segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eleições para o Parlamento Europeu

A esmagadora abstenção
faz estremecer os chulos do sistema


Heduíno Gomes

A esmagadora abstenção de 2/3 nas eleições para o Parlamento Europeu demonstra que a grande maioria dos Portugueses não se reconhece no sistema nem nas suas batotas – quer no sistema da União Europeia, quer no sistema da III República –, à sombra do qual uma minoria da alta finança, da burocracia de Bruxelas e dos seus criados de cá engorda.

Democracia? Sim, democracia. Democracia formal, como é o sistema assim designado. Que tudo permite. Por isso mesmo é que a democracia não é própria e necessariamente sinónimo de respeito pelo povo, de servir o bem comum, de servir a Nação, de educar segundo os valores da Civilização.


Poderá ser sinónimo ou não.

Mas não o é, certamente, quando a democracia é praticada pelos mediocres, pelos liberais decadentes e pela ladroagem. E, ao fim de 40 anos da dita, os Portugueses finalmente perceberam. Por isso se escusam a legitimar com o seu voto esta gente e o seu sistema.

Perante o alheamento popular em relação ao sistema, o que dizem os democratas (como se vê, a palavra não leva aspas porque a democracia pode ser isto mesmo, desde que legitimada pela formalidade do voto)?


Os entusiastas democratas deste sistema, isto é, os chulos do sistema, em pânico, lamentam a abstenção, «autocriticam-se» e procuram explicações e soluções – à sua medida. Mas alguns vão mais longe e tocam a criticar os próprios eleitores por, ao não votar, terem falta de civismo, calcule-se! E, muito democraticamente, como é o caso da consciência crítica do regime Miguel Sousa Tavares, sugerem tornar obrigatório o voto. Isto é, os democratas, tal como o menino Carlinhos que «ajudou» a velhinha a atravessar a rua, querem democraticamente obrigar as pessoas a serem democratas... Isto é, querem obrigar as pessoas a formalmente legitimar o seu sistema corrupto!


Portanto, caros Portugueses, preparem-se para as medidas correctivas dos democratas da III República.





domingo, 1 de junho de 2014

Passos Coelho e a Tecnoforma


Fernando Madeira, o ex-sócio maioritário da Tecnoforma, conta em entrevista à Sábado: «trabalhávamos sobretudo em Angola e começámos a sentir que havia problemas em avançar com alguns projectos na área da formação profissional.» Melhor do que falecer: recorre aos serviços do Pedro e cria uma ONG.

Estávamos no ano de 1996. Num restaurante no Porto Brandão, foi explicado ao Pedro o que se pretendia com esta organização não governamental (ONG) que viria a designar-se como Centro Português para a Cooperação (CPPC): «O objectivo era explorar as facilidades de financiamentos da União Europeia para projectos em Angola ou nos PALOPs [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa].» O Pedro não se intimidou com a circunstância de uma organização de solidariedade e sem fins lucrativos poder não passar de uma forma expedita de conseguir negócios para a Tecnoforma: «Só posso dizer que ele foi receptivo ao que ouviu e disse logo que tínhamos de arranjar estas e aquelas pessoas e arranjou. Arranjou pessoas que eu não conhecia.»

Quem eram as pessoas que fariam parte desta ONG (testa-de-ferro da Tecnoforma)? «Pessoas com influência.» Luís Marques Mendes, então líder parlamentar do PSD (no consulado de Marcelo), Ângelo Correia e Vasco Rato (nomeado recentemente pelo Governo para presidir à Fundação Luso-Americana), mas também Eva Cabral, na altura jornalista da famosa secção laranja do Diário de Notícias e hoje assessora do alegado primeiro-ministro.

Com um agradecimento à revista Sábado, eis algumas passagens da entrevista (que merece ser lida na íntegra):

– No seu entender, Pedro Passos Coelho queria no CPPC gente com influência para quê?

– Que pudessem de facto, sei lá, movimentar, abrir ou facilitar a vinda de projectos para a ONG no âmbito da formação profissional e dos recursos humanos e que depois esses projectos pudessem ter a participação da Tecnoforma.

– Volto a perguntar, Passos Coelho sabia que esta ONG era criada com esse intuito?

– Tanto é assim, que eu cheguei a ir com ele a Bruxelas para um encontro com o comissário europeu João de Deus Pinheiro [militante do PSD, ex-ministro da Educação e dos Negócios Estrangeiros em três governos de Cavaco Silva e Comissário Europeu entre 1993/2000].

– E foram lá fazer o quê exactamente?

– Fomos lá apresentar o CPPC, o que nos propúnhamos fazer e saber da sensibilidade dele, nomeadamente que possibilidades de financiamentos havia para os PALOPs. E o João de Deus Pinheiro até nos deu logo uma ideia, dizendo que a Comissão Europeia estava a pensar num projecto para Cabo Verde, que era a criação de um instituto para formação de funcionários públicos. E que este instituto deveria servir também para formar pessoas para os outros PALOPs porque os quadros deles da administração pública eram muito deficitários. Disse-nos ainda que seria bom que criássemos um instituto em Cabo Verde e que a Comissão Europeia estava disposta a apoiar financeiramente uma coisa dessas.

– Esse encontro com João de Deus Pinheiro foi combinado por Passos Coelho, que era então vice-presidente do grupo parlamentar do PSD?

– Claro, eu não conhecia o Deus Pinheiro.

– Em Bruxelas, reuniram onde?

– Fomos ao gabinete dele, na sede da Comissão Europeia. O Pedro é que o conhecia, o Pedro é que abria as portas todas.

– E esse projecto chegou a avançar?

– Ainda fomos a Cabo Verde, mas não avançou. Reunimos na cidade da Praia com uns directores do Ministério da Educação, mas acho que eles estavam era interessados em criar pólos universitários e não institutos intermédios de formação profissional. As coisas não funcionaram.

– Foi a Cabo Verde também com Passos Coelho?

– Sim e com um cantor, o Paulo de Carvalho.

– Porque é que ele foi com vocês?

– Isso aí é outra história de que não quero falar. Ele apareceu no aeroporto de Lisboa. Acho que ele foi também para desbloquear, para tentar, mas dá-me a impressão que havia uma segunda agenda entre eles. Em Cabo Verde, depois das reuniões, eles foram depois para outro lado.

– Já conhecia o Paulo de Carvalho?

– Não, não, só da televisão.

– Marques Mendes esteve na escritura do CPPC?

– Sim, esteve lá. A única coisa que lhe digo é isto: paguei muitos almoços e jantares. Eu estava com o Pedro talvez de 15 em 15 dias ou uma vez por mês. Ele também aparecia na sede da Tecnoforma, mas era mais em restaurantes. Ou então íamos beber um copo. Ele vivia ainda em Campo de Ourique com a Fati [Fátima Padinha, do grupo as Doce e primeira mulher de Passos Coelho].

– Também se encontrava com ele na Assembleia da República?

– [Pausa] Encontrei-me com o Pedro várias vezes no parlamento, acho que era no grupo parlamentar do PSD.

(…)

– Mas pode dizer-me quem financiava o CPPC?

– Vinha tudo da Tecnoforma.

– O CPPC tinha um orçamento anual formal?

– A Tecnoforma pagava as despesas que aparecessem. As instalações do CPPC eram também na Tecnoforma, pois ficavam na sede da empresa, no Pragal [Almada].

– Ainda não me disse o que é que o CPPC concretizou durante os vários anos em que Passos Coelho lá esteve como presidente?

– Até 2001, só me lembro de um projecto de formação profissional no bairro degradado da Pedreira dos Húngaros, em Oeiras. O projecto nasceu de uma ideia do governo de Cabo Verde [muitos habitantes do bairro eram cabo-verdianos] e a partir de uma reunião qualquer que houve entre o Pedro e já não sei quem.

– Foi um projecto arranjado por Passos Coelho?

– Recordo-me que houve uma reunião entre nós para definir o que era preciso fazer, mas o projecto precisava também da aprovação do Isaltino Morais, que era o presidente da Câmara de Oeiras. O Pedro desbloqueou isso, fez o papel que se esperava dele. E tivemos uma reunião com o Isaltino Morais, que aprovou o projecto e isso foi essencial para a candidatura a um programa financiado pela União Europeia.

(…)

– Depois de vender a Tecnoforma em 2001, e de Passos Coelho ter sido contratado para consultor e depois para presidente da empresa, a facturação da Tecnoforma aumentou bastante em Portugal. Um dos projectos responsáveis por isso foram as acções de formação financiadas pela União Europeia, como o programa Foral, um caso que está a ser investigado hoje pelo Ministério Público (MP).

– Disso já não sei nada.

Tratou-se aparentemente de uma entrevista muito viva. Fernando Madeira, o ex-sócio maioritário da Tecnoforma, só embatucou quando a Sábado o questionou acerca das remunerações de Pedro Passos Coelho: «Eh pá, isso já não me recordo. É um bocado arriscado estar-lhe a dizer e era grave.» O alegado primeiro-ministro era então deputado em regime de exclusividade.





sábado, 31 de maio de 2014

Dia do irmão







A Comissão Europeia veta
a iniciativa popular pró-vida
Um de Nós (One of Us)


Orlando de Carvalho, Dies Domini

Os defensores da iniciativa pró-vida intitulada Um de Nós expressaram a sua decepção pelo veto da Comissão Europeia da proposta legislativa que teria proibido o financiamento da UE para a pesquisa com células estaminais, no dia 29 de Maio de 2014.

Tratou-se de um veto injustificado que vai contra os princípios democráticos do Princípio da Iniciativa dos Cidadãos Europeus. Este Princípio permite que cidadãos de países membros da UE possam submeter à Comissão Europeia para avaliação propostas de lei, desde que os respectivos projectos recolham mais de um milhão de assinaturas.

Um de Nós reuniu um total  1 901 947 assinaturas, das quais foram consideradas válidas 1 742 156, o maior número de assinaturas conseguidas até hoje para este fim, sendo  73 611 obtidas em Portugal.

Não obstante o expressivo número de assinaturas, a comissão, presidida pelo português Durão Barroso, no seu último dia em exercício, vetou a iniciativa (à semelhança daquilo a que nos vêm habituando os governos em Portugal a aprovar leis no último dia antes de serem substituídos), alegando que as pesquisas envolvendo células estaminais estão bem reguladas e é usado como último recurso.

Acrescentou que esta pesquisa pode oferecer tratamentos que salvam vidas.

A União Europeia divulgou que entre 2007 e 2013 financiou 27 projectos de pesquisa envolvendo células estaminais, no valor de 156,7 milhões de euros.

O grupo Um de Nós vai recorrer da decisão da Comissão para o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, no Luxemburgo, «que reconhece o respeito pela vida humana desde a concepção».

A iniciativa Um de Nós é promovida por um comité de cidadãos de vários países da União Europeia, incluindo Portugal.

Um de Nós teve o apoio expresso, de viva voz, do Papa Francisco em 12 de Maio e do Papa Bento XVI em 3 de Fevereiro, ambos em 2013, e tem tido o apoio activo de diversos bispos e organismos católicos e não católicos.





A Comissão Europeia dos maçons, abortistas,
feministas, homossexualistas e etc.



Em desrespeito pelos Europeus, a Comissão Europeia de Barroso acaba de vetar a iniciativa «Um de Nós». E assim agrada aos grupos dos maçons, abortistas, feministas, homossexualistas e etc.

Esta Europa é para combater e para acabar!






sexta-feira, 30 de maio de 2014

BPN já começou a cobrar no Multibanco

Apelamos ao boicote



BPN já começou a cobrar comissões no Multibanco!

Este começa e os outros irão fazer o mesmo.

Boicotem!

Eles cobram uma comissão por cada levantamento.

Atenção, num levantamento de 100, a cobrança pode ir até aos 5,83.

É dinheiro!

Ver notícias em:

Correio da Manhã

Público

RTP


Distribuam esta informação pelos vossos contactos
enviando este link:

http://www.forumrprp.blogspot.pt/2014/05/bpn-ja-comecou-cobrar-no-multibanco.html





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mudar o Seguro ou mudar as moscas






Petição



Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «Contra o encerramento do Museu do Brinquedo de Sintra» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT73515

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação através de um email para os vossos contactos.

Obrigado.


                                                                                         Ana Cardoso


Esta mensagem foi-lhe enviada por Ana Cardoso (jessica1958@gmail.com), através do

serviço http://peticaopublica.com em relação à

Petição http://peticaopublica.com/?pi=PT73515





segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os heróis do cavaquismo

O elevador secreto de Valentim Loureiro



Valentim Loureiro, conhecido por «Capitão Batata», como é público, foi uma vergonha de militar, acabando por ser com desonra expulso do Exército. Mas foi readmitido e promovido a major pelo de má memória Conselho da Revolução, que só fez coisas destas a Portugal. Depois o «Capitão Batata» meteu-se na política e no futebol para aí também fazer das suas.

Apesar da vergonha que é a sua biografia,
o «Capitão Batata» foi condecorado por Cavaco em 1990.

Eis aqui uma parte das aventuras do «Capitão Batata» como presidente da Câmara de Gondomar, descritas na imprensa.

L. L.



Passados cem dias de mandato, os novos autarcas começam a deitar as mãos à cabeça com as heranças que receberam. O novo presidente da Câmara de Gondomar, por exemplo, descobriu um elevador secreto, deixado por Valentim Loureiro.

Quando Marco Martins tomou posse, o difícil foi não esbarrar em situações insólitas. Primeiro, o gabinete de Valentim Loureiro estava transformado num bunker, onde poucos alguma vez haviam entrado.

Em quase duas décadas, o anterior presidente só por duas vezes se terá deslocado ao bar do edifício camarário e «para reclamar com os funcionários», conta-se.

Valentim tinha um elevador secreto e exclusivo cujo código de acesso era a sua data de nascimento que ligava directamente a um parque de estacionamento para os automóveis do presidente e da filha, ex-vereadora. Para trás, Valentim deixara também o fax com a respectiva lista de contactos, que iam de dirigentes do mundo da bola a pessoas com quem tinha negócios.

Mas o filme apenas começara. Ao longo das semanas que já leva de mandato, Marco Martins descobriu viaturas velhas da autarquia por abater, «nas quais já haviam nascido pinheiros», uma frota automóvel com uma idade média de 22 anos e gastos de milhares de euros em aplicações informáticas que nunca foram instaladas ou usadas.

Soube, também, que umas moradias em banda, vandalizadas e destruídas, afinal pertenciam à Câmara, e que o erário público também continuava a pagar o arrendamento de um mercado provisório, num terreno onde, desde 2011, já não existia nada.

Um heliporto, orçado em 92 mil euros, foi também construído junto do IC29 e de um hospital, mesmo depois do pedido de licenciamento ter sido chumbado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil.

«Processos judiciais em que a autarquia é ré, são cerca de 400, mas ainda não estão quantificados os valores», refere o autarca, que herdou uma dívida de 145 milhões de euros, contas ainda por baixo, «pois espero mais surpresas».

Não fosse Marco Martins bombeiro voluntário e dir-se-ia que Gondomar tem demasiados fogos para apagar. «O que me salva é ter subido degrau a degrau, na vida autárquica e ganho experiência a partir de uma freguesia. Caso contrário, estava tramado.»

E agora pergunta-se: este senhor não vai preso?







domingo, 25 de maio de 2014

sábado, 24 de maio de 2014

Vamos todos eleger
os nossos queridos deputados europeus!



12 000,00 € AO MÊS


12 000,00 € AO MÊS


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sexta-feira, 23 de maio de 2014

A ocupação nazi permanece
nas cabeças de muitos belgas


Depois de aprovar eutanásia infantil,
médicos belgas solicitam direito
à «eutanásia» «involuntária»:
a barbárie num país dominado
pela mentalidade maçónica
de obediência francesa e aparentadas.


Após a permissão da prática da eutanásia nas crianças sem limite de idade, a Bélgica apresenta um outro passo inquietante: a «eutanásia involuntária». 

Os médicos reunidos na Associação belga de cuidados médicos intensivos divulgaram um documento oficial em que foi reconhecido por cada médico o direito de executar a eutanásia sem medo das consequências judiciais também aos pacientes que não sofrem, que não são anciãos e que não pediram, nem mesmo aos seus parentes, quando se trata de sujeitos que resultam não ter muito tempo de vida.

«Abreviar o processo de morte administrando sedativos além do quanto é necessário para o alívio do paciente», lê-se na nota da associação médica, «pode ser não apenas aceitável, mas em muitos casos desejável».

Neste ponto se deve dar razão a quem tinha advertido que a ladeira escorregadia dos pequenos passos teria levado do «direito à morte» ao dever de morrer. «As linhas guias holandesas de 1984, que impunham seis condições para poder proceder com o suicídio assistido (vontade do paciente expressa em modo claro e repetido, paciente informado e voluntário, sofrimento intolerável sem esperança de alívio, ao menos dois médicos, e comunicação às autoridades sobre uma morte que ocorre), foram deixadas todas de lado» (Italia oggi, 19 de Abril).

«Da primeira limitada e cautelosa legalização, na Holanda, se passou à permissão da eutanásia dos recém-nascidos com deficiência, a eutanásia de crianças, e depois à chocante notícia da Bélgica: o kit 'faça você' adquirido em farmácia desde 2005, o furgão para o suicídio assistido em domicílio, a recomendação dos médicos de fixar a eutanásia aos tratamentos, a eutanásia para crianças terminais de todas as idades, a clínica de eutanásia para as depressões», e agora a eutanásia involuntária.

Uma pesquisa publicada recentemente no Journal of Medical Ethics sobre a decisão de colocar fim à própria vida conduzida pelos médicos belgas em 2007, descobriu que em quase 80% dos casos não existia nenhum pedido explícito da parte do paciente (Novae Terrae, 3 de Fevereiro).

Entre os signatários da declaração dos médicos belgas, intitulada Piece of mind: end of life in the intensive care unit statement, está Jean-Lous Vincent, chefe do departamento de terapia intensiva no hospital Erasme, e ex-presidente da Sociedade Belga de Terapia Intensiva, que tinha defendido um outro passo legislativo para «condenar a obstinação terapêutica» e «autorizar a prática da eutanásia não solicitada» (Tempi, 17 de Abril).

O cardeal Godfried Danneels, primaz da Bélgica, em 2008, em alegre convívio
com o Grão-Mestre do Grande Oriente Belga, 
Henri Bartholomeeusen.





Ainda o 25A

Comemorações


Jaime Nogueira Pinto, Jornal Sol, 15 de Maio de 2014

 Uma das consequências desta espécie de epidemia mental que se abateu sobre Portugal e a Europa sob a forma do pensamento único universal e correcto foi a exclusão da ideia da política como poder, como debate, como decisão e escolha do bom governo para a comunidade.

Na esquerda, a fórmula do pensamento único é a proclamação do fim da política pela sua redução aos direitos económicos universais e absolutos para todos.

A questão de como continuar a prometer esse «país da Cocanha» de abundância e tolerância totais numa economia-mundo que a própria esquerda idealizou não se põe. A retórica é que tal só não acontece por imposição de uns tenebrosos oligarcas financeiros, apoiados pelos seus cúmplices no poder – os políticos e as políticas «de direita» – que sonham escravizar os pobres e reduzir à pobreza a classe média.

À direita, ou entre essa «direita» festiva que por aí pontifica, oriunda da esquerda arrependida e veneradora do dinheiro, a política também não se ocupa do poder, do Estado, da nação, da comunidade. A política é não haver política, é reduzir à economia e à gestão todos os problemas políticos. É deixar os mercados funcionar e ver que tudo se arranja através das operativas mãos invisíveis.

Estas tendências mais uma vez se confirmaram nas comemorações do golpe de Estado do MFA: a esquerda veio para a rua lamentar-se de que as «conquistas» de Abril tenham atirado, quarenta anos depois, o país para o desemprego e para o salário mínimo mais baixo da Europa Ocidental – e inferior, com a correcção monetária, ao dos tempos da «ditadura»; e os devotos da «Comunidade internacional», de que o salazarismo nos separava, gritaram palavras de ordem patrióticas, com os comunistas e os bloquistas a exaltarem a soberania e a independência nacional.

A tal direita da mão invisível, a direita libertária, que andava oprimida há quarenta anos, veio também, não sei se hipócrita se estupidamente, celebrar Abril, misturando com outras libertações a «restauração democrática» (como se os democratas da Primeira República alguma vez respeitassem a liberdade dos seus adversários políticos monárquicos, católicos ou nacionalistas).

Há quarenta anos, o golpe militar pretoriano e o ensaio da revolução socialista que se lhe seguiu tiveram duas consequências: uma foi, no final de um complexo PREC, a criação de uma democracia liberal com objectivos constitucionais socializantes, a democracia em que vamos vivendo; a outra, muito mais importante politicamente, foi a redução do poder nacional, com a perda do Império e com os custos económicos que vieram da socialização violenta do 11 de Março e do «espírito socialista» da Constituição.

Com estas perdas, perdemos – perdeu o país – a capacidade económica para pagar um Estado Social e garantir a independência financeira perante o exterior.

É esta a segunda parte da história que os comemoracionistas não querem reconhecer – por burrice ou conveniência.





quinta-feira, 22 de maio de 2014

Uma psiquiatra sexual numa televisão tablóide


Luís Lemos

Uma nota introdutória. A utilização de certas imagens poéticas (chamemos-lhes assim) e ao mesmo tempo realistas (aliás, timidamente realistas para não ferir as pessoas muito sensíveis) neste comentário adequam-se propositada e perfeitamente ao nível de moralidade e de racionalidade da conversa da senhora cientista doutora psiquiatra e do seu assessor de painel em questão.

Naquela educativa e desinibida televisão tablóide CMTV, costuma aparecer, segundo parece, uma sujeita psiquiatra que desenvolve uma actividade industrial interessante: questões de sexo – no puro âmbito do exercício da psiquiatria, esclareça-se. A sujeita, de nome Teresa Leonardo, esteve num programa da referida estação assessoriada pelo ministro socratista Rui Pereira (mação do Grande Oriente, um daqueles que se empenharam ardentemente na defesa do chamado «casamento» entre eles e eles e elas e elas). Ambos eram entrevistados por um qualquer palrador de escala.


A expedita e muito ambientada Teresa Leonardo
O encoberto Rui Pereira

O tema genérico era a violação de mulheres. E, especificamente, saber quando é que se trata de violação.

Sim, alvitrava a Teresa Leonardo, porque o marido pode estar a violar a mulher, não é verdade?! Então pode lá o marido querer «à força» copular com a respectiva?! (Quem sabe se a pobre vítima já estava aviada quando foi para casa, e depois chega exausta, sem apetite  – alvitro eu.)

E aquele tipo que está a tentar engatar uma mulher! Também poderá estar a violá-la – por palavras, «apesar de não haver penetração»!

E aquele tipo que quer ir mais longe quando ela (inocentinha) vai colaborando plenamente mas apenas até ao aquecimento, inclusive a esta fase, «apenas» com umas beijocas, como sugeria a cientista psiquiatra?! Então o malandro já levou umas beijocas e ainda queria mais!? Só aí é que a inocente dá conta da ameaça!!! (Os mimos autorizados referidos foram apenas as beijocas. Não sabemos se outros podem ser considerados no processo de acusação por parte da vítima.)

Ora, o grande drama dessas «violadas» é provar em tribunal que foram violadas – lamentava-se a cientista medico-social! Que grande problema jurídico que o Rui Pereira não conseguiu resolver quando era ministro do governo mais porco de todos os tempos! Pela sua própria conversa, ele bem tentou!

A conversa já metia nojo, já me estava a sexuar o juízo. Mas resolvi escutar o trio de ataque até ao fim. Sempre convém saber o que vai por este Portugal democrático, uma vez abolida a retrógrada censura salazarista.  E assim fiz. Eis senão quando......

Eis senão quando este programa de grande incidência moral acaba e lhe sucede um anúncio. Era o anúncio de um filme que iria passar na estação tablóide nessa mesma noite, numa série com o sugestivo nome Sala Privada (certamente reservada aos psiquiatras como a Teresa Leonardo e o Júlio Machado Vaz e aos respectivos pacientes), em que apareciam cenas do maior deboche com fufas e tudo – conclusão tirada apenas pelo anúncio.

O que prova isto? Que o tema do sexo, para além de constar na agenda das forças decadentes da sociedade, é o alimento duma indústria. Nesta indústria ganham dinheiro tanto os vendedores de pornografia como os supostos protectores das pseudo-violadas. São dois dos vários ramos da mesma indústria do sexo. Certos psiquiatras, certas assistentes sociais, certos elementos de comissões ditas protectoras, tablóides, comerciantes porno, todos eles têm a sua parte no negócio.

Tudo isto se passa enquanto crianças e mulheres realmente violadas vêem os seus agressores levar umas penazinhas ou umas pulseirinhas electrónicas, quando levam, como aconteceu no caso Casa Pia e semelhantes.





Substituir o treinador ou os jogadores?







quarta-feira, 21 de maio de 2014