sábado, 24 de maio de 2014

Vamos todos eleger
os nossos queridos deputados europeus!



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sexta-feira, 23 de maio de 2014

A ocupação nazi permanece
nas cabeças de muitos belgas


Depois de aprovar eutanásia infantil,
médicos belgas solicitam direito
à «eutanásia» «involuntária»:
a barbárie num país dominado
pela mentalidade maçónica
de obediência francesa e aparentadas.


Após a permissão da prática da eutanásia nas crianças sem limite de idade, a Bélgica apresenta um outro passo inquietante: a «eutanásia involuntária». 

Os médicos reunidos na Associação belga de cuidados médicos intensivos divulgaram um documento oficial em que foi reconhecido por cada médico o direito de executar a eutanásia sem medo das consequências judiciais também aos pacientes que não sofrem, que não são anciãos e que não pediram, nem mesmo aos seus parentes, quando se trata de sujeitos que resultam não ter muito tempo de vida.

«Abreviar o processo de morte administrando sedativos além do quanto é necessário para o alívio do paciente», lê-se na nota da associação médica, «pode ser não apenas aceitável, mas em muitos casos desejável».

Neste ponto se deve dar razão a quem tinha advertido que a ladeira escorregadia dos pequenos passos teria levado do «direito à morte» ao dever de morrer. «As linhas guias holandesas de 1984, que impunham seis condições para poder proceder com o suicídio assistido (vontade do paciente expressa em modo claro e repetido, paciente informado e voluntário, sofrimento intolerável sem esperança de alívio, ao menos dois médicos, e comunicação às autoridades sobre uma morte que ocorre), foram deixadas todas de lado» (Italia oggi, 19 de Abril).

«Da primeira limitada e cautelosa legalização, na Holanda, se passou à permissão da eutanásia dos recém-nascidos com deficiência, a eutanásia de crianças, e depois à chocante notícia da Bélgica: o kit 'faça você' adquirido em farmácia desde 2005, o furgão para o suicídio assistido em domicílio, a recomendação dos médicos de fixar a eutanásia aos tratamentos, a eutanásia para crianças terminais de todas as idades, a clínica de eutanásia para as depressões», e agora a eutanásia involuntária.

Uma pesquisa publicada recentemente no Journal of Medical Ethics sobre a decisão de colocar fim à própria vida conduzida pelos médicos belgas em 2007, descobriu que em quase 80% dos casos não existia nenhum pedido explícito da parte do paciente (Novae Terrae, 3 de Fevereiro).

Entre os signatários da declaração dos médicos belgas, intitulada Piece of mind: end of life in the intensive care unit statement, está Jean-Lous Vincent, chefe do departamento de terapia intensiva no hospital Erasme, e ex-presidente da Sociedade Belga de Terapia Intensiva, que tinha defendido um outro passo legislativo para «condenar a obstinação terapêutica» e «autorizar a prática da eutanásia não solicitada» (Tempi, 17 de Abril).

O cardeal Godfried Danneels, primaz da Bélgica, em 2008, em alegre convívio
com o Grão-Mestre do Grande Oriente Belga, 
Henri Bartholomeeusen.





Ainda o 25A

Comemorações


Jaime Nogueira Pinto, Jornal Sol, 15 de Maio de 2014

 Uma das consequências desta espécie de epidemia mental que se abateu sobre Portugal e a Europa sob a forma do pensamento único universal e correcto foi a exclusão da ideia da política como poder, como debate, como decisão e escolha do bom governo para a comunidade.

Na esquerda, a fórmula do pensamento único é a proclamação do fim da política pela sua redução aos direitos económicos universais e absolutos para todos.

A questão de como continuar a prometer esse «país da Cocanha» de abundância e tolerância totais numa economia-mundo que a própria esquerda idealizou não se põe. A retórica é que tal só não acontece por imposição de uns tenebrosos oligarcas financeiros, apoiados pelos seus cúmplices no poder – os políticos e as políticas «de direita» – que sonham escravizar os pobres e reduzir à pobreza a classe média.

À direita, ou entre essa «direita» festiva que por aí pontifica, oriunda da esquerda arrependida e veneradora do dinheiro, a política também não se ocupa do poder, do Estado, da nação, da comunidade. A política é não haver política, é reduzir à economia e à gestão todos os problemas políticos. É deixar os mercados funcionar e ver que tudo se arranja através das operativas mãos invisíveis.

Estas tendências mais uma vez se confirmaram nas comemorações do golpe de Estado do MFA: a esquerda veio para a rua lamentar-se de que as «conquistas» de Abril tenham atirado, quarenta anos depois, o país para o desemprego e para o salário mínimo mais baixo da Europa Ocidental – e inferior, com a correcção monetária, ao dos tempos da «ditadura»; e os devotos da «Comunidade internacional», de que o salazarismo nos separava, gritaram palavras de ordem patrióticas, com os comunistas e os bloquistas a exaltarem a soberania e a independência nacional.

A tal direita da mão invisível, a direita libertária, que andava oprimida há quarenta anos, veio também, não sei se hipócrita se estupidamente, celebrar Abril, misturando com outras libertações a «restauração democrática» (como se os democratas da Primeira República alguma vez respeitassem a liberdade dos seus adversários políticos monárquicos, católicos ou nacionalistas).

Há quarenta anos, o golpe militar pretoriano e o ensaio da revolução socialista que se lhe seguiu tiveram duas consequências: uma foi, no final de um complexo PREC, a criação de uma democracia liberal com objectivos constitucionais socializantes, a democracia em que vamos vivendo; a outra, muito mais importante politicamente, foi a redução do poder nacional, com a perda do Império e com os custos económicos que vieram da socialização violenta do 11 de Março e do «espírito socialista» da Constituição.

Com estas perdas, perdemos – perdeu o país – a capacidade económica para pagar um Estado Social e garantir a independência financeira perante o exterior.

É esta a segunda parte da história que os comemoracionistas não querem reconhecer – por burrice ou conveniência.





quinta-feira, 22 de maio de 2014

Uma psiquiatra sexual numa televisão tablóide


Luís Lemos

Uma nota introdutória. A utilização de certas imagens poéticas (chamemos-lhes assim) e ao mesmo tempo realistas (aliás, timidamente realistas para não ferir as pessoas muito sensíveis) neste comentário adequam-se propositada e perfeitamente ao nível de moralidade e de racionalidade da conversa da senhora cientista doutora psiquiatra e do seu assessor de painel em questão.

Naquela educativa e desinibida televisão tablóide CMTV, costuma aparecer, segundo parece, uma sujeita psiquiatra que desenvolve uma actividade industrial interessante: questões de sexo – no puro âmbito do exercício da psiquiatria, esclareça-se. A sujeita, de nome Teresa Leonardo, esteve num programa da referida estação assessoriada pelo ministro socratista Rui Pereira (mação do Grande Oriente, um daqueles que se empenharam ardentemente na defesa do chamado «casamento» entre eles e eles e elas e elas). Ambos eram entrevistados por um qualquer palrador de escala.


A expedita e muito ambientada Teresa Leonardo
O encoberto Rui Pereira

O tema genérico era a violação de mulheres. E, especificamente, saber quando é que se trata de violação.

Sim, alvitrava a Teresa Leonardo, porque o marido pode estar a violar a mulher, não é verdade?! Então pode lá o marido querer «à força» copular com a respectiva?! (Quem sabe se a pobre vítima já estava aviada quando foi para casa, e depois chega exausta, sem apetite  – alvitro eu.)

E aquele tipo que está a tentar engatar uma mulher! Também poderá estar a violá-la – por palavras, «apesar de não haver penetração»!

E aquele tipo que quer ir mais longe quando ela (inocentinha) vai colaborando plenamente mas apenas até ao aquecimento, inclusive a esta fase, «apenas» com umas beijocas, como sugeria a cientista psiquiatra?! Então o malandro já levou umas beijocas e ainda queria mais!? Só aí é que a inocente dá conta da ameaça!!! (Os mimos autorizados referidos foram apenas as beijocas. Não sabemos se outros podem ser considerados no processo de acusação por parte da vítima.)

Ora, o grande drama dessas «violadas» é provar em tribunal que foram violadas – lamentava-se a cientista medico-social! Que grande problema jurídico que o Rui Pereira não conseguiu resolver quando era ministro do governo mais porco de todos os tempos! Pela sua própria conversa, ele bem tentou!

A conversa já metia nojo, já me estava a sexuar o juízo. Mas resolvi escutar o trio de ataque até ao fim. Sempre convém saber o que vai por este Portugal democrático, uma vez abolida a retrógrada censura salazarista.  E assim fiz. Eis senão quando......

Eis senão quando este programa de grande incidência moral acaba e lhe sucede um anúncio. Era o anúncio de um filme que iria passar na estação tablóide nessa mesma noite, numa série com o sugestivo nome Sala Privada (certamente reservada aos psiquiatras como a Teresa Leonardo e o Júlio Machado Vaz e aos respectivos pacientes), em que apareciam cenas do maior deboche com fufas e tudo – conclusão tirada apenas pelo anúncio.

O que prova isto? Que o tema do sexo, para além de constar na agenda das forças decadentes da sociedade, é o alimento duma indústria. Nesta indústria ganham dinheiro tanto os vendedores de pornografia como os supostos protectores das pseudo-violadas. São dois dos vários ramos da mesma indústria do sexo. Certos psiquiatras, certas assistentes sociais, certos elementos de comissões ditas protectoras, tablóides, comerciantes porno, todos eles têm a sua parte no negócio.

Tudo isto se passa enquanto crianças e mulheres realmente violadas vêem os seus agressores levar umas penazinhas ou umas pulseirinhas electrónicas, quando levam, como aconteceu no caso Casa Pia e semelhantes.





Substituir o treinador ou os jogadores?