quarta-feira, 26 de julho de 2017

«Casamento» entre pessoas do mesmo sexo perante a ciência e a ideologia



(Resumo adaptado de um texto de António Justo
  
Um biólogo aponta para o possível problema de padrastos 

O parlamento alemão aprovou o «casamento para todos» independentemente de os pares serem heterossexuais ou homossexuais. Em reacção ao facto, o Prof. Dr. Ulrich Kutschera, focou três aspectos:

1 — o contexto do novo casamento universal com a ideologia do «género»;

2 — a base biológica do ser humano;

3 — e a pedofilia.

Kutschera receia «a pedofilia subvencionada pelo Estado
e grave abuso infantil no futuro».

Segundo ele, no chamado «casamento gay» agrava-se «o problema dos padrastos», o que constitui um risco acrescido para as crianças: um padrasto que vive em casa com uma filha adoptiva, sem ligações genéticas, poderá ter uma maior possibilidade de abuso, embora haja muitos padrastos bons.

Para o biólogo, no chamado «casamentos gay» com filhos adoptivos não existe a herança genética de imunização contra o incesto. Em casamentos, heterossexuais, pai e mãe são em 50% parentes genéticos de seus filhos, e a consanguinidade produz um efeito inibidor do incesto.

A probabilidade de inclinação para pedofilia  é 10 vezes maior em casos de padrastos e de madrastas (estudo de Regnerus M 2012).

Filhos sem pais biológicos sofrem mais de depressões e tornam-se mais frequentemente criminosos e dependentes da assistência social.

Argumenta ainda biologicamente o seguinte:

— «As crianças são moldadas inteiramente pela voz da mãe biológica durante o desenvolvimento pré-natal».

— É «inaceitável uma troca voluntária desta importante pessoa de referência por pessoas estranhas.»

— Na biologia, «sexo» corresponde à reprodução bisssexual (fertilização) enquanto para a ideologia do «género», sexo significa «o desenvolvimento de animais sexualmente maduros».

— A erotização infantil precoce, implementada nos programas das escolas, é inadequada.

O lóbi homossexualista no Estado utiliza o poder
para exercer a sua ditadura.

O Ministro da Ciência do Hesse (Boris Rhein) insurgiu-se contra o professor biólogo Kutschera por este defender que o «casamento para todos» aumenta o perigo de abuso de crianças e pressionou a reitoria da universidade para criticar o professor.

A universidade retorquiu ao ministro com o argumento da liberdade académica e da liberdade de opinião do professor mas, ao mesmo tempo, estando dependente da atribuição de fundos do Estado, distanciou-se de Kutschera.







terça-feira, 25 de julho de 2017

Igualdade de género, ou nem por isso?


Marco Silva

 O único princípio que trata todos por igual é o mérito e essa é a cura deste problema intemporal – o das desigualdades de oportunidades.

No dia 23 de Junho deste ano, foi aprovada no Parlamento a lei das quotas de género nas empresas, obrigando empresas públicas e cotadas em bolsa a contratar mais mulheres para órgãos de fiscalização e para os seus conselhos de administração.

Apesar da pompa e circunstância de mais um «momento decisivo na luta das mulheres», como foi  referido por alguns «corvos» políticos, o certo é que nem um mês volvido e esse entusiasmo desapareceu, nomeadamente porque na comissão de inquérito independente à tragédia de Pedrogão Grande foram escolhidos 12 homens e nenhuma mulher, sem que a maioria que tinha aprovado o diploma uns dias antes tivesse esboçado qualquer protesto.

Por falta de mulheres competentes não será certamente, pelo que cumpre perguntar porque se aceita o sucedido. Será que como não é um tacho público/empresarial duradouro já não tem importância a desigualdade? Ou será que o problema é bem diferente e não está a ser combatido?

Curiosamente, foi do PCP que chegou a causa mais aproximada ao real problema quando, ao votar contra a lei, invocou: porque deixa «intacta a mais profunda das causas de discriminações e desigualdades de que as mulheres são vítimas, a exploração da força de trabalho». Embora a explicação do PCP não atinja o cerne do problema, enquadra-o satisfatoriamente. As mulheres, tal como os homens, mas em menor grau, são vítimas da não aplicação da meritocracia. Ou seja, não é pelo mérito que existe a contratação, nem é pelo mérito que é feita a devida remuneração. Esse modus operandi tem um nome, e não, não é machismo, mas corrupção.

É nesta armadilha que caem grande parte dos defensores da igualdade de género, quando erradamente identificam o machismo como o problema e não como o sintoma que ele é, tal como o é o racismo. Todos os actos de preterir alguém por outro motivo que não o seu mérito devem ser tratados por igual, como actos de corrupção, e só com o recentrar do combate será possível termos uma sociedade igualitária, não por decreto, mas por princípio.

Até porque estes actos isolados de «correcção» são os pilares para a perpetuação e branqueamento da corrupção. Senão vejamos, a partir de agora nas empresas públicas teremos cinco homens e cinco mulheres, sem que o princípio primário seja o mérito, o que permite, num país com um elevado índice de corrupção, a colocação de cinco mulheres do aparelho partidário do Governo ou de uma associação de poder.

Na fachada parece existir igualdade de género, contudo, é uma falácia, porque as mulheres, tal como os homens, não têm qualquer estatuto de igualdade perante os que pertencem aos grupos que dominam as instituições nacionais, sejam elas públicas ou privadas. Em suma, não são as mulheres que têm mais oportunidades no novo sistema, mas apenas as mulheres do grupo privilegiado.

E quem fala nas mulheres fala também nos homens preteridos por não terem cartão do partido, ou nas desigualdades de oportunidades dentro do mesmo género, mas de raças ou orientações sexuais diferentes. O único princípio que trata todos por igual é o mérito e essa é a cura deste problema intemporal – o das desigualdades de oportunidades.

Dito isto, uma cultura de mérito não se cria num dia nem numa geração, mas o passo essencial para que tal ocorra é deixarmo-nos de equívocos quanto ao que está realmente em causa. Não é machismo, é corrupção, corrupção que é transversal a todos os géneros e raças. O problema não está no «homem branco», este apenas tem sido o principal prevaricador por uma questão de oportunidade temporal. O problema está em todos os seres humanos que não tenham o mérito como linha orientadora de escolha.





quinta-feira, 6 de julho de 2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Anda um pai a criar uma filha para isto…


Laurinda Alves, Observador, 23 de Maio de 2017



Estes rapazes e raparigas terão os seus filhos e as filhas, e uma das grandes interrogações também passa por saber como agiriam se soubessem que as suas próprias filhas se vendem por um par de shots.





Ler mais em: http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2017/05/anda-um-pai-criar-uma-filha-para-isto.html





segunda-feira, 15 de maio de 2017

domingo, 14 de maio de 2017

É bom conhecermos a verdadeira Marine Le Pen (2): influências maçónicas


https://www.youtube.com/watch?v=gi5405Bs7xc&feature=youtu.be






É bom conhecermos a verdadeira Marine Le Pen (1): abortista

A eurodéputée Sophie Montel do FN, que preside ao groupe frontistea no Conselho Regional de Bourgogne-Franche-Comté, pronunciou um discurso centrado no «direito das mulheres», apoiando o aborto:

«Nous ne faisons pas du vieux conservatisme en reprenant à notre compte des combats d'arrière-garde. Nous sublimons la femme, nous défendons la libre disposition de son corps qui passe naturellement par la sanctuarisation de la contraception et la non-remise en cause de l'avortement. Oui, mes amis, le Front national défend le droit de la femme à disposer de son corps.»

Marine Le Pen e a eurodéputée Sophie Montel do FN, que preside
ao groupe frontistea no Conselho Regional de Bourgogne-Franche-ComtéAdicionar legenda

«Tens razão, Sophie» — exclama Marine

Sophie Montel foi aplaudida por parte da sala e assobiada por outra. Esta passagem soa a ataque a  Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine Le Pen, e que tem sobre este assunto uma posição totalmente contrária.  Marion  refere-se à «banalização do aborto».

No seu discurso, Marine Le Pen disse a Sophie Montel: «Tens razão, Sophie».





sábado, 22 de abril de 2017

Suécia teme a agressividade de Moscovo e intensifica rearmamento


Revista Catolicismo, n.º 796, 20 de Abril de 2017

A Suécia, que nutria até há pouco um pacifismo visceral, agora, diante da agressividade de Putin, restabeleceu o serviço militar obrigatório. As provocadoras manobras da marinha e da força aérea russa nas fronteiras do país escandinavo geram grande temor.

Nova lei dispõe o alistamento de 13 000 dos 88 000 jovens nascidos em 1999. O Ministério da Defesa calcula que a partir de 2023 precisará anualmente de 8 000 soldados a mais. Setenta por cento dos suecos declararam-se favoráveis a esse recrutamento.





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Porque é que George Soros financia movimentos de esquerda? Entenda.


Alan Ghani, InfoMoney, 26 de Agosto de 2016

O casamento aparentemente contraditório entre um bilionário capitalista com grupos de esquerda desperta a seguinte pergunta: como um bilionário capitalista, especulador no mercado financeiro, decidiu financiar grupos de esquerda?  E porquê? Basicamente, porque muitos movimentos de esquerda não são necessariamente contra o capitalismo de George Soros, mas contra valores e princípios conservadores, base da Civilização ocidental, que representam obviamente uma resistência aos anseios globalistas de Soros e outros grandes capitalistas – tema muito discutido noutros países e totalmente obscuro no Brasil.

Recentemente, tivemos um facto marcante que nos ajudaria a entender a realidade do mundo actual e, para variar, passou despercebido pelos média: o esvaziamento de informações da fundação do bilionário George Soros, Open Society Foundation, a qual doa milhares de dólares para organizações de modelo esquerdista (progressista). Até 25 de Agosto, a lista completa dos documentos e das organizações de esquerda financiadas por Soros estava aqui (fonte primária).

O casamento aparentemente contraditório entre um bilionário capitalista com grupos de esquerda desperta a seguinte pergunta: como um bilionário, especulador do mercado financeiro, decidiu financiar grupos de esquerda? E porquê? Para quem acompanha os textos de Olavo Carvalho (aqui) e Flávio Morgenstern, esse casamento entre os metacapitalistas e as esquerdas não traz grandes surpresas, pelo contrário, é perfeitamente compatível com os movimentos progressistas de hoje.

De acordo com o intelectual Flávio Morgenstern (em óptimo Podcast sobre o tema, no qual resumo parte das ideias abaixo), para compreender o casamento entre George Soros e grupos de esquerda, é fundamental entender quais são os objectivos da esquerda hoje e o que é Globalismo, fenómeno muito debatido no mundo, mas pouco discutido no Brasil.

Segundo Morgenstern, o grande objectivo da esquerda é um mundo de paz entre as pessoas. Assim, para se alcançar a PAZ, na lógica esquerdista, seria necessário um Estado forte, além das fronteiras de um país, capaz de destruir todas as fontes de desigualdades na sociedade, seja ela racial, sexual ou até de rendimento. Mais do que isso, se tivéssemos um Estado com controle absoluto sobre a sociedade, acima das forças locais de um país, não haveria motivos para as nações entrarem em guerra. E é exactamente aí que entra o Globalismo de George Soros.

Teoria da conspiração? O brilhante filósofo inglês, Roger Scruton (ver obra Como ser um Conservador), diz-nos que não. Segundo ele, a União Europeia foi criada justamente para ser um Estado acima dos governos locais a fim de evitar mais guerras na Europa. O ponto chave é que a união entre os povos não ocorreu de maneira espontânea, popular, de baixo para cima, mas imposta por uma agenda globalista onde as pessoas comuns não se vêm representadas pelas novas normas e leis impostas para a sociedade pelos burocratas de Bruxelas. A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) só mostrou este descontentamento popular com a agenda globalista.

Se de um lado, a União Europeia é um exemplo real que nos ajuda a entender o Globalismo; por outro, a relação entre o financiamento dos globalistas (George Soros) com movimentos de esquerda não parece ser tão óbvia. Porque a Fundação de George Soros financia ONGs, «colectivos» e movimentos que defendem ideologias que hoje caracterizam a nova esquerda (new left): feminismo, ideologia de género, black lives matter, gayzismo, abortismo, legalização das drogas, livres fronteiras para imigração, desarmamentismo, descriminalização da pedofilia, etc?

A razão é simples, muitos destes movimentos de esquerda não são necessariamente contra o capitalismo de George Soros, mas contra valores e princípios conservadores, base da Civilização ocidental, que representam obviamente uma resistência aos anseios globalistas das famílias Soros, Rockfeller, Ford, entre outras.

Uma hipótese plausível é que para estes metacapitalistas, colarem em prática o seu projecto de governo global – novamente, tema amplamente discutido no primeiro mundo – é necessário enfraquecer qualquer resistência a esse super governo. Evidentemente que todos os elementos defendidos pela direita, principalmente pelos conservadores, são uma resistência ao poder global, tais como a família, a religião judaico-cristã, os poderes locais, o respeito às tradições, aos costumes e à liberdade individual. Por exemplo, é muito difícil um governo moldar um comportamento numa sociedade em que os valores são transmitidos pela família ou pelo convívio social, e não pelo Estado. Na mesma linha, é quase impossível um governo impor a sua agenda diante de costumes e tradições tão enraizadas na sociedade. Por outras palavras, estes elementos conservadores representam uma resistência a qualquer tentativa de CONTROLE de governos sobre a sociedade civil.

Por isso, o que é perfeitamente compreensível que George Soros, um super capitalista, financie agendas progressistas mundo afora: os movimentos de esquerda de hoje lutam contra princípios conservadores, que são elementos d resistência ao projecto globalista de George Soros. Mais do que isso, muitos destes movimentos progressistas não lutam pelos mais oprimidos, mas vendem-se como bem-intencionados, politizando problemas de facto reais, para imporem a sua ideologia sobre a sociedade. Por exemplo, é evidente que existe machismo em diversas partes do mundo; o problema é politizar o tema para impor uma ideologia e um CONTROLE sobre a sociedade, transformando todo o homem num potencial machista e toda a mulher numa potencial vítima. Por outras palavras, por meio de uma guerra de narrativas, exploram-se ressentimentos para imporem uma agenda antiliberal e anticonservadora sobre a sociedade, financiada com o dinheiro de Soros.

Por fim, será que é mera coincidência que uma pessoa adepta da ideologia de género defenda também o desarmamento da sociedade civil, o aborto, o poliamor, ridicularize o cristianismo e admire o Obama? Porque será que é tão previsível saber a opinião dos Gregórios Duviviers e dos cools da Vila Madalena e do Leblon sobre imigração, legalização das drogas, aborto, cotas, etc? Porque será que tantas pessoas pensam em bloco sobre todos estes temas? Não sei. Talvez George Soros saiba a resposta.





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O que defendemos no debate sobre a eutanásia


Isabel Galriça Neto, Observador, 22 de Fevereiro de 2017

Na Holanda em 2015 praticou-se uma eutanásia a cada hora e meia. De pessoas com doença mental, pessoas que não pediram para morrer, pessoas sem situações de terminalidade, pessoas cansadas de viver.

Neste debate sobre a legalização da eutanásia defendemos a inviolabilidade da Vida humana, o respeito pela Dignidade e pela Liberdade.

Este não é de todo um debate confessional – como querem fazer crer —, talvez para acentuar um preconceito subtil de que sendo um debate religioso seria uma coisa retrógrada, um preconceito que confunde a sociedade laica em que vivemos com uma sociedade anti-religiosa. O debate, ainda que politizado, é claramente sobre que valores queremos ter na sociedade moderna para dar resposta ao sofrimento dos mais vulneráveis.

Defendemos a protecção da vida e a Dignidade. Entendemos que não é preciso escolher ser morto por outro para ter Dignidade na morte, aliás ser morto por outra pessoa é provavelmente a forma menos digna de se morrer. Defendemos a Dignidade enquanto valor intrínseco e patrimonial inegociável do ser Humano, pelo que para nós, e independentemente das circunstâncias, não há vidas que valem a pena ser vividas e outras não. É a vida que deve ter Dignidade, até ao fim, existindo hoje indicações rigorosas e meios de intervenção claros que não permitem que se prolongue a vida das pessoas com doenças avançadas e em sofrimento à custa de mais sofrimento com tratamentos inúteis.

Numa matéria literalmente de vida ou de morte como esta, com a relevância que a rodeia, não são admissíveis imprecisões e eufemismos que enviesam o debate, acrescem demagogia e pouco esclarecem: por exemplo, não se trata de um direito a morrer nem de uma morte assistida – trata-se sim de criar um pretenso direito a ser morto por outra pessoa; não se trata de morte digna – mal estaríamos se apenas os homicídios a pedido definissem a dignidade na morte; e não se trata de abranger apenas situações de fim de vida, pois no articulado do ante-projecto não são claramente excluídas outras situações de sofrimento, como situações de sofrimento existencial e com muito tempo de vida pela frente. Faz-se crer que serão situações de excepcionalidade, que depois o próprio articulado não permite de todo garantir.

Defende-se uma certa visão distorcida da Autonomia, em nosso entender irrealista e incorrecta: a ideia de que a autonomia é igual a uma autodeterminação absoluta em que o individualismo se estabelece e se ignoram as consequências do exercício das liberdades no Bem Comum. Se a autonomia fosse um valor absoluto, não seriam recusados pedidos nem se reservaria esta opção apenas para situações de fim de vida, e não seriam médicos a aprovar a decisão, esses sim os verdadeiros decisores que vêem o seu poder reforçado. A eventual legitimação e aplicação das propostas defendidas levaria a uma aparente «normalização» do matar a pedido e a uma banalização daquilo que consideramos um retrocesso na nossa sociedade. O que se iria impor seria uma visão apoucada do ser humano, que teria consequências perigosas no Bem comum, pois é isso que acontece quando se fazem leis deste tipo nos poucos países europeus que as têm, e se permite que sejam mortas milhares de pessoas por ano – uma eutanásia a cada hora e meia na Holanda em 2015 –, pessoas com doença mental, pessoas que não pediram para morrer, pessoas sem situações de terminalidade, pessoas cansadas de viver.

Defendemos uma sociedade moderna, que tem na protecção da vida o alicerce dos Direitos Humanos, uma sociedade que não descarta os mais vulneráveis e lhes amplia horizontes. Para nós, o problema do sofrimento em fim de vida trata-se cuidando e não eliminando aquele que sofre.





Maçonaria francesa proíbe sites «enganosos» pró-vida



«Liberdade — Igualdade — Fraternidade»

ou as «amplas liberdades» maçónicas...


Chiara Bertoglio, Mercatornet, 21 de Fevereiro de 2017

Uma das citações mais mal atribuídas credibiliza a Voltaire com uma frase bem formada – que ele nunca escreveu. De qualquer forma, o pai do Iluminismo francês e dos seus valores, alegadamente proclamou: «Eu desaprovo o que diz, mas vou defender até à morte o seu direito de dizê-lo.» (Na verdade, a frase vem da pena de Evelyn Beatrice Hall).

Parece, no entanto, que os netos de Voltaire estão a desviar-se cada vez mais dos valores fundadores da sua República e da sua democracia, que são parcialmente resumidos na citação falsa. Na sua versão actualizada deve ler: «Eu desaprovo o que diz, mas vou defender até à morte o seu direito de concordar comigo.» Ou então, cala a boca.

De qualquer forma, é a mensagem que o Parlamento francês enviou para aqueles que discordam do aborto e que estão a usar a internet para informar às mulheres que não é o único, e muito menos a melhor resposta para uma gravidez indesejada. Na última quinta-feira, a Assembléia Nacional aprovou uma lei contra a «difusão de informações enganosas» sobre o aborto, um crime punível com pena máxima de dois anos de prisão e multa de US $ 30.000.

A medida expande o crime existente de «obstáculo ao aborto» – com o objectivo de impedir que activistas pró-vida falem às mulheres que entram em clínicas de aborto, ou organizem manifestações perto de clínicas e hospitais públicos – para incluir sites e «obstáculos digitais».

Num artigo precedente escrevi sobre o bagarre que (o combate que) cerca alguns Web site franceses da pró-vida. Ocasionalmente semelhantes em aparência aos sites oficiais do governo que fornecem informações sobre serviços de aborto, estes sites (muito bem sucedidos) têm o objectivo de ajudar as mulheres que estão a enfrentar uma gravidez difícil ou inesperada, encorajando-as a escolher a vida para seu bebé.

No último caso, nenhum mal está a ser feito a ninguém, especialmente porque as pessoas são perfeitamente livres para silenciar informações indesejáveis ​​com um clique numa janela do navegador. Nenhum pro-lifer francês aparece sob o seu laptop enquanto está a navegar na internet para «dificultar» a sua ida para uma clínica de aborto.

Sim, às vezes é muito difícil encontrar apoio legal para suprimir a liberdade de expressão em França, uma vez que a famosa liberté ainda está no lema da República. Neste caso, é preciso encontrar uma maneira oblíqua de obter o mesmo resultado.

Assim, os sites pró-vida devem ser encerrados não porque os seus conteúdos diferem da linha oficial sobre o aborto, mas porque parecem muito semelhantes aos sites oficiais pró-escolha e, portanto – é mantida – enganam as mulheres e fortalecem-nas a continuar a gravidez.

A ministra dos Direitos da Mulher, Laurence Rossignol, declarou:

«Os adversários do controle da natalidade estão a avançar disfarçados, ocultos atrás de plataformas [web-] que imitam sites institucionais ou linhas directas aparentemente oficiais. Os militantes pró-vida, entretanto, permanecerão livres para expressar a sua hostilidade contra o aborto. Desde que afirmem sinceramente quem são, o que fazem e o que querem.»

Mas o que isto significa na prática? De acordo com este relatório, a redacção da lei não é restritiva:

«Tal como está, pode ser usado para processar aqueles com qualquer «informação» que apresenta o aborto numa luz desfavorável e empurra as mulheres a não escolher o aborto. A lei não define quem tem autoridade para julgar se a informação é oficialmente «enganosa». Isso dependerá dos juízes em princípio e especificamente para a saúde e funcionários do governo.»

Quem está a enganar as pessoas neste debate é, pelo menos, aberto a questionar. O site oficial do aborto fala, por exemplo, sobre o aborto cirúrgico como uma «aspiração do ovo» e afirma que «o aborto não é a remoção de uma vida», como disse Rossignol na Assembléia Nacional. O site oficial diz que «todos os estudos sérios» mostram que não há efeitos psicológicos adversos a longo prazo do aborto, enquanto que o site IVG.NET pró-vida fornece evidências muito credíveis contra. Isto poderia, sob a lei, levar a queixas e acusações.

A Alliance Vita, uma rede pró-vida, denuncia a lei como um perigo para a «liberdade de expressão e de informação. [...] Não só a objectividade da informação é ameaçada, mas também qualquer prevenção das pressões que encorajam o aborto, que actualmente são negadas e ignoradas».

IVG.NET por sua vez não está pronto a recuar. O seu director M. Phillippe declara que não mudará «o conteúdo dos nossos sites ou a ajuda que fornecemos às mulheres por telefone, incluindo o convite para refletir».

Torna saliente que a tentativa de esmagar sites pró-vida estende-se aos meios de comunicação: nos oito anos que foram atacados, receberam apenas quatro minutos para colocar o seu ponto de vista – no canal da TV do Senado Público. Acrescenta:

«Nós, naturalmente, não exercemos» pressões morais e psicológicas ‘ou’ ameaças ou actos de intimidação». Mas o propósito desta lei (e a sua consequência) será permitir que o Planeamento Familiar nos assedie judicialmente sem que possamos retribuir condignamente por causa da sua impunidade de facto».

O Partido Republicano (centro-direita), que votou contra, concorda. Pretendem submeter o texto ao Conselho Constitucional, na esperança de o declararem contrário à Constituição francesa.

O golpe para a liberdade francesa é sério. De facto, o alvo maior do crime de «impedimento ao aborto» é susceptível de limitar dramaticamente os esforços das pessoas cujo único objectivo é ajudar as mulheres a escolher a vida.

Para citar Voltaire novamente, «Nós somos pró-escolha, desde que você escolha o que queremos.» (Podemos fazer mais uma citação falsa Voltaire, não podemos?).


Ver mais emhttps://www.mercatornet.com/features/view/i-disapprove-of-what-you-say-and-will-make-darned-sure-you-cant-say-it/19386




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Para Prémio Nobel o «aquecimento global é uma nova religião»


Ivar Giaever, Prémio Nobel de Física 1973.

Luis Dufaur, IPCO, 15 de Fevereiro de 2017

Ivar Giaever, Prémio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de Setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação em favor do «aquecimento global».

Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

Em 2007, a APS adoptou uma declaração oficial segundo a qual as actividades humanas estão a mudar o clima da Terra.

«As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo», afirmava o documento repelido pelo Prémio Nobel.

«Se não forem empreendidas acções mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a saúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito de estufa a partir de agora», martelava o documento.

Giaever enviou nessa altura um e-mail para Kate Kirby, chefe da APS, explicando que «ele não podia cooperar com essa declaração» quando a temperatura global continua «surpreendentemente estável».

Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocável: «o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível»?

«A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de ‘aquecimento’», acrescentou o Prémio Nobel.

«Aquecimento global», guerra ao desflorestamento, etc.:
dogmas de uma nova religião

Para o Prémio Nobel, «o aquecimento global tornou-se uma nova religião»«Ouvimos muitas advertências semelhantes sobre a chuva ácida, há 30 anos e o buraco de ozono há 10 anos ou o desflorestamento», defende ele apontando profecias catastrofistas que não se verificaram.

«O aquecimento global tornou-se uma nova religião. Nós frequentemente ouvimos falar do número de cientistas que o apoiam. Mas o número não é importante:… Só importa saber se os cientistas estão correctos. E, realmente nós não sabemos no que é que consiste o efeito real da actividade humana sobre a temperatura global», acrescentou.

Giaever é um dos cientistas mais proeminentes citados no Relatório histórico da Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado dos EUA.

Figura entre os 400 «cientistas dissidentes» que denunciaram em manifesto o mito do «aquecimento global» e que aumentaram para 700.

Giaever também foi um dos mais de 100 signatários da carta de 30 de Março de 2009 ao presidente Barack Obama, criticando a sua postura sobre o aquecimento global.

É de se desejar que o novo presidente americano Donald Trump que mostra sensibilidade para posições afastadas do utopismo «verde» reconheça agora os méritos de cientistas como Giaever.

Figura de destaque numa legião de cientistas objectivos que vêm sendo menosprezados e até punidos pelo radicalismo ambientalista instalado na administração pública americana.





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Eutanásia e o «mito da autonomia»



Diogo Costa Gonçalves, Observador, 11 de Fevereiro de 2017

A solidariedade é sentida como o primeiro e mais expressivo dever de humanidade. Por isso se rebela a inteligência e o coração contra os muros que se erguem e contra os mortos que ninguém chora.

Uma só coisa é certa no debate da eutanásia: está em causa uma fronteira civilizacional. Ultrapassá-la ou defendê-la, depende da perspectiva.

A questão de fundo é inelutável: a centralidade da autonomia, como valor antropológico e jurídico.

É em nome da autonomia que se reclama o direito a decidir quando e em que circunstâncias podemos pôr termo à própria vida; é em nome da autonomia que se exige a assistência médica nesse momento singular; é em nome da autonomia que se postula uma leitura dignificante, altruísta, humanizadora do que até há bem poucos anos era sinal de barbárie… E é também em nome da autonomia que se condena qualquer visão diferente, catalogada como intolerante e sem direito de cidadania, porque, justamente, parece ameaçar a auto-determinação do sujeito.

Sucede, porém, que a autonomia é um mito: um novo dogma moderno com pouca sustentação na realidade. Não, não somos autónomos! Não o é o bebé recém-nascido, nem o idoso, nem o doente terminal. Nem sequer o adulto na plena posse das suas faculdades. Talvez gostássemos de o ser. Talvez até estivéssemos dispostos a queimar incenso no altar da velha Aytomatia grega… mas não somos autónomos!

Pelo contrário: o que é próprio da nossa experiência humana é a contingência, a fragilidade, a necessidade e a dependência face ao outro. Não há segundo da nossa existência em que não estejamos nas mãos de alguém.

Essa vulnerabilidade genética que todos experimentamos, não é aviltante. Pelo contrário: está associada ao que de mais belo e digno tem a nossa condição humana. Somos tanto mais humanos quanto mais somos dos outros e para os outros.

No mundo das ideologias, é possível conceber muitos sujeitos autónomos, mas na realidade da vida – da nossa vida concreta de todos os dias – é impossível encontrar uma única pessoa que o seja realmente.

Por isso, a solidariedade é sentida como um dever: o primeiro e mais expressivo dever de humanidade. Por isso se rebela a inteligência e o coração contra os muros que se erguem e contra os mortos que ninguém chora.

Ora, é justamente aqui que reside a falácia da eutanásia.

Ao reclamar uma plena autonomia para o sujeito, o que se está a fazer é a negar a solidariedade como um dever irrenunciável. Quando aquele que depende de mim pode morrer, que obrigação terei eu de lhe assegurar a vida?

Se a dependência é vista como um fardo, como uma indignidade, o direito a uma morte rápida e indolor transforma-se facilmente num dever de morrer dignamente, de não ser pesado, de não onerar o outro com a minha existência.

Não tenhamos dúvidas: é isto o que está em debate na eutanásia. O sofrimento do outro – por quem, infelizmente, poucos realmente se interessam – é apenas um pretexto emocional para a discussão… tudo mais (menos cuidados paliativos, mais consentimento informado, etc.) são minudências de uma discussão que só não vê quem não quer.





domingo, 12 de fevereiro de 2017

A inexplicável Vendeia


Helena Matos, Observador, 5 de Fevereiro de 2017

Os dias da «inexplicável Vendeia», essa revolta que os revolucionários nunca compreendem e sempre procuraram esquecer: como pode o povo revoltar-se contra a revolução feita em seu nome?

Uppsala. Malmo. Nordstan. Podiam ser (e talvez até sejam) nomes de uma qualquer estante Ikea. Mas são também nomes de locais onde, nos últimos meses, na Suécia têm acontecido crimes muitos deles de natureza sexual praticados por emigrantes ou refugiados, provenientes de países maioritariamente muçulmanos. Num dos casos, que envolveu um rapaz, a polícia viu-se cercada e bateu em retirada deixando a vítima nas mãos dos seus agressores. Noutro os agressores violaram uma rapariga, filmaram e colocaram online o filme onde nem faltavam os seus rostos sorridentes.

Quantas notícias temos visto ou lido sobre estes casos acontecidos na Suécia, um país que víamos como seguro e tolerante mas onde nos últimos tempos o número de agressões tem aumentado? Estas agressões acontecidas na Suécia, ou melhor dizendo o silêncio que se abate sobre elas, é tão mais estranho quanto recentemente o assassínio de uma jovem na Islândia fez com que pelos jornais desta Europa fora se multiplicassem as chamadas de atenção sobre o homicídio que chocara o país que não tinha crimes. Será que os suecos não se têm chocado? Na verdade eles tinham poucos crimes. Ou será que o facto de os jovens apontados como autores do crime da Islândia serem gronelandeses tornou muito mais fácil a divulgação dos seus actos e também dos seus rostos?

Nas últimas décadas as lideranças da Europa e dos Estados Unidos produziram toneladas de legislação para, diziam, promover a igualdade, combater a discriminação, todas as formas de fobia e, obviamente, o machismo e o racismo. Assim que umas leis eram postas em prática logo outras mais perfeitas as vinham completar. A multiplicação das leis era acompanhada pela divisão dos crimes em grupos, subgrupos, alíneas… Mas todo este edifício de leis, comissões e programas foi feito a pensar num modelo em que o homem, branco, católico, conservador encarnava o papel do machista, do racista, do reaccionário…

Quando o agressor é outro e sobretudo quando o agressor vem dos grupos que os libertadores do povo têm como seus protegidos (e potenciais futuros eleitores) então o que antes tinha de ser imediatamente denunciado passa a ser prontamente silenciado. E assim ignoram-se agora as agressões praticadas por refugiados/emigrantes muçulmanos na Suécia tal como se ignorou durante anos e anos o que estava a acontecer nos bairros periféricos de França, quer com a radicalização dos muçulmanos, quer com a violência dos bandos de jovens de que são exemplos os acontecimentos deste ano em Juvisy (não, não foi notícia por cá) ou as reviravoltas oficiais para que não sejam conhecidos os números das viaturas incendiadas nas datas festivas naquele país.

Para que se perceba melhor, em Juvisy, nos arredores de Paris, um bando armado com paus e sabres tomou conta de um bairro numa noite de sábado para domingo, em Janeiro deste ano. O que então ali se viveu foi definido pelas autoridades como «guerrilha urbana». Já quanto ao número de viaturas incendiadas é preciso ter em conta que queimar carros se tornou numa espécie de actividade recreativa em França. Revelar os números das viaturas queimadas na noite da passagem de ano é um clássico do mês de Janeiro para o governo que em França estiver em funções. Este ano, para compor os números, o ministro do Interior francês até inventou uma nova categoria de carros queimados: os queimados por fogo colocado directamente. Deste modo ficavam de fora aqueles que tinham ardido simplesmente porque estavam ao lado dos que tinham sido incendiados. Esta nova categorização permitiu ao ministro deixar de fora 295 carros ardidos e dar graças porque apenas tinham sido incendiadas 650 viaturas e não 945!

Tal como os camponeses da Vendeia não viam libertação alguma nas perseguições à Igreja Católica ou na substituição da monarquia pelos comités revolucionários, também o povo neste início do século XXI não vê libertação alguma no multiculturalismo. Antes pelo contrário aquilo que o poder apresenta como sinal de tolerância pode em muitos casos traduzir-se num pesadelo para as suas vidas. Como o foi, por exemplo, para os habitantes de Calais, uma cidade portuária francesa de 70 mil habitantes que chegou a contar com 9 mil refugiados/emigrantes que ali permaneciam meses ou até anos na esperança de passar para Inglaterra. (Quando a poeira assentar avaliar-se-á o impacto que as imagens do caos de Calais tiveram na opção dos britânicos pelo Brexit.)

Mas seja no século XVIII seja no XXI, os libertadores do povo invariavelmente diabolizam qualquer tentativa de explicação sobre as consequências na vida do povo de todas aquelas leis perfeitas, aquelas decisões pioneiras, aqueles voluntarismos precursores. E finalmente acontece o que tem de acontecer: chegam os dias da «inexplicável Vendeia», essa revolta que os revolucionários nunca compreendem e sempre procuraram esquecer: como pode o povo revoltar-se contra uma revolução feita em seu nome?

Em 2016 e 2017 o povo não pega em armas como fez em França entre 1793 e 1796. Simplesmente vota. E a cada votação – Brexit, Trump, referendo na Colômbia… – as élites reagem com a estupefacção dos clubes de iluminados de Paris perante a revolta dos camponeses da Vendeia. No śeculo XVIII sabemos como tudo acabou: a revolução triunfou sobre a «inexplicável Vendeia» (mesmo que à custa de um massacre) para em seguida os revolucionários começarem a combater entre si.

A grande questão já não é quando acontecem as novas Vendeias mas sim durante quanto tempo as élites irão tolerar essas inexplicáveis Vendeias que lhe saem das urnas. Presumo que mais rapidamente se aniquilarão entre si do que serão capazes de parar para pensar sobre a origem dessas Vendeias que elas fabricaram com a sua arrogância. Por aqui e por ali vão chegando vozes que apelam à resistência contras as maiorias eleitorais…

Nada disto prenuncia algo de bom e tudo isto já se viu no passado. Para que tudo se assemelhe ainda mais a esse final do século XVIII nem sequer falta em França a destruição do que era o melhor dos candidatos, o conservador Fillon. (Há sempre um bom candidato conservador arredado nestas cavalgadas para o irreparável.)

Ao sair de cena o candidato que melhor podia evitar uma vitória de Le Pen, os eleitores franceses podem levar-nos a outra «inexplicável Vendeia». Mas que só é inexplicável para quem não quis ver nem ouvir.


PS. Os falsos recibos verdes. Os precários. Os falsos precários. Os verdadeiros precários. Os precários que não sendo precários afinal são precários…PS, PCP e BE acreditam que a cada novo funcionário público corresponde um novo voto. Só resta saber a qual dos três caberá o voto do premiado com a integração na função pública. Dada a óbvia terra de promissão eleitoral em que está transformada a função pública não hesito em lançar daqui o que me parece ser o futuro slogan das esquerdas: a cada português tem de corresponder um posto de trabalho com contrato efectivo na função pública.