quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cavaco, tão perto e tão longe?

José Ribeiro e Castro, Expresso, 2.8.2010


Para a direita, o centro-direita, e o centro não capturado pela esquerda, estes meses surgiram diferentes do que se previa: um futuro sem Cavaco, ou com Cavaco cativo do eleitorado PS. Não é famoso. Se Cavaco Silva tivesse vetado a lei do casamento homossexual, a questão provavelmente não teria surgido. Mas, após 17 de Maio, tudo ficou mais incerto: não porque se apresentasse outro candidato, mas porque Cavaco Silva deslocou-se de sítio, de referência e de eleitorado.

Em 2006, Cavaco ganhou à primeira volta por 35 mil votos. Não foi grande folga. E alguns inquéritos mostram duas coisas: um declínio do apelo eleitoral e a deslocação para a esquerda do seu eleitorado, tornando-o mais dependente de votos PS para uma reeleição. Os inquéritos Aximage-Correio da Manhã ilustram-no: Cavaco vencia com 60 por cento em Janeiro, com 56 em Março, só com 53 em Junho; e o voto socialista em Cavaco fez-se indispensável, havendo mais eleitores PS a votar Cavaco (36,6%) do que Alegre (34,2%).

Muitos repetem que, numa 2ª volta, Cavaco perde. Isso demonstra uma confrangedora falta de confiança. E assenta em premissas totalmente falsas. Nestes sistemas eleitorais, pode dizer-se quase de ciência certa que quem não ganha uma segunda volta, não é eleito certamente à primeira - e quem ganha logo à primeira, ganharia seguramente a segunda. A questão verdadeira é, portanto, outra: se, pelos seus actos, Cavaco Silva enfraqueceu ou alienou a possibilidade de ser reeleito à primeira volta, o que é melhor para fortalecer as hipóteses de eleição à segunda? Mais candidatos nesse espaço? Ou o monopólio cavaquista? A resposta temo-la na dinâmica natural destes sistemas, incluindo no único caso ocorrido em Portugal: a pluralidade de candidaturas representativas num dado espaço eleitoral favorece a sua mobilização e competitividade; e potencia a sua vitória à segunda volta. Em 1986, Freitas do Amaral não teve mais ninguém no seu espaço de captação eleitoral: liderou folgado à primeira volta; mas perdeu à segunda. Em 1986, só houve segunda volta à esquerda - resultado: a esquerda ganhou.

Ou seja, se o centro e a direita querem vencer as próximas presidenciais e, depois, terem um Presidente do seu espaço e não do outro, podem ter mais hipóteses com diferentes candidatos do que com a suave espera cavaquista.
Pode ser mais seguro ser da maioria presidencial à segunda do que à primeira.

O caso simbólico do não-veto não foi apenas isso, mas o despertador de mais desapontamentos adormecidos: a forma como visitou a Madeira, recebendo a oposição regional numa sala de hotel; o modo como se desenvolveu o diferendo no Estatuto dos Açores; o caso das escutas em Belém e o seu estrondo em cima da campanha do PSD, nas últimas legislativas; a não exigência do referendo ao Tratado Europeu, ao arrepio de todas as promessas eleitorais de 2005; o consentimento do governo minoritário de Sócrates. E, quando Marcelo Rebelo de Sousa, conselheiro de Estado designado por Cavaco, comentava, a propósito do funeral de Saramago, que "é mais importante ser-se Presidente do que os netinhos" - isso ilustra outra fraqueza: a quebra de autoridade externa.

Os desapontamentos feriram os sectores que mais acreditavam em Cavaco e que mais se bateriam quando as coisas apertassem. Agora, as coisas ficaram mais dependentes do cinismo dirigente e do calculismo de ocasião. Isto é mais fraco do que uma candidatura enraizada em convicções, sinceridade, identificação e esperança. Sobretudo é mais vulnerável e incerto. E, por isso, ficou mais complicado. E mais em aberto.

A seis meses de vista, num país em crise, confundido e descrente, estamos perto, mas tudo parece ainda tão longe. Falta entusiasmo, esperança, energia. E falta verdade.



A McDonald's produz anúncio
promovendo a homossexualidade entre os jovens

A União das Famílias Portuguesas alerta para o facto da McDonald’s da França ter produzido um anúncio para a televisão fazendo a apologia da relação homossexual entre um rapaz e outro da sua escola.

Ler mais em:

http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.com/2010/08/boicote-mcdonalds-por-promover.html



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A ministra da educação que organiza debates

Heduíno Gomes

O normalíssimo – que por isso significa bom – sistema de ensino que havia em Portugal foi destruído por Veiga Simão no Governo de Marcelo Caetano. A partir daí, temos o sistema dito «democrático», que está à vista, agora no seu apogeu. Com mais fantasia ou menos fantasia, com mais demagogia («paixão») ou menos demagogia, com mais reforma ou menos reforma, este sistema está condenado nos seus pressupostos antropológicos, filosóficos, didácticos e pedagógicos em geral. Nada a fazer, remendar é inútil.

Mas, de vez em quando, aparece um ministro (nos últimos tempos tra) ou secretário de Estado particularmente iluminado a dar mais uma achega ao caos, matando-nos as saudades da época cavaquista com o genial Roberto Carneiro, que iria acabar com os chumbos através de pacotinhos de leite com chocolate... e obviamente da manipulação das estatísticas.


É agora o caso de Isabel Alçada, que, além de confirmar a sua sistémica confusão das «novas pedagogias», particularmente do agrado da esquerda bem-pensante, vem, com a sua confessada falta de ideias, dizer que vai organizar um debate para descobrir como é a melhor maneira de acabar com os chumbos. A parte positiva da intervenção de Isabel Alçada é confessar de facto o seu vazio de ideias sobre a questão. A senhora confirma assim que foi parar a tra da educação como poderia ter ido parar a tra do ambiente ou tra do comércio externo.
















Quem logo aplaudiu entusiasticamente a ideia foi o subsidiodependente socialista Albino Almeida, particularmente adulador do poder, supostamente representante dos pais dos alunos de Portugal. E daí os media poderem dizer que os pais concordam com a parvoíce...

Por sua vez, o profissional-sindicalista da Fenprof Mário Nogueira coloca as suas pertinentes condições: sim senhora, boa ideia, mas temos de ver isso das condições para concretizar a ideia, isto é, a massa! A massa! A massa!

Não ao aborto gráfico!

Bic Laranja



Quem me conhece sabe que não sou de militâncias nem vou em democracias. Mas há maneiras de prosseguir intentos. E nesta demência duns dromedários linguistas e duns asnos eleitos - conte-se as respectivas pandilhas da Assembleia e dos jornais - em estupidamente abrasileirar por decreto o idioma, confesso que me tenho visto em cuidados e sem bem perceber que propósito anda por trás desta trama ortográfica. Entenda o benévolo leitor a minha aflição; genuflectir a quem nos usurpa a identidade não é digno.

" Lido nas entrelinhas, o A.O. contém uma silenciosa 'Base XXII', nunca declarada, jamais admitida, mas sempre presente. O seu enunciado poderia ser assim:

Em caso de divergência da ortografia portuguesa em relação à ortografia brasileira, deve a portuguesa ser alterada no sentido da prática brasileira (exemplo: em Portugal escreve-se "Junho" e no Brasil escreve-se "junho"; logo, devemos agora todos escrever "junho"). Mas, em caso de divergência da ortografia brasileira em relação à portuguesa, mantém-se a ortografia brasileira, a par da portuguesa, através da criação da correspondente regra da facultatividade (exemplo: no Brasil não se escreve "amámos", para o diferenciar de "amamos", como em Portugal; logo, ambas as formas podem ser utilizadas facultativamente)."

(João Roque Dias, "Tá Tudo Doido, 28/6/2010.)

Se lhe parece que exagero, benévolo leitor, note bem até onde nos afundam nesta humilhação.

" A sessão realizada na Academia das Ciências de Lisboa a 14 de Abril [de 2009] teve laivos de surrealismo: 1) Uma delegação de um dos estados contratantes do A.O. (Brasil) apresenta na sede do "órgão consultivo do Governo Português em matéria linguística" [Academia das Ciências de Lisboa] um V.O.L.P. [Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa] unilateral "brasileiro", já que, segundo o seu responsável, Bechara, «em nenhum momento o Acordo fala em vocabulário comum» [errado: o art.º 2º do Acordo refere-o expressamente]; 2) na mesma sessão, foi também apresentado pela "Academia Galega da Língua Portuguesa" um 'Léxico da Galiza' (mas então, em galego, não se diz Galicia?) para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa". Lindo! Portugal de cócoras, a dar guarida às manias das grandezas de brasileiros (propalando os 190 milhões de "falantes" de português) e de galegos (a eterna política das diversas autonomias espanholas contra o poder centralista de Castela)."

(Id., ib.)

Algo se deve, pois, fazer! Uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos pode ser levada à Assembleia - um instrumento da sempre bendita democracia que carece de 35.000 assinaturas de cidadãos eleitores devidamente identificados, em papel. E todavia, porém...

" Escusado será dizer, sem qualquer desprimor para ninguém, é claro, que nenhum dos chamados “blogs de referência” – os 5 ou 10 mais conhecidos e visitados – mencionou a I.L.C. contra o Acordo Ortográfico. Trata-se de uma questão de divulgação, portanto, e aqui reside também boa parte do problema: não se pode esperar que haja grande adesão a algo que as pessoas desconhecem sequer existir."

(I.L.C. contra o A.O., 16/6/2010.)

Pouco dado, como disse, a iniciativas deste género - e muitíssimo menos a apregoá-lo -, cá fica a excepção que inevitavelmente dita a regra. É triste que esta nação tenha chegado a este ponto. A reclamação do direito natural de me não sujeitar a estrangeiros nas leis da recta escrita do meu próprio idioma segue preenchida e firmada em impresso próprio, amanhã, por correio.





«Uma nova forma de fazer política»

Alberto Gonçalves

Os apoiantes de Pedro Passos Coelho sempre juraram que o homem representava uma nova forma de fazer política. Não duvido. O dr. Passos Coelho é o primeiro líder da oposição que, em última instância, não se opõe a coisa nenhuma. Cada medida absurda do Governo é recebida pelo actual PSD a cinco tempos: 1) Recusa (o PSD acha a medida inadmissível); 2) Negociação (o PSD pretende obrigar o Governo a discutir a medida e forçá-lo a revê-la de acordo com as suas exigências); 3) Confusão (o PSD lança para a imprensa um nevoeiro informativo acerca das suas pretensões e do desenvolvimento da discussão que mantém com o Governo); 4) Aceitação (o PSD proclama que o interesse nacional o levou a concordar com a medida inadmissível do Governo); 5) Vergonha (o PSD pede desculpa ao País).

Numa democracia menos exótica, esta adaptação condensada dos 12 passos dos Alcoólicos Anónimos seria despachada logo que possível. Em Portugal, é um êxito. A julgar pelas sucessivas sondagens, as intenções de voto no PSD crescem em progressão geométrica. Enquanto isso, os socialistas, autores das exactas políticas que o PSD subscreve, estão em queda livre. Imagino que, para a semana, o eleitorado continuará a punir o PS por causa das Scut e dos chips nas matrículas e a premiar o PSD que, depois das típicas cambalhotas, acabará em sintonia com o Governo na questão (ou questões) das Scut e dos chips nas matrículas. Após cinco anos em sentido inverso, o povo decidiu que o eng. Sócrates é o responsável por todas as calamidades que se abatem sobre a nação. O dr. Passos Coelho, que há meses vem legitimando as calamidades, é um herói popular.

Explicações? Não mas peçam. Talvez as desculpas do dr. Passos Coelho tenham tocado o coração das massas oprimidas. Talvez as massas andem tão cansadas do eng. Sócrates que o trocariam pelo Pato Donald ou por uma torradeira eléctrica. Talvez as massas sejam definitivamente malucas. Certo é que as massas querem o dr. Passos Coelho a primeiro-ministro, e só não vêem o desejo cumprido porque, pelos vistos, a nova forma de fazer política também implica evitar o poder a qualquer custo. A nova forma de fazer política ainda será política ou já entra na pura fraude?



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segunda-feira, 26 de julho de 2010

A maneira prática como o Povo vê a questão


Estás a morrer, Portugal !

Mário Pereira Garrido

(Artigo tomado de um jornal regional)

Quando D. Afonso Henriques te fundou e os seus descendentes foram vergando etnias para fundarem um país desde o Minho até ao Algarve chamado Portugal, os seus habitantes passaram a chamar-se portugueses.

Grandes vultos portugueses da história universal descobriram outros continentes e voltaram a vergar etnias e formaram territórios com um só povo.

Em 1974 aconteceu-te uma grande desgraça com o 25 de Abril da carraça, começaste a receber dinheiro da CEE para acabar com a agricultura, com as pescas, etc., etc., e, ao mesmo tempo, passaste a ser o terceiro país com mais carros da Europa (per capita) e a ter mais casas que pessoas e ainda contínuas a construir.

Estás empenhado e continuas a contrair dívidas, a vender ouro e bocados de ti próprio a estrangeiros. Mais uma vez a CEE te vai empenhando, oferecendo-te dinheiro para a construção do TGV para que os futuros donos possam vir ver os seus bocados.

Entretanto começaram a formar-se etnias de assassinos, ladrões, drogados, pedófilos, corruptos, regionalistas, Miguéis de Vasconcelos que te querem oferecer à Espanha e esta etnia que se está a formar chama-se homossexualidade.

A juventude socialista está para apresentar no parlamento a aprovação de um projecto-lei que passe a autorizar• o casamento entre homossexuais e ao mesmo tempo poderem. adoptar os filhos dos outros. Com tantos problemas que tens para discutir ao que tu chegaste.

Pois bem, vamos lá analisar este projecto-lei.

Quem defende esta possível lei, ou é homossexual ou não tem o mínimo de humanidade. Já se puseram no lugar de uma criança de 3 anos que não escolheu os pais e que quando chegar aos 6 anos e for para a escola, os outros alunos começam a apalpar-lhe o rabo, pode tornar-se homossexual ou ser atingido por distúrbios mentais.

A juventude socialista só deve estar a querer fazer da homossexualidade a maior etnia. A coisa mais bela que há na terra é a mulher, que até é mãe, ou certos socialistas já se esqueçeram de onde é que sairam.

Ciganos e negros já andam aos tiros na rua, gerando insegurança num grande bairro social mesmo junto à capital. Faço aqui um pedido a todos aqueles, como eu, que fizeram o serviço militar e aos que estão nas forças armadas, que juramos defender a Pátria até a morte que se comece a pensar bem a sério na Pátria bem amada de Camões.

Para te resolver uma grande parte dos teus problemas eu tenho a .solução numa carta que enviei em Julho de 2006 a sua Excelência o Sr. Presidente da República.

Observação amigável da Redacção ao autor:
O autor tem inteira razão no diagnóstico e traduz bem o sentimento geral dos Portugueses. O problema está em encontrar a solução. A este propósito, o próprio Presidente da III República está-se nas tintas para a Res publica.




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domingo, 25 de julho de 2010

Unicef patrocina programa que perverte a infância

Eis a «bondade» deste organismo da ONU.

A colunista do Jornal Hoy, Julia Regina de Cardenal, denunciou que a Unicef patrocina em São Salvador o programa televisivo "Sexto Sentido", emitido no canal 33 em horário acessível às crianças e que promove contravalores que pervertem os menores.





segunda-feira, 19 de julho de 2010

A economia europeia -- Uma perspectiva chinesa

A poesia e a economia

Fernando Sobral, Jornal de Negócios
 
A economia não é um predador inclemente. Só o é quando não a entendemos e quando fazemos dela um tubarão digno de um filme de Steven Spielberg.

Há alguns dias Manuel Alegre agarrou na lira e declamou: "Eu não sou economista e sei muito pouco de finanças, mas tenho uma outra visão da economia e não quero na Presidência da República alguém que tenha a superstição dos mercados, que aceite uma posição de subserviência em relação aos mercados, que não diga uma palavra quando o Governo toma uma atitude justa que é a de vetar um negócio que punha em causa grandes interesses nacionais".

É um poema moderno, sem rima, mas que errou no meio e no fim. No fim porque o alvo, Cavaco, já falou para apoiar o veto governamental ao negócio Vivo. E no meio porque, ao afastar do seu mundo lírico a economia, Alegre encerrou a prosa numa jaula, como se fosse um animal feroz.

A economia não é um predador inclemente. Só o é quando não a entendemos e quando fazemos dela um tubarão digno de um filme de Steven Spielberg. Alegre demonstra que não percebe o mundo: este sempre foi feito de créditos e débitos e a própria poesia está cheia desta economia de emoções.

Fazer da sua campanha uma marcha libertadora contra a economia não o levará a lado nenhum. Se olhar para a biblioteca básica da história verá como, de Marx a António Sérgio, a economia foi a poesia das consciências. A cultura nunca viveu num mundo separado da economia: lembre Alegre a Florença dos Médicis ou a Flandres da pintura. Só mais recentemente se achou que eram mundos que viviam de costas voltadas. Fernando Pessoa tinha razão quando dizia: "o poeta é um fingidor". Mas, seguindo a lógica, Alegre é um ficcionista sem noção da realidade.


 

Companhias apoiantes dos grupos de invertidos

Peter and Paul Ministries

As seguintes conhecidas companhias e organizações apoiam e promovem a perversão da homossexualidade e sodomia ao darem ajuda e financiarem as organizações que promovem a homossexualidade.

Estes grupos e empresas têm uma visão depravada do casamento e da sexualidade.

Esta lista foi elaborada a partir da The Human Rights Campaign, uma organização que promove a homossexualidade.

Apresentamos destacados os que mais operam em Portugal e que merecem o boicote das famílias. Ver em:





Deixem-me ver se entendo...

- Se atravessares a fronteira da Coreia do Norte ilegalmente, és condenado a 12 anos de trabalhos forçados.

- Se atravessares a fronteira iraniana ilegalmente, és detido sem limite de prazo.

- Se atravessares a fronteira afegã ilegalmente, és alvejado.

- Se atravessares a fronteira da Arábia Saudita ilegalmente, serás preso.

- Se atravessares a fronteira chinesa ilegalmente, nunca mais ninguém ouvirá falar de ti.

- Se atravessares a fronteira venezuelana, serás considerado um espião e o teu destino está traçado.

- Se atravessares a fronteira cubana ilegalmente, serás atirado para dentro de um navio para os E.U.A.


Mas, se entrares por alguma fronteira da União Europeia ilegalmente, terás:

- Um abrigo ...

- Um trabalho ...

- Carta de Condução...

- Cartão Europeu de Saúde...

- Segurança Social ...

- Crédito Familiar ...

- Cartões de Crédito ...

- Renda de casa subsidiada ou empréstimo bancário para a sua compra ...

- Escolariedade gratuita ...

- Serviço Nacional de Saúde gratuito ...

- Um representante no Parlamento e no Governo...

- Podes votar, e mesmo concorrer a um cargo público ...

- Ou mesmo fundares o teu próprio partido político !

E por último, mas não menos importante:

- Podes manifestar-te nas ruas e até queimar a nossa bandeira!


E... SE EU TE QUISER IMPEDIR, SEREI CONSIDERADO RACISTA!

SEM DÚVIDA QUE PARECE IRREAL, MAS É A MAIS PURA DAS VERDADES!



 
 

Como vai o Ocidente


Infiltração Islamista

O Duque de Bragança ao DN:
«Tornar obrigatório a educação sexual
resume-se a dizer: forniquem à vontade»

No dia em que comemora o seu 65.° aniversário, a cinco dias de celebrar sessenta anos do fim do banimento da família real do território nacional, por decreto de Salazar, e em ano de centenário da implantação da República, o herdeiro dos reis de Portugal comenta a situação do País.

Convidado a falar sobre Educação e questionado sobre se «o País está mais preocupado com as causas fracturantes do que com a realidade», o Duque não tem dúvidas.

«Claro ! Tornar obrigatório o ensino da educação sexual resume-se a dizer: forniquem à vontade, divirtam-se, façam o que quiserem mas com higiene. Praticamente é só isso, em vez de dar referências éticas e morais em relação ao desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Ao mesmo tempo, desencorajam-se as aulas de educação moral e estamos a dizer que a moral não tem importância, que só a sexualidade livre é fundamental para a felicidade dos portugueses».

Passos Coelho: o verniz eleitoralista
e as fantásticas histórias da Carochinha

Heduíno Gomes

PPC abre a boca e sai mais uma história eleitoralista. O seu objectivo é sempre agradar a todos.

Ora vejam bem.

PPC quer que a Caixa Geral de Depósitos seja um banco de desenvolvimento. E assim ele agrada aos empresários que necessitam de apoio financeiro. Mas, agradando aos seus patrões que querem dela tomar posse, quer privatizá-la. Que autoridade tem um governo para ditar a missão a um banco privado? Fantástica história da Carochinha!

PPC, concordando com o consenso geral dos economistas, diz que é preciso reduzir a despesa do Estado. Mas diz que não vai reduzir o funcionalismo público – o que não seria eleitoralista em relação ao monstro criado por Cavaco; diz então que conseguiria essa proeza fazendo reduções em itens que pouco contam para o totobola, como apoios a falsos carenciados, comunicações e outras ridicularias. Fantástica história da Carochinha!

PPC, concordando com o consenso geral dos economistas, diz que é preciso reduzir rapidamente a despesa do Estado. Mas diz que o seu plano é de passá-la de 52% do PIB para 42% em duas legislaturas, isto é, 8 anos (aliás, ele falou primeiro em 10 anos e depois precisou para duas legislaturas). Fantástica história da Carochinha!

PPC diz qualquer coisa ao sabor das circunstâncias e das plateias.

Confiem nele e depois digam que não vos avisaram!

domingo, 18 de julho de 2010

O livro da Sinistra

Santana Castilho, Público

No livro que acaba de lançar, Maria de Lurdes Rodrigues cita Max Weber para justificar a sua acção política, movida, diz ela, pela “ética das convicções”. Atentem, generosas leitoras e leitores, ao naco de prosa que a ex-ministra escolhe para caracterizar quem tem vocação para a política (no caso, ela própria):

“… Só quem está certo de não desanimar quando … o mundo se mostra demasiado estúpido ou demasiado abjecto para o que … tem a oferecer … tem vocação para a política …”
(in “A Escola Pública Pode Fazer A Diferença”, p. 18)

Freud ensinou-nos que nenhuma palavra ou pensamento acontecem por acidente. Uma coisa são os erros comuns, outra, os actos falhados. É falhado o acto que leva Maria de Lurdes Rodrigues a citar, assim, Weber, para justificar a sua acção política. E fez tudo o que fez, confessou-nos no circo do lançamento, com grande alegria, qual pirómana que se baba de prazer ante as cinzas da escola pública que deixou.

Eis as entranhas de uma coisa que não é pessoa, que não tem alma, e que não aguenta mais que 18 páginas para dizer, de modo obsceno, o que pensa dos que esmagou com sofrimento.

O livro é híbrido e frio, como a autora. É um relatório factual e burocrático sobre as suas tenebrosas medidas de política educativa. A excepção a este registo está na introdução, um arremedo ensaísta de alguém que chegou a ministra sem nunca ter percebido o que é uma escola e para que serve um sistema de ensino. Permitam-me duas notas factuais a este propósito e a mero título ilustrativo:

1. A autora introduz, como grande tema de debate sobre políticas educativas, o nível de conhecimentos adquiridos na escola. Interroga-nos assim: “… Os adultos que fizeram a quarta classe da instrução primária no tempo dos nossos avós sabiam mais do que os jovens que hoje concluem o 9º ano? …” (obra citada, p. 11). A questão é intelectualmente pouco honesta. Porque compara 4 anos de escolaridade com 9. Porque é formulada por alguém que contribuiu definitivamente para que não se possam hoje comparar resultados escolares, coisa que, apesar das dificuldades, se podia fazer na época a que alude.

2. A ex-ministra diz que não fez uma reforma da educação, que tão-só concebeu e aplicou medidas. Se é surpreendente o conceito (“reforma” foi palavra-chave citada até à exaustão na vigência do Governo que integrou), entra em delírio surrealista quando escreve (p.15): “… Não se pode considerar que o conjunto das medidas configurem uma reforma da educação, porque de facto não foi introduzida uma mudança nos princípios de funcionamento do sistema educativo, ou uma mudança na sua estrutura e organização …”. Não mudou princípios de funcionamento do sistema educativo, nem mudou a sua estrutura e organização? E os estúpidos somos nós? Enxergue-se e tenha decoro.

Segue-se o Diário da República narrado aos papalvos por 20 euros e 19 cêntimos. Registam-se apoios, listam-se colaboradoras e colaboradores e referem-se reuniões. Nenhuma dúvida, nenhum apreço pelo contraditório que lhe foi oposto, muito menos qualquer riqueza dialéctica. Um deserto, numa imensa auto-estrada de propaganda.

Ao longo dos últimos 5 anos, fundamentei nesta coluna de opinião a oposição a cada uma das 24 medidas que o livro distingue, pelo que tão-só recordo as mais emblemáticas das que a autora refere: a aberração pedagógica e social, que nacionalizou crianças e legitimou a escravização dos pais, baptizada como “escola a tempo inteiro”; o logro do ensino profissional (Maria de Lurdes fala de 28 000 alunos em 2005, para dizer que os quadruplicou em 2009. Mas conta mal. No ano- lectivo de 2004-05 tinha 92 102 alunos no conjunto dos cursos que ofereciam formação profissional); a demagogia de prolongar para 12 anos o ensino obrigatório (na Europa a 27 só 5 países foram por aí) sub-repticiamente sustentada pela grosseira manipulação estatística que lhe permite afirmar que no ensino secundário temos um professor para cada 8,4 alunos (p.90), pasmem quantos conhecem a realidade; a insistência no criminoso abandono de milhares de crianças com necessidades educativas especiais, por via da decantada aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade; a engenharia financeira e administrativa (depois veremos onde nos conduzirá), que está a transferir para a propriedade de uma empresa privada, por enquanto detida pelo Estado, todo o património edificado; e, “the last, but not the least”, a fraude pedagógica imensa que dá pelo nome de Novas Oportunidades, forma de diplomar a ignorância na hora, gerando injustiça e semeando ilusões.

Na cerimónia do lançamento do livro que acabo, sumariamente, de analisar, Sobrinho Simões, um cientista de grande gabarito e um homem de muitos méritos, referiu-o como “o mais sólido”que leu até hoje. Quem dedicou a vida a combater o cancro com o rigor da ciência, não podia, estou seguro, afirmar o que afirmou, se tivesse analisado a produção técnica e legislativa que sustenta a racionalidade do livro que elogiou. Mas a vida actual é assim. Muitos sucumbem, adaptando-se a esta sociedade doente. Continuo felizmente de saúde. Por isso choro quando vejo cair os melhores.


Só me faltava esta:
Ração de Combate «Made in Spain»!...

Enviado por A. R.
Ajuda das Forças Armadas Portuguesas à economia Espanhola. Realmente, esta é de bradar aos céus. A Manutenção Militar é para extinguir, não é?
A ração de combate das Forças Armadas Portuguesas é fornecida por uma empresa espanhola. E é de uma pobreza franciscana. Sem qualidade.
Um roubo e uma afronta aos militares portugueses.
O Governo Português deixa na mão de uma empresa espanhola até a "ração de combate individual do militar português".
Quem serviu as Forças Armadas sabe que na semana de campo todos os militares comem a "ração de combate".
O que é a ração de combate?
A ração de combate é uma embalagem na qual estão contidos os alimentos para um dia de cada soldado: o pequeno almoço, o almoço, o jantar.
A ração de combate agora, "NATO APROVED", é composta por leite em pó, sardinhas em conserva, chocolate, gomas para o stress, café em comprimidos ou em pó, fósforos, doces, marmelada, uma lata de carne – por exemplo jardineira - uma lata de feijoada, açúcar, pastilhas para purificar água, lenços de papel, dispositivo para aquecer os alimentos, saco de plástico para juntar os resíduos, sumo de laranja, sumo de ananás, bolachas sem sal, sal.
Na guerra do Ultramar, cada militar tinha por dia uma ração de combate.
Hoje os soldados portugueses no Afeganistão, na Bósnia, e noutros teatros de operações militares, têm uma ração de combate por dia.
Pois bem, as rações de combate dos militares portugueses são fornecidas pela empresa espanhola JOMIPSA-Partida del Salt S/N- San Juan de Alicante - 03550 Alicante - Espanha!!!
Na ração de combate temos os seguintes alimentos:
1 - Jardineira de vaca .- das Conservas Huertas S C/Cervantes Malagan (C.Real) España - que nem carne tem, mas antes ervilhas feijão verde ou harricot, bocadinhos de cenoura e dois , no máximo, bocados de carne:
2 - Leite "demi-écrémé" para dissolução instantânea com 15 gr de PL, fabricado em França;
3 - Dois pacotes de açucar da Mama Inés; um pacote de sumo de ananás da Mama Inés; um pacote de sumo de laranja da Mamá Inés, tudo farbricado pela JOMIPSAA (Espanha);
4 - Uma lata de sardinhas em conserva produzida pela JOMIPSA;
5 - Um conjunto de pastilhas para fazer fogo, fabricado pela Minigrip que parece ser francesa;
6 - Um pacote de doce de morango fabricado pela empresa Memarillo el Quijote ,SA (Espanha);
7 - Três pacotes de bolachas sem sal, Sweet Biscuit, fabricado pela empresa José Miguel Pontevedra SA (JOMIPSA) (Espanha);
8- Guardanapos de papel fabricados por B-60837192 Campello (Alicante - Espanha);
9 - Dois pacotes de café instantâneo fabricados pela Mama Inés (JOMIPSA - Espanha);
10 - Dois pacotes de sal fabricados pela JOMIPSA - Espanha;
11 - Uma lata de paté de fígado fabricado pela empresa Alimentos Preparados Naturales, SA, de Los Yebenes - Toledo - Espanha;
12 - Uma lata de "Rancho Viseu" fabricado pela empresa Conservas Huertas SA, C/Cervantes (C. Real) Espanha.
A ração de combate é miserável em termos de conteúdo e qualidade.
E não há um único alimento português!
Mas mais miserável é as forças armadas portuguesas estarem nas mãos de Espanha, até na questão das rações de combate.
Isto é um nojo!
Em, primeiro lugar se houver guerra ela será com Espanha, como sempre foi.
Franco tinha estudos para a invasão de Portugal;
Depois do 25 de Abril Espanha propôs aos EUA invadir Portugal;
O nosso inimigo potencial é sempre Espanha.
Menos para Sócrates que não deve saber História ou então está a fazer o frete à Maçonaria Internacional que quer anexar Portugal à Espanha.
Esta questão das rações de combate prova bem a porcaria onde os portugueses estão metidos.
Cavaco Silva sabe isto?
Então as Forças Armadas Portuguesas dependem de Espanha nas rações de combate?
A Manutenção Militar já não é capaz de produzir rações de combate com comida portuguesa, saborosa?
Vamos imaginar que amanhã Espanha voltava a invadir Portugal.
Os soldados portugueses dependiam de Espanha para comer!
Isto é um nojo!
Não me venham com contratos internacionais e liberdade de contratação na União Europeia.
Há matérias em que não pode haver liberdade de negociação, antes reservas estratégicas de soberania, que os tratados da União Europeia permitem.
Porque Portugal nestas questões estratégicas, de defesa nacional, de dignidade nacional, nunca pode ficar na mão de Espanha, nem de ninguém.
Uma vergonha!!!
Até as Forças Amadas Portuguesas estão na mãos de Espanha para efeitos de intendência!?
Que porcaria de políticos temos?
E qual o controlo que faz Cavaco Silva?
O que faz José Sócrates?
Nunca devemos dizer: Espanha-Espanha-Espanha!
D. Afonso Henriques; Nuno Álvares Pereira, D. João I; D. João II, D. João IV, roem as unhas nos túmulos ao ver tanta trampa que cresce em Portugal!
Fora com esta gente!
Quem foram os responsáveis militares que aceitaram isto? Quem foram os políticos que permitiram este avilte?
Algum general viu o conteúdo da jardineira de vaca da ração de combate, ou fui eu que tive azar e me calhou - pedi uma ração de combate para analisar - só ervilhas?



Tal sogro, tal genro...
Extraordinário o argumento do «amor»!!!

Excerto de entrevista ao Expresso de Luís Montez, genro de Cavaco Silva e co-responsável na rádio pela abundante promoção da contracultura relativista e decadente. Que grande coincidência!















Ficou espantado por Cavaco Silva ter promulgado a lei do casamento dos homossexuais? Tinham falado sobre isso?

A lei iria ser aprovada de qualquer maneira. Não discuto essas decisões com ele. O Parlamento decidiu, e acho que tem de se respeitar essa decisão. Não fiquei espantado, contava com isso. Ele é um democrata.

E o que pensa disso?

Eu sou pelo amor. O mais importante é que as pessoas que se amam estejam juntas, e já agora legalmente, se lhes interessar.



Um país agarrado ao Estado

Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

Rui Horta, coreógrafo de nomeada, criticou ontem violentamente (na Antena Aberta da RTP N) os cortes de verbas no Ministério da Cultura.

Horta considerou os cortes não democráticos por não terem sido discutidos previamente com as forças vivas do sector. E, para que não restassem dúvidas quanto ao papel da Cultura na Economia, lembrou que se trata de actividades prosseguidas pelo sector privado, não pelo Estado. A esta altura da conversa, eu, entusiasmado, dei por mim a comentar: "Querem ver que o modelo de negócio da Cultura mudou?" Mas a esperança foi sol de pouca dura. Porque de seguida Horta meteu a pata na poça, ao admitir que os subsídios (ou será financiamentos? Ou apoios? Ou ajudas...?) valem "apenas" 40% do sector. Apenas...!

Rui Horta é uma belíssima imagem do Portugal que somos: não há sector que viva sem a ajuda do Estado. Uns de forma explícita, outros mais discretos. Mas todos contam, na boa tradição salazarista, com a sua mão providencial.

Mas não é apenas na subsídio-dependência que Horta se revela o espelho do País. A sua ideia de que o Estado devia ter negociado os cortes, antes de os anunciar, mostra bem porque não saímos da cepa torta. Imagine, caro leitor, se a ministra tivesse ouvido cada "parceiro" da Cultura para saber onde cortar. "Not in my backyard" teria sido a resposta.

É provável que Horta não saiba que é o "complexo de negociação" (leia-se cedência às corporações) que explica a extraordinária engorda do Estado nos últimos 25 anos; e que é essa gordura que explica os (elevados) impostos que pagamos. Mas alguém lhe devia explicar, caramba.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

O PPV anuncia candidato à Presidência
da República

COMUNICADO

Como é sabido, nos últimos meses o PPV promoveu uma série de reflexões e consultas tendentes a garantir a presença de uma voz pro-Vida e pro-Família no debate político que se avizinha, com a campanha para a Presidência da República. Porquê?

Porque acreditamos em Portugal

Porque acreditamos na Família

Porque acreditamos nos portugueses

Perante o não avanço de qualquer das personalidades escolhidas pelo "povo pro Vida" em consulta aberta no nosso blogue oficial, a direcção nacional do PPV, em reunião de 29 de Junho, decidiu avançar com uma campanha nacional tendo em vista a candidatura do seu responsável-geral, o Prof. Luís Botelho Ribeiro.

A seu tempo e com as assinaturas reunidas, será apresentado o programa completo da candidatura. Em resumo, eis os principais objectivos da campanha presidencial pro-Vida LuisBotelho2011:

Representar o pensamento e propostas políticas da Doutrina Social da Igreja no debate dos caminhos de futuro para Portugal que estas eleições proporcionam

Defender uma interpretação constitucional plenamente conforme aos sentimentos, valores e anseios mais profundos dos portugueses: dignidade, solidariedade, liberdade.

Dar a todos os que defendem na teoria e na prática os Valores da Vida e da Família uma possibilidade de voto de acordo com a sua consciência

Questionar o modelo de desenvolvimento do nosso país, propondo um sistema mais inclusivo para as novas gerações, para todas as regiões, para as famílias que querem ter filhos mas vêem no Estado mais um obstáculo que um amigo

Portugal pro Vida - valorizando a Vida e a Família, superamos a crise http://portugalprovida.blogspot.com/

Que farei com este Presidente?

Ana Sá Lopes, jornal i em 19 de Junho de 2010

 
Ex-líder do CDS diz que direita está "numa situação de vazio"

José Ribeiro e Castro não se lembra de umas presidenciais assim: "À esquerda e à direita ninguém acredita em ninguém", afirma ao i.

José Ribeiro e Castro, deputado, ex-presidente do CDS, sente que "nas últimas semanas há muito eleitorado a descolar de Cavaco Silva". "Não me recordo nunca de uma eleição presidencial assim. Há uma situação política suspensa das presidenciais e dá a ideia de que nos diferentes sectores partidários ninguém acredita em ninguém", afirma ao i o ex-líder do CDS, que vê na esquerda como na direita "uma situação de algum vazio".

"[Como presidente do CDS] Defendi o apoio a Cavaco Silva nas últimas presidenciais e lembro-me bem das dificuldades que tivemos. Alguns não votaram e não fizeram segredo disso, outros declararam mesmo que tinham votado em Manuel Alegre", diz Ribeiro e Castro, lembrando que foram apenas 33 mil votos que evitaram que há quatro anos Cavaco Silva fosse obrigado a ir à segunda volta. "A eleição à primeira volta foi curta."

Para o deputado centrista, não foi apenas a promulgação do casamento entre pessoas do mesmo sexo que afastou algum eleitorado conservador de Cavaco Silva. "Existem outras questões, nomeadamente a alergia que o Presidente da República manifesta aos referendos, quando os referendos foram uma conquista constitucional da AD", justifica. "É sabido que o Presidente da República é contra os referendos. Isto descontenta muito eleitorado que acha que o referendo é um instrumento legítimo. Não substitui a democracia representativa, mas é um instrumento da democracia". Ribeiro e Castro acusa o Presidente da República de "ter ignorado por completo a iniciativa do referendo" ao casamento gay que vários grupos católicos tentaram desencadear, com apoio de alguns políticos, como Ribeiro e Castro e Santana Lopes.

Para o ex-líder do CDS, a atitude do Presidente da República "foi pior que a da Assembleia da República" que, apesar de ter chumbado a iniciativa, a discutiu. "O Presidente ignorou por completo e isso também feriu as pessoas", afirma. Ribeiro e Castro acha mesmo que a questão da promulgação do casamento gay "foi apenas o detonador de outras questões que estavam adormecidas", e se não se traduzir numa nova candidatura à direita, o "descontentamento inorgânico" pode redundar numa "grande abstenção".

"Do ponto de vista do eleitorado a que o Presidente da República se dirigiu nas últimas eleições, tornou as coisas mais complicadas e incertas". Ribeiro e Castro aponta como "fundamental" a necessidade de colocar no processo legislativo "a sociedade e a família".

Sobre se, com a negativa de Bagão Félix, estaria disponível para protagonizar essa candidatura à direita, Ribeiro e Castro responde: "Não estou à janela, outros estão, existem outras pessoas".

Mas não nega totalmente que, no futuro, o cenário não se possa vir a colocar: "Há questões que merecem ser reflectidas e amadurecidas, exigem um exame mais complexo e profundo". Nomeadamente, se existem "condições políticas para uma candidatura", se teria "um significado útil" e se contaria também com apoios financeiros para se poder desenvolver.



O Estado leva tudo!

João José Brandão Ferreira

Já plantei árvores, tenho filhos e escrevi livros. Posso pois, segundo um ditado popular, partir desta vida e passar a outra “dimensão”. Mas lamento já cá andar há 56 anos e não ver melhorar um rol de coisas extenso, que não pára de aumentar. E da melhoria das pequenas coisas se poderia partir para outras mais importantes. Foi desse modo que Nova Iorque se tornou, possivelmente, mais segura, hoje em dia, que Lisboa…

Livros escrevi cinco, mas só deste último consegui auferir, até hoje, alguns direitos de autor. O mundo editorial não foge à pandemia geral (essa sim, real), de desonestidade em que vivemos. Já fui vítima de algumas coisas que se tornaram corriqueiras: deslizamento temporal das promessas de pagamento; falências, quiçá fraudulentas; desaparecimento do mercado por fraude; e até um “não tenho dinheiro para lhe pagar, pois ninguém me paga, olhe só lhe posso pagar em livros…”

Quando finalmente recebo uns assinaláveis 10% (!) pelo preço de venda de cada exemplar, sou informado que tenho que pagar 7,5% de IRS,sobre o total recebido, para os cofres da Fazenda Pública.

Usando de um pouco da ousadia que me prégaram nos bancos da escola militar, que frequentei, resolvi interrogar-me porquê?

Ou seja com que direito e porque bulas, as finanças – que na Idade Média só cobravam impostos depois de aprovados em Cortes onde estavam representados o Clero, a Nobreza e o Povo – se arroga o direito de me espoliar de 7,5% do meu trabalho a que pomposamente apelidam de “propriedade intelectual”?

Vejamos, eu não sou profissional desse território; escrevi o livro nos meus tempos livres, não tendo para isso usufruído de nenhum “serviço” do Estado; usei papel, canetas, computador, net, consultei bibliotecas, comprei outros livros e mais um conjunto de consumíveis sobre os quais esse mesmo Estado já me cobrou impostos – para além de estar a contribuir para o PIB - dou trabalho à editora, à distribuidora e ajudo no negócio dos livreiros – ou seja estou a contribuir para o emprego de muita gente ; finalmente, dou o meu contributo para a cultura nacional – notem que até escrevo com pontuação e tudo! – e que fez o Estado? Pois o Estado vai-me esbulhar de 7,5% de uma pequena mais valia que obtive exclusivamente com a iniciativa e trabalho próprio. O Estado não me taxa, agride-me e tira-me, por completo, a vontade de com ele colaborar.

O Estado está assim a incorrer na falta em garantir a Justiça e o Bem-Estar dos cidadãos que é suposto servir, que, juntamente com a Segurança, são os três únicos desígnios para os quais existe e foi inventado.

Poder-se-á argumentar que este imposto contribui para o Bem Geral, mas essa tirada só faz ouvir o gargalhar mais longe e mais audível.

Nem os outros cidadãos têm o direito de usufruir de nada para o que não concorreram, nem eu me sinto no dever de tal partilhar, a não ser por deliberação própria.

Um Estado que esminfra quem trabalha, protege quem especula e subsidia quem não quer fazer nada (ou está preso!) além de privilegiar as cunhas de parentesco, “grupo” ou partidárias, é um estado de um país sem futuro, à beira dos maiores precipícios.

Não se acerta uma.

O dia da morte de José Saramago

Alberto Gonçalves, DN, 20.6.2010
 
Portugal ficou mais pobre? Se a pobreza for de espírito e a julgar pelas carpideiras, sem dúvida. A morte de José Saramago iniciou uma competição de louvores e levou uma extraordinária quantidade de sujeitos, notáveis e anónimos, a elogiar um homem que, evidentemente a título elogioso, todos acham "polémico".

É verdade que Saramago tentou a polémica. E se agora muitos aconselham a separar o autor da respectiva obra, é igualmente verdade que o conselho não possui efeitos retroactivos. Após O Evangelho... e sobretudo após o Nobel, que insuflou Saramago com uma importância proporcional à importância que um país periférico dá a essas coisas, os seus romances confundem-se frequentemente com sebentas de apoio às controvérsias públicas que o autor buscava e, na maioria dos casos, obtinha. Menos lidos do que comentados, os livros de Saramago pareciam-se com uma mera versão escrita do chinfrim que o próprio anunciava ainda antes de cada publicação e se esforçava por alimentar depois.

E tudo isso para quê? Vasculha--se a imprensa e, entre a excitação dos epitáfios, não se encontra uma voz dissonante. Saramago orgulhava-se de fomentar inimigos, mas, fora dos comentários sem rosto na Internet, aparentemente não há um com a decência de aparecer e proclamar que desprezava a obra ou que detestava o autor.

Para quem se sonhou incómodo, não haverá maior traição do que partir neste sufocante consenso. Armados de panegíricos, os adversários evitam o sectarismo de que Saramago sempre padeceu, os admiradores lembram o criador perseguido (?) e esquecem o comissário político, os alucinados exaltam a "coragem" do fiel servidor de uma ditadura (felizmente breve), os sensíveis reclamam respeito post mortem por um indivíduo que venerou uma ideologia especializada no assassínio.

Eu, que nunca gostei do escritor nem do cidadão e não mudei de ideias por causa de um destino a que ninguém escapa, faço-lhe a justiça de imaginar que, caso também aí Saramago se tenha enganado e a alma seja realmente imortal, a alma dele hoje lastime tamanha unanimidade. Pela modestíssima parte que me toca, não a terá. E não precisa de agradecer.