quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Mais um descalabro militar (Frelimo – Renamo)
Fernando Gil, Macua de Moçambique
Em dois confrontos separados as forças governamentais que se desdobram numa ofensiva contra os guerrilheiros da Renamo sofreram na manhã de hoje (8 de Janeiro de 2014) grandes perdas humanas. O primeiro confronto registou-se na zona de Nhampoca, distrito de Nhamatanda, próximo do rio Pungue, onde uma companhia das Forças Armadas de Moçambique (FADM) foi emboscada sofrendo 19 baixas fatais, vários feridos e perda de armas devido a debandada provocada pela surpresa.
Já na zona de Nhamacuenguere, algures entre Dondo e Muanza, no troço em terra batida que vai a Inhaminga, outra companhia que se dirigia em direcção a uma suposta base de homens armados da Renamo existente naquela área, foi surpreendida com uma emboscada tendo sofrido grandes baixas, 22 mortos e vários feridos. Também houve perdas de armas. Em ambas as emboscadas as (FADM) foram surpreendidas com fogo intenso a curta distância, daí as baixas serem pesadas.
Ainda na senda do conflito armado, reina em Homoine um ambiente bastante tenso, agravado pelo facto de a Força de Intervenção Rápida (FIR) ter prendido hoje um grande lendário ex-comandante da Renamo, Bernardo da Silva Guambe, mais conhecido por «Nhangongorane». Ele foi preso hoje no seu estaleiro na vila de Homoine, acusado de ser espião. Teme-se um ataque da Renamo à esquadra local, pelo que as populações estão a fugir da vila.
http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2014/01/mais-um-descalabro-militar-nhampoca-e-nhamacuenguere.html
NOTA:
Hoje e daqui, apelo ao antigo colega do Liceu Salazar, Joaquim Chissano, para que, com a autoridade que te advém de um passado vivido dentro da Frelimo, de quem és Presidente Honorário, continue «apenas a ouvir» este teu tão profundo silêncio. Se queres deixar de ser apenas «mais um», fala homem de Deus!
Se assim não procederes, a já pouca consideração que tinha por ti, lamento dizê-lo, não será nenhuma. O que te não fará diferença, acredito.
Clique no crime que quer ler... (1-30)
(continua)
1. – "Corruptos são apanhados se forem estúpidos".
2. – (In) Competência do governo em directo e a cores.....
3. – 1,2 milhões/ano em cargos da era monárquica..
5. – 1,3 milhões de euros por ano em Guimarães.
6. – 10 mil milhões de euros, duvidosos
7. – 116 mil euros do estado, gastos em almoços e outros luxos privados...
8. – 12 MIL MILHÕES injectados na banca, o resto é pais...
9. – 130 MILHÕES em 2011 para sustentar a AR.
10. – 134 mil carro que ninguém assume.
11. – 160 MILHÕES DE EUROS EM SOFTWARE, mal geridos...
12. – 196 mil em disco party?! Na Madeira.
13. – 200 mil gastos com hospitais que não existem...
14. – 209 mil euros, só para aquecer... Viva a fartura
15. – 210 mil para sair de um cargo na CP e 2 meses depois readmite-se?...
16. – 266 mil euros para pagar incompetência do "amigo"...
17. – 3 milhões na Madeira para amigos, generosidade ..
18. – 3 milhões transferidos do estado para Valentim Loureiro...
20. – 300 mil euros por mês, de impostos, para cabeleira...
21. – 40 políticos directamente para cargos de grandes e...
22. – 400 mil euros indevidos, médico de João Jardim ...
23. – 400% mais reformados? RICOS
24. – 41 mil milhões muito mal explicados...
25. – 47milhões em indemnizações. BPN, saco sem fundo.
26. – 485 milhões em comunicações, 5 vezes mais que o pr...
27. – 5 milhões de Portugueses vivem do Estado.
28. – 5 milhões para um tribunal com um juiz.
29. – 500 milhões em fuga.
30. – 6 anos de trabalho dá pensão de 17.900 euros?
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Convite
Promovida pelo Clube Militar de Oficiais de Mafra vai ter lugar,
no dia 18 de Janeiro com início às 15:00 horas uma tertúlia sobre o tema
«Cristóvão Colon na História: incongruências e factualidade»
Representando a Associação Cristóvão Colon participam,
o Eng.º Carlos Calado (Presidente), o Ten.-Cor. Brandão Ferreira
(Vice-Presidente) e o Coronel Carlos Paiva Neves (Secretário).
A sessão é aberta ao público e decorre na sede do Clube Militar:
CMEFD (Edifício D. Maria),
Largo General Conde São Januário,
Mafra (ao lado do Palácio).
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
A desconstrução de Portugal:
Conclusão
João
J. Brandão Ferreira
«Atolados
há mais de um século no mais funesto dos
ilogismos políticos, esquecemo-nos de que a unidade nacional, a harmonia, a paz, a felicidade e a força de um povo não têm por base senão o rigoroso e exacto cumprimento colectivos dos deveres do cidadão perante a inviolabilidade dagrada da família, que é a célula da sociedade; perante o culto da religião, que é a alma ancestral da comunidade; e perante o culto da bandeira, que é o símbolo da honra e da integridade da Pátria. Quebrámos estouvadamente o fio da nossa História, principiando por substituir o interesse da Pátria pelo interesse
ilogismos políticos, esquecemo-nos de que a unidade nacional, a harmonia, a paz, a felicidade e a força de um povo não têm por base senão o rigoroso e exacto cumprimento colectivos dos deveres do cidadão perante a inviolabilidade dagrada da família, que é a célula da sociedade; perante o culto da religião, que é a alma ancestral da comunidade; e perante o culto da bandeira, que é o símbolo da honra e da integridade da Pátria. Quebrámos estouvadamente o fio da nossa História, principiando por substituir o interesse da Pátria pelo interesse
do
Partido, depois o interesse do Partido pelo interesse
do
grupo, e por fim o interesse do grupo pelo interesse individual
de cada um».
Ramalho Ortigão
Ramalho Ortigão
A
existência de Portugal tem sido uma espécie de «milagre permanente».
Se o
encararmos como um milagre, a sua continuação passa pela Fé e muita oração. É
importante tê-la (a Fé) e fortalece-la (orando).
Mas enquanto habitantes do planeta Terra, somos constituídos por uma parte racional e outra espiritual, a quem foi outorgado o livre arbítrio.
Tudo implica trabalho, luta, sofrimento, alegrias e decisões. As decisões são baseadas no conhecimento, discernimento e coragem.
As civilizações e os países não são eternos e não têm que ser eternos.
Uma Nação representa um estádio de evolução social e humana, conseguido por muito poucos. O povo português é um desses poucos.
Tal implica uma comunidade de interesses e de afectos, consolidados numa história comum. E só se mantém se continuar a haver objectivos de futuro, que se pretendam obter e partilhar em comum.
Como não vivemos em terra de Santos – vivemos, porventura, naquilo que a teologia cristã designa por «Inferno» – a Nação só se mantém se tiver «Poder». De preferência, Poder que queira prosseguir o Bem.
Esse Poder tem que ser efectivo e materializa-se em Poder político, diplomático, económico, financeiro, cultural/psicológico, e militar. E, neste âmbito, o «querer» é o maior Poder…
Portugal está hoje, ao cabo destas três fases de «destruturação» histórica, a que foi sujeito, no «perigeu» do seu Poder real, desde 1128, tanto em termos absolutos como relativos.
É verdadeiramente a nossa liberdade, a nossa vida, que está em causa.
E tem a sua vulnerabilidade maior, dentro de si mesmo.
Está representada naqueles que tendo feito parte dos órgãos de soberania se têm dedicado a destruir o Estado – que é a Nação politicamente organizada – e a subverter a própria Nação dos portugueses. Nem mais, nem menos.
E, da síntese que se pode fazer de tudo o que se disse sobre as causas da «destruturação» apontadas, podemos resumi-las numa: Tudo deriva de importarmos modelos e ideias estranhas aos nossos interesses, objectivos e tradições.
O que digo não tem nada a ver com «nacionalismo exacerbado», mas sim com a preservação do carácter nacional português, que veio a consubstanciar uma «maneira portuguesa de estar no mundo»;
Não defende isolacionismos, fobismos ou racismos vários, mas um discernimento em se aproveitar o que nos for útil em vez de importarmos, acriticamente, o que nos queiram impingir de fora; não se pretende ser contra ninguém, mas antes sabermos preservar-nos.
Como dizia o nosso preclaro Rei D. João, o quinto «não temos de fiarmos de outras potências mas sim de nós próprios».
Como corolário lógico, julgo poder terminar dizendo, que o nosso futuro passa por reinventar o Poder político e o sistema em que se apoia, de modo a estarmos representados neles, e a voltarmos aos valores e esteios que fizeram, uniram e sustentaram a Nação portuguesa e a levaram à grandeza histórica a que se guindou.
E a liberte das grilhetas que a estão a prender às galés da servidão.
Mas enquanto habitantes do planeta Terra, somos constituídos por uma parte racional e outra espiritual, a quem foi outorgado o livre arbítrio.
Tudo implica trabalho, luta, sofrimento, alegrias e decisões. As decisões são baseadas no conhecimento, discernimento e coragem.
As civilizações e os países não são eternos e não têm que ser eternos.
Uma Nação representa um estádio de evolução social e humana, conseguido por muito poucos. O povo português é um desses poucos.
Tal implica uma comunidade de interesses e de afectos, consolidados numa história comum. E só se mantém se continuar a haver objectivos de futuro, que se pretendam obter e partilhar em comum.
Como não vivemos em terra de Santos – vivemos, porventura, naquilo que a teologia cristã designa por «Inferno» – a Nação só se mantém se tiver «Poder». De preferência, Poder que queira prosseguir o Bem.
Esse Poder tem que ser efectivo e materializa-se em Poder político, diplomático, económico, financeiro, cultural/psicológico, e militar. E, neste âmbito, o «querer» é o maior Poder…
Portugal está hoje, ao cabo destas três fases de «destruturação» histórica, a que foi sujeito, no «perigeu» do seu Poder real, desde 1128, tanto em termos absolutos como relativos.
É verdadeiramente a nossa liberdade, a nossa vida, que está em causa.
E tem a sua vulnerabilidade maior, dentro de si mesmo.
Está representada naqueles que tendo feito parte dos órgãos de soberania se têm dedicado a destruir o Estado – que é a Nação politicamente organizada – e a subverter a própria Nação dos portugueses. Nem mais, nem menos.
E, da síntese que se pode fazer de tudo o que se disse sobre as causas da «destruturação» apontadas, podemos resumi-las numa: Tudo deriva de importarmos modelos e ideias estranhas aos nossos interesses, objectivos e tradições.
O que digo não tem nada a ver com «nacionalismo exacerbado», mas sim com a preservação do carácter nacional português, que veio a consubstanciar uma «maneira portuguesa de estar no mundo»;
Não defende isolacionismos, fobismos ou racismos vários, mas um discernimento em se aproveitar o que nos for útil em vez de importarmos, acriticamente, o que nos queiram impingir de fora; não se pretende ser contra ninguém, mas antes sabermos preservar-nos.
Como dizia o nosso preclaro Rei D. João, o quinto «não temos de fiarmos de outras potências mas sim de nós próprios».
Como corolário lógico, julgo poder terminar dizendo, que o nosso futuro passa por reinventar o Poder político e o sistema em que se apoia, de modo a estarmos representados neles, e a voltarmos aos valores e esteios que fizeram, uniram e sustentaram a Nação portuguesa e a levaram à grandeza histórica a que se guindou.
E a liberte das grilhetas que a estão a prender às galés da servidão.
domingo, 29 de dezembro de 2013
ILC (Iniciativa Legislativa de Cidadãos)
contra o Acordo Ortográfico
O Acordo Ortográfico
[Transcrição (ipsis verbis) de nota da autoria de Feliciano Barreiras Duarte, jornal «i» de 25.12.13, na sua coluna semanal «As Leis do Poder.»]
(…)
4 – A matéria constante da petição não é submetida a votação, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
5 – A comissão competente pode apresentar, juntamente com o relatório, um projecto de resolução, o qual é debatido e votado aquando da apreciação pelo Plenário.
(…)
[Extracto da Lei 43/90, «Exercício do Direito
de Petição».]
Notas
«O parlamento, adiou a votação
de petições relativas ao Acordo Ortográfico, no passado dia 20 de Dezembro.»
Não, não adiou a «votação de petições» porque… as petições não são
votadas.
«Fez bem. Porque, conforme se
vaticinou aquando da sua aprovação, na forma e conteúdo, cometeram-se erros.»
Conforme se vaticinou, não! Conforme se comprovou plenamente, isso sim.
E portanto essa «aprovação» foi, no mínimo, muito (mas mesmo muito) estranha,
já que ficou então mais do que provado que o AO90 é todo ele um erro. Colossal.
«E hoje a sua aplicação no
espaço lusófono é uma grande trapalhada.»
Não é a aplicação do AO90 que é uma «grande trapalhada», o AO90 é que é
uma «grande trapalhada». Acabe-se de uma vez por todas com a trapalhada
original e pronto, acabam-se as trapalhadas todas com uma «aplicação» que por
isso mesmo não existe.
«É um assunto que deve merecer
o melhor das nossas atenções nos próximos meses.»
Ou anos, se for preciso. E não apenas «o melhor das nossas atenções» como o melhor dos nossos esforços activos. Resistir e lutar, isso é que é
preciso, visto que atentos (muito, mas mesmo muito atentos) estamos nós.
«O curioso é ouvir altos
dignitários do Estado português a dizerem que não sabem afinal o que é o Acordo
Ortográfico…»
Pois sim, isso é mesmo «curioso», mas também não deixa de ser curioso o
facto de o deputado relator de uma petição contra o
AO90 pelos vistos desconhecer
que uma petição «não é submetida a votação». Ou então lá terá sido gralha, lapsus
linguæ, enfim, um qualquer problema de expressão.
Revisão?
Não, obrigado
1. É agora indiscutível que o Grupo
de Trabalho parlamentar sobre o AO90 produziu
finalmente alguns efeitos: foram já anunciados, para apreciação e votação
em plenário, três projectos de RAR (Resolução da Assembleia da República) tendo
em vista, consoantes os casos, a revogação da RCM
8/2011, a suspensão do AO90 ou a revisão desse «acordo».
2. O que a ILC AO preconiza é a revogação da entrada em vigor do «acordo
ortográfico», conforme o previsto nos três Artigos do Projecto
de Lei que propomos e que pode
ser subscrito por qualquer cidadão português com capacidade eleitoral:
Art.º 1.º: A entrada em vigor do Acordo
Ortográfico de 1990 fica suspensa por prazo indeterminado, para que sejam
elaborados estudos complementares que atestem a sua viabilidade económica, o
seu impacto social e a sua adequação ao contexto histórico, nacional e patrimonial
em que se insere.
Art.º 2.º: A ortografia constante de actos, normas, orientações ou documentos provenientes de entidades públicas, de bens culturais, bem como de manuais escolares e outros recursos didáctico-pedagógicos, com valor oficial ou legalmente sujeitos a reconhecimento, validação ou certificação, será a que vigorou até 31 de Dezembro de 2009 e que nunca foi revogada.
Art.º 2.º: A ortografia constante de actos, normas, orientações ou documentos provenientes de entidades públicas, de bens culturais, bem como de manuais escolares e outros recursos didáctico-pedagógicos, com valor oficial ou legalmente sujeitos a reconhecimento, validação ou certificação, será a que vigorou até 31 de Dezembro de 2009 e que nunca foi revogada.
Art.º 3.º: Este diploma revoga todas as
disposições da Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008, de 29 de Julho,
que com ele sejam incompatíveis.
3. Aquilo que os subscritores da ILC assinam é este articulado, este
Projecto de Lei, estas exactas finalidades da iniciativa, nestes exactos
termos. Em lado algum do articulado e da respectiva exposição de
motivos surge a mais ínfima
menção ou sequer sugestão de qualquer espécie de «revisão» do AO90.
4. Não deve, não pode, não irá jamais esta iniciativa cívica desviar-se
dos seus objectivos fundamentais, desvirtuando aquilo que desde o seu
lançamento propõe aos portugueses. Não trairemos a confiança depositada, com a
sua assinatura, pelos subscritores da ILC AO nas motivações e finalidades nela
expressas.
5. Por conseguinte, e em função das notícias mais recentes, vimos de novo dar público conhecimento
de que não aceitaremos qualquer «solução» que o não seja de facto, isto é, se
consistir, na prática, no protelamento sistemático, no adiamento da questão
para as «calendas gregas», em manobras
de diversão várias ou, em suma, em
promessas vãs, vazias, desprovidas de sentido e de substância, como é o
evidente caso da já muito anunciada «revisão» do AO90.
Não é possível, por definição, «rever» o absurdo para que este deixe de
o ser. O AO90 é uma aberração completa, um monstro que nenhuma «revisão» (necessariamente cosmética) poderá tornar «um bocadinho» menos monstruoso.
sábado, 28 de dezembro de 2013
A terceira desconstrução de Portugal:
O 25 de Abril de 1974
João J. Brandão Ferreira
defeitos podem ser as suas virtudes e as suas virtudes,
os seus defeitos, conforme a égide do momento».
os seus defeitos, conforme a égide do momento».
Prof.
Jorge Dias
«in Elementos
Essenciais da Cultura Portuguesa»
E o golpe deu-se, agora apoiado por forças internacionalistas, marxistas e comunistas e, também do capitalismo apátrida.
Desta
feita, corremos mesmo o sério risco de desaparecermos não direi, de vez, mas
ficarmos reduzidos assim como que, a uma lembrança do passado…
A consequência imediata foi a perda, por alienação traumática, num curto espaço de tempo, de cerca de 95% do território e 60% da população nacional, e o que restou na Europa, ficou à beira de uma guerra civil.
Esta última situação foi ultrapassada em 25/11/75, com a derrota parcial das forças de extrema-esquerda. Digo parcial, porque todas elas ficaram por aí activas e com um estatuto de respeitabilidade democrática…
As lojas maçónicas voltaram a «levantar colunas» (lembra-se que as sociedades secretas tinham sido proibidas, por lei de 1935), novamente com obediências diversas, mas sem o fulgor e a importância, que tiveram em todo o século XIX. Estão até, segundo consta, muito «abandalhadas» em termos de rituais, tradições e objectivos.
E, sobretudo, por terem sido ultrapassadas por outras «maçonarias» bem mais poderosas. Já lá iremos.
A solução encontrada pela maioria das «elites» que despontaram na sequência do golpe de estado fracassado, florido a cravos – fracassado pois não conseguiu realizar nada do que tinha estipulado no seu manifesto – foi o de meter o País na CEE, o mais rapidamente possível e de qualquer maneira.
Tal pode resumir-se numa frase: a CEE (com a qual já havia um acordo muito vantajoso para nós, desde 1973) foi encarada como um objectivo nacional permanente histórico – que ela não é e jamais será – em vez de se entender como um objectivo nacional importante e, por isso, conjuntural, que seria a maneira correcta de como a nossa adesão devia ter sido encarada.
Ora a diferença de postura e actuação, entre um postulado e o outro, é abissal.
Em resumo os sucessivos governos portugueses desde o 25/A colocaram o País em perigosas aventuras de carácter internacionalista, sem usarem de quaisquer cuidados e prudência, e que se destacam:
Navega-se à vista, sem personalidade própria e sem estratégia, no meio de todos eles. Até os malfadados partidos que, supostamente nos representam no parlamento, pertencem todos a uma «internacional» qualquer!
Vamos então ao mais perigoso de tudo o que se passa.
As verdadeiras forças que, aparentemente lideram os destinos do mundo ocidental (Japão e alguns outros países da Ásia, incluídos) e tentam influenciar tudo o resto, não foram eleitos por ninguém, e ninguém lhes conhece o rosto.
E ultrapassaram, há muito, as maçonarias de que falei – que passarei a designar por «clássicas».
Vou apenas aflorar o tema pois isto carece de um curso com muitos tempos lectivos, não compaginável com Bolonha…
A origem destas organizações tem origem no último quartel do século XVIII, tendo ganho forma e capacidades, cerca de um século depois. Vieram a concentrar a sede do seu poder, em Inglaterra, tendo a mesma sido transferida para a Costa Leste dos EUA, no decorrer da 1.ª metade do século XX.
São organizações que se desenvolveram a partir da acumulação de capital financeiro, têm uma forte componente judaico/sionista e visam, aparentemente também, um governo único mundial, no mínimo, um controlo único global.
Tudo isto fazendo fé na informação disponível, dado que estes assuntos não constam dos «curricula» escolares, raramente são tratados nos «média» – os grandes defensores da liberdade de expressão – não se afloram sequer, nos programas dos partidos e os cidadãos só falam deles «à boca pequena», como soi dizer-se.
Estas organizações, que apelidarei de «maçonarias financeiras de poder», estabeleceram uma teia gigantesca de organismos com as mais díspares funções e até, com nomes politicamente neutros, muitos deles com objectivos e modos de actuação oclusos, difusos e translúcidos…No slide seguinte darei uma pequena visão (incompleta) do que acabo de descrever.
Não pretendo tranquilizá-los com esta panorâmica, mas antes desassossegar-vos no sentido de tomarem consciência do imbróglio em que, muito provavelmente, estamos metidos.
A consequência imediata foi a perda, por alienação traumática, num curto espaço de tempo, de cerca de 95% do território e 60% da população nacional, e o que restou na Europa, ficou à beira de uma guerra civil.
Esta última situação foi ultrapassada em 25/11/75, com a derrota parcial das forças de extrema-esquerda. Digo parcial, porque todas elas ficaram por aí activas e com um estatuto de respeitabilidade democrática…
As lojas maçónicas voltaram a «levantar colunas» (lembra-se que as sociedades secretas tinham sido proibidas, por lei de 1935), novamente com obediências diversas, mas sem o fulgor e a importância, que tiveram em todo o século XIX. Estão até, segundo consta, muito «abandalhadas» em termos de rituais, tradições e objectivos.
E, sobretudo, por terem sido ultrapassadas por outras «maçonarias» bem mais poderosas. Já lá iremos.
A solução encontrada pela maioria das «elites» que despontaram na sequência do golpe de estado fracassado, florido a cravos – fracassado pois não conseguiu realizar nada do que tinha estipulado no seu manifesto – foi o de meter o País na CEE, o mais rapidamente possível e de qualquer maneira.
Tal pode resumir-se numa frase: a CEE (com a qual já havia um acordo muito vantajoso para nós, desde 1973) foi encarada como um objectivo nacional permanente histórico – que ela não é e jamais será – em vez de se entender como um objectivo nacional importante e, por isso, conjuntural, que seria a maneira correcta de como a nossa adesão devia ter sido encarada.
Ora a diferença de postura e actuação, entre um postulado e o outro, é abissal.
Em resumo os sucessivos governos portugueses desde o 25/A colocaram o País em perigosas aventuras de carácter internacionalista, sem usarem de quaisquer cuidados e prudência, e que se destacam:
- Os totalitarismos comunistas/marxistas/anarquistas;
- O iberismo;
- O federalismo europeu;
- A globalização materialista.
Navega-se à vista, sem personalidade própria e sem estratégia, no meio de todos eles. Até os malfadados partidos que, supostamente nos representam no parlamento, pertencem todos a uma «internacional» qualquer!
*****
Vamos então ao mais perigoso de tudo o que se passa.
As verdadeiras forças que, aparentemente lideram os destinos do mundo ocidental (Japão e alguns outros países da Ásia, incluídos) e tentam influenciar tudo o resto, não foram eleitos por ninguém, e ninguém lhes conhece o rosto.
E ultrapassaram, há muito, as maçonarias de que falei – que passarei a designar por «clássicas».
Vou apenas aflorar o tema pois isto carece de um curso com muitos tempos lectivos, não compaginável com Bolonha…
A origem destas organizações tem origem no último quartel do século XVIII, tendo ganho forma e capacidades, cerca de um século depois. Vieram a concentrar a sede do seu poder, em Inglaterra, tendo a mesma sido transferida para a Costa Leste dos EUA, no decorrer da 1.ª metade do século XX.
São organizações que se desenvolveram a partir da acumulação de capital financeiro, têm uma forte componente judaico/sionista e visam, aparentemente também, um governo único mundial, no mínimo, um controlo único global.
Tudo isto fazendo fé na informação disponível, dado que estes assuntos não constam dos «curricula» escolares, raramente são tratados nos «média» – os grandes defensores da liberdade de expressão – não se afloram sequer, nos programas dos partidos e os cidadãos só falam deles «à boca pequena», como soi dizer-se.
Estas organizações, que apelidarei de «maçonarias financeiras de poder», estabeleceram uma teia gigantesca de organismos com as mais díspares funções e até, com nomes politicamente neutros, muitos deles com objectivos e modos de actuação oclusos, difusos e translúcidos…No slide seguinte darei uma pequena visão (incompleta) do que acabo de descrever.
Não pretendo tranquilizá-los com esta panorâmica, mas antes desassossegar-vos no sentido de tomarem consciência do imbróglio em que, muito provavelmente, estamos metidos.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
A segunda desconstrução de Portugal:
O liberalismo
João J. Brandão Ferreira
Deve começar por dizer-se que não foi propriamente a doutrina liberal que desconstruiu o País, mas sim as ideologias e o desentendimento das forças que o enformaram e dominaram. E, também, porque o País não estava preparado para o aceitar.
É necessário elaborar um pouco sobre isto.
A organização que está na base da implantação do liberalismo (e, mais tarde, da República), é a maçonaria.
A maçonaria, conhecida como «especulativa» surge, oficialmente, com a criação da grande loja de Londres, em 1717. Rapidamente se expande por toda a Europa ocidental e, logo de seguida, para o «novo mundo», as américas.
Aparentemente, em Portugal, a 1.ª loja é estabelecida, em Lisboa, em 1734, mas apenas constituída por estrangeiros.
A acção e ideais da maçonaria entraram, rapidamente, em rota de colisão com a Igreja, tendo o Papa Clemente XII, através da encíclica «In Eminentis», de 1738, tornado incompatível o ser católico e mação, sob pena de excomunhão. Esta norma mantem-se em vigor.
Um dos grandes defensores da maçonaria, entre nós, foi Sebastião José de Carvalho e Melo, o todo-poderoso ministro de El-Rei D. José I, que terá sido iniciado, enquanto embaixador na Corte austríaca.
Não é, seguramente, por acaso que o marquês tem a estátua mais imponente, existente em todo o País, que encima a avenida chamada da «Liberdade», encarnando ele a figura do «déspota esclarecido»….
Por via da influência que a Igreja tinha, em Portugal, nessa época, a maçonaria não teve grande expressão, sendo duramente combatida durante a «Viradeira» movimento que se seguiu à coroação de D. Maria I.
São as invasões francesas que implantam, definitivamente, as ideias maçónicas em Portugal, não só porque elas estavam ligadas à revolução francesa e eram transportadas na ponta das baionetas dos exércitos napoleónicos, mas também, por via dos oficiais ingleses que por cá foram ficando.
Foi o general Gomes Freire de Andrade, que combatera ao serviço do imperador francês, como 2.º comandante da Legião Portuguesa e, mais tarde grão-mestre da maçonaria, que foi tido como o cabecilha de um golpe de estado, em 1817, destinado a expulsar a «regência inglesa» de Beresford e obrigar ao regresso da família real, que se retirara para o Rio de Janeiro, em 1807, a fim de não ser capturada por Junot.
Esta tentativa de golpe de estado marca a 1.ª intervenção dos militares na vida política nacional que se prolongou até à última, com o fim do Conselho da Revolução, em 1982.
Contudo, a revolução rebentou novamente no Porto, em 1820, e desta vez teve êxito.
Esta revolução marca a contemporaneidade portuguesa e foi com ela que a maçonaria, na prática, até 1926, tomou conta e marcou os destinos do nosso País.
Da Revolução de 1820, ou Vintista resultou:
— O regresso da Corte a Lisboa;
— A implantação do liberalismo durante 90 anos;
— A independência brasileira – também ela fundada na acção da maçonaria (onde pontuava o notável José Bonifácio de Andrade e Silva);
— A primeira constituição, em 1822;
— A divisão da família real, do exército e armada real e de toda a sociedade, entre adeptos do novo regime e do anterior.
Tudo isto veio a originar uma tremenda agitação política e social que fez o País passar mais de 100 anos em guerra civil, a «quente e a frio», que só estabilizou com a institucionalização do Estado Novo, em 1933.
De facto após a pior guerra civil que em Portugal já houve, e que terminou com a Convenção de Évora-Monte, de 1834, o País estava literalmente destruído e dilacerado.
Sem embargo a agitação continuou: o País partiu-se em «partidos» e a maçonaria dividiu-se em grupos e duas orientações distintas: a francesa e a inglesa.
Estes «Orientes» eram consubstanciados por pessoas de carne e osso, que foram deixando «descendentes».
A maçonaria «francesa» teve um dos seus pilares em Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real, 1.º Conde de Subserra e, depois, no Marechal Duque de Saldanha, João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun; na parte «inglesa brilhava D. Pedro de Sousa Holstein, 1.º Duque de Palmela.
Antecederam-lhes pela parte francesa, o 1.º Conde da Barca, António de Araújo e Azevedo e D. Rodrigo de Sousa Coutinho, 1.º Conde de Linhares, pela inglesa.
Os sucessivos desentendimentos vieram a resultar em mais duas guerras civis, a Maria da Fonte, em 1846 e a Patuleia, no ano seguinte.
O País estava a saque!
Nem a relativa estabilidade política e social, e alguma recuperação económica fizeram serenar os ânimos.
Seguiu-se a questão do regime, e não se descansou enquanto não se deitou a monarquia abaixo. Tal ocorreu a 5 de Outubro de 1910.
Com a República o desnorte e os ódios político-sociais atingiram o cúmulo do estupor. Em tudo isto esteve subjacente a agitação vivida nas lojas maçónicas, entretanto ampliadas pela acção bombista da Carbonária.
A situação só começou a serenar depois de 1926, não pelo golpe de estado ocorrido a 28 de Maio – o qual pelo caminho que trilhava iria reverter tudo à antiga, mas porque «por inclinação das rodas celestes», como diria Zurara – foi trazido para a ribalta um homem que conseguiu pôr ordem nas finanças e no caos, e senso nas mentes.
Chamava-se António de Oliveira Salazar.
No cômputo geral desse terrível século, Portugal viu-se despojado da sua parcela territorial e económica mais importante, o Brasil; perdeu a coesão política e social; arranjou uma questão religiosa gravíssima; falhou a revolução industrial e chegou ao 1.º quartel do século XX em banca rota financeira, em desespero moral, com bombas nas ruas e completamente colonizado em termos culturais pela França, e economicamente, pela Inglaterra.
Portugal era um país desqualificado tanto interna como internacionalmente.
Estas as consequências da 2.ª desconstrução história levada a cabo por elites desnacionalizadas num povo crente e impreparado.
*****
A institucionalização do Estado Novo constituiu um interlúdio de quase 50 anos, em que se conseguiu descolonizar a Nação dos ingleses e franceses; se combateu vitoriosamente a criminosa ideologia comunista e se manteve fascismos vários e o capital apátrida em respeito e contido, nas fronteiras.
O País foi sendo governado sem pressas, em termos de sustentabilidade e mais-valias futuras. Devolveu-se ao povo o orgulho de ser português e voltou-se a ter arrimo de carácter de antanho e a recuperar matrizes e esteios fundamentais da Nação.
Pode-se até considerar que o corporativismo e a representação das chamadas «corporações», na Câmara Corporativa, constituíu uma espécie de regresso à representatividade das populações e ofícios, nas antigas Cortes Gerais.
Mas tudo se esfumou no depois de 25 de Abril de 1974, quando a Nação minada por uma guerra subversiva, que se estendeu à Metrópole e ao Terreiro do Paço, deixou de querer lutar na defesa do seu património e das suas gentes espalhadas por quatro continentes e outros tantos oceanos.
domingo, 22 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
A primeira desconstrução de Portugal:
D. João III
João J. Brandão Ferreira
Consideramos que a 1.ª «desconstrução» desta matriz histórica de Portugal se deu no reinado de D. João III. Vamos apenas apontar uns tópicos e deixar umas pistas, já que cada «item» daria uma tese de doutoramento.
De facto o «Piedoso» continuou a concentração do poder Régio e mudou
radicalmente a matriz religiosa nacional.
Até
que ponto a mágoa com seu pai, por este lhe ter «roubado» a noiva (sua 3.ª
esposa) e ter vindo a casar, em 1525, com a irmã de Carlos V, Catarina, de
fortes convicções católicas, influenciou este desfecho, é objecto de
controvérsia.
O seu
reinado, onde Portugal atingiu a sua máxima expansão, foi marcado pelo
estabelecimento da Inquisição, pelo ambiente da Contra-Reforma e pela reforma
das ordens militares, sendo este último facto, ignorado pela quase totalidade
da historiografia nacional.
A Inquisição e o Tribunal do Santo Ofício foram introduzidos em Portugal, em
1536, por iniciativa do Rei (não da Igreja) e após ter vencido a oposição do
próprio Papa – que estava preocupado com os excessos havidos em Espanha, com
Torquemada. (Bula «Cum ad nihil magis», de 23 de
Maio de 1536).
A Inquisição,
que só foi extinta em 1821, esteve baseada em quatro cidades: Lisboa, Coimbra,
Évora e Goa, sendo dominada pelos «dominicanos» (não os franciscanos…), de
carácter mais fundamentalista.
A Inquisição
tinha sido criada no fim do século XII, com o objectivo de combater as heresias
dos Cátaros e ainda subsiste hoje com o nome de «Congregação para a Doutrina da
Fé».
Em
Portugal a sua face mais visível, destinou-se a combater o judaísmo. Arrastou,
porém, na sua voragem o Culto do Espírito Santo que, como já se disse não
obedecia a todos os cânones do catolicismo romano (lembra-se ainda, que os cristãos
Coptas, do Prestes João das Índias e os do Rito S. Tomé, ou Nestorianos, que
fomos procurar no Indostão, também não eram…).
É
certo que a Inquisição manteve a unidade espiritual da Nação e evitou que o
flagelo das guerras religiosas ocorridas por toda a Europa nos atingisse mas, a
prazo (sobretudo no Século XVII), matou toda a florescente investigação
científica e a explosão cultural do humanismo português, dos séculos XV e XVI,
ao passo que eliminou ou expulsou do País numerosos cristãos-novos, que
constituíam a classe empresarial e financeira mais dinâmica do País. E
instituiu o flagelo moral do medo e da delação.
Por
seu lado a Contra-Reforma, destinada a combater a revolta de Lutero, Calvino e
outros – motivadas mais por questões de corrupção de costumes no Vaticano, do
que por razões teológicas, dividiu a cristandade irremediavelmente, até hoje –
foi conduzida, sobretudo, por teólogos portugueses e espanhóis.
Em
Espanha surgiu a Companhia de Jesus, destinada a ser o «ariete» da Igreja neste
combate.
A sua
primeira «província» foi, justamente, Portugal, onde se estabeleceram, em 1540.
A sua sede situava-se no Convento do Coleginho, na Mouraria, onde hoje se
encontra novamente, após as duas expulsões de que foram alvo (em 1759 e 1910).
Os jesuítas
tornaram-se a principal ordem religiosa no País e passaram a ser preponderantes
na evangelização ultramarina.
Para
tal actuaram fundamentalmente em dois âmbitos: no ensino, ao criarem colégios
de que se destaca o de Santo Antão, em Lisboa – hoje Hospital de S. José – e
uma nova universidade em Évora; e campo da influência espiritual (e nas «informações»)
ao tornarem-se os confessores da casa Real e das mais importantes casas Nobres.
D.
João III também reformou a Universidade de Coimbra, em 1537, em função das
ideias vigentes na época.
A
reforma das ordens militares – as mais importantes das quais eram por ordem
crescente, as de Avis, Santiago e Cristo – começou em 1529 e não se sabe
exactamente o que levou o Rei a fazê-la. Não se andará, todavia, longe da
verdade se a relacionarmos com a centralização do poder Real e a conformidade
com a ortodoxia católica.
Deve
recordar-se que as principais elites nacionais saíam destas Ordens.
Da
reforma foi encarregue um frade jeromita conhecido por Frei António de Lisboa,
o qual enclausurou as Ordens, tornando-as monacais. Para se assegurar que tal
se tornaria efectivo (nenhum dos membros queria acatar a reforma), passou a
viver no Convento de Cristo, em Tomar…
A
decadência do País acentuou-se e quando D. Sebastião intentou reverter a
situação, já não encontrou meios para o conseguir. O seu desaparecimento
prematuro, em Alcácer-Quibir, deitou tudo a perder.
Daqui
resultaram 60 longos anos de cativeiro ibérico, de onde saímos algo «purificados»
pela dor e sofrimento.
O
País, porém, nunca mais foi o mesmo e as «capelas imperfeitas» do Mosteiro da
Batalha – cuja construção foi suspensa por D. João III, por razões ditas,
financeiras – aí estão, como as deixaram, a atestar o que digo.
Ficou-nos
ainda, o sebastianismo e a saudade do V Império. Que não é mais do que a «saudade
do futuro» que nos foi tirado…
*****
«Eu
não sirvo a El-Rei D. António por interesse…
Mas
sirvo-o com a pureza da minha obrigação de
que
resulta não me moverem mercês prometidas,
que
foy o laço em que cahio Portugal; porque fora
do que
devo, nenhuma couza me poderá mover
a
troco de vender a honra e lealdade que não
tem
preço nem que eu tanto estimo; lição que a
muitos
fidalgos esqueceu».
Cyprião
de Figueiredo de Vasconcelos
Governador
da Ilha Terceira
In «Carta
a El-Rei Filipe I»
Até ao
momento da segunda desconstrução histórica, não podemos deixar de assinalar um
facto, que consideramos um erro maior, e foi a base que a justificou: o fim das
Cortes Gerais e subsequente concentração e afunilamento do Poder na figura do
soberano e, ou, de um dos seus ministros, até o tornar «absoluto». O absolutismo: outra ideia importada.
Foi no
reinado de D. Pedro II, o 3.º Rei da nova Dinastia de Bragança, que se reuniram
as Cortes do Reino – que tão importantes tinham sido na aclamação de D. João IV
– pela última vez. Estávamos em 1698.
Consideramos
este facto como erro trágico, pois abriu brechas na coesão da sociedade, na
ligação da coroa com os seus súbditos, sobretudo o Povo que deixava de ter
representantes que pudessem fazer chegar os seus anseios e preocupações e a ter
uma palavra a dizer no seu futuro.
Não
deixa de ser curioso notar, como este erro foi percepcionado por D. Miguel I,
quando intentou reunir Cortes «à moda antiga», a fim de se legitimar como Rei,
em 1828.
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