
estão aqui na GALILEI!!!

Para os 4 mil milhões novos cortes inteligentes.
Mas existem alternativas.

Uma delas é ir directamente ao espólio da Galilei.

A Galilei Grupo é o novo nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e a SLN era a detentora do BPN, os tais amigos não-presos de Cavaco.

O BPN que faliu e ofereceu aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil milhões. Mas a GALILEI existe, funciona tem dinheiro e é uma das empresas portuguesas mais ricas em Património.

Tudo isso deve voltar para as mãos do Estado!

Os contribuintes têm o direito de exigir!

Partilhem!!!

Parlamento europeu em sessão.
Verdadeiramente vergonhoso…



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ANA, grávida da nova Lisboa


Ah, sim, o discurso de Cavaco. Talvez, talvez, depende, «eu avisei». Sempre tarde. Adiante. Falemos de coisas concretas e consumadas: o casamento da ANA, uma historieta que tem tudo para sair muito cara. Passo a explicar: a ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. Um francês de apelido Vinci, especialista em autoestradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em casamento. E o Estado entregou-a pela melhor maquia (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 47% de margem de exploração (EBITDA).

O Governo rejubilou com o encaixe... Mas vejamos a coisa mais em pormenor. O grupo francês Vinci tem 37% da Lusoponte, uma PPP (parceria público-privada) constituída com a Mota-Engil e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo. Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os concorrentes à ANA. As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para Alcochete venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camiões diários entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária. É fazer as contas, como diria o outro...

Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que a construção de Alcochete depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão. Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. A Ryanair não vai manter 37 destinos em direção ao Porto se puder aterrar também em Lisboa.

Portanto, num primeiro momento os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros. Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da Mota-Engil) monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo! O Estado português será certamente chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de Alcochete. Bingo! A Portela ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo!

Mas isto não fica por aqui porque não se pode mudar um aeroporto para 50 quilómetros de distância da capital sem se levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar Alcochete ao centro de Lisboa. E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa uma ponte apenas, rodoferroviária). Surge portanto e finalmente a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo! E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo? Exatamente, a Lusoponte (Mota-Engil e Vinci). Que concorrerá à nova obra. Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo!

Um destes dias acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital. O resto do país nada tem a ver com isto porque a decisão não é política, é privada, é o mercado... E far-se-á. Sem marcha-atrás porque o contrato agora assinado já o previa e todos gostamos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo? O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham. Correndo mal, pagamos nós. Se ainda estivermos em Portugal, claro.


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