quarta-feira, 7 de julho de 2010

O PPV anuncia candidato à Presidência
da República

COMUNICADO

Como é sabido, nos últimos meses o PPV promoveu uma série de reflexões e consultas tendentes a garantir a presença de uma voz pro-Vida e pro-Família no debate político que se avizinha, com a campanha para a Presidência da República. Porquê?

Porque acreditamos em Portugal

Porque acreditamos na Família

Porque acreditamos nos portugueses

Perante o não avanço de qualquer das personalidades escolhidas pelo "povo pro Vida" em consulta aberta no nosso blogue oficial, a direcção nacional do PPV, em reunião de 29 de Junho, decidiu avançar com uma campanha nacional tendo em vista a candidatura do seu responsável-geral, o Prof. Luís Botelho Ribeiro.

A seu tempo e com as assinaturas reunidas, será apresentado o programa completo da candidatura. Em resumo, eis os principais objectivos da campanha presidencial pro-Vida LuisBotelho2011:

Representar o pensamento e propostas políticas da Doutrina Social da Igreja no debate dos caminhos de futuro para Portugal que estas eleições proporcionam

Defender uma interpretação constitucional plenamente conforme aos sentimentos, valores e anseios mais profundos dos portugueses: dignidade, solidariedade, liberdade.

Dar a todos os que defendem na teoria e na prática os Valores da Vida e da Família uma possibilidade de voto de acordo com a sua consciência

Questionar o modelo de desenvolvimento do nosso país, propondo um sistema mais inclusivo para as novas gerações, para todas as regiões, para as famílias que querem ter filhos mas vêem no Estado mais um obstáculo que um amigo

Portugal pro Vida - valorizando a Vida e a Família, superamos a crise http://portugalprovida.blogspot.com/

Que farei com este Presidente?

Ana Sá Lopes, jornalem 19 de Junho de 2010

 
Ex-líder do CDS diz que direita está "numa situação de vazio"

José Ribeiro e Castro não se lembra de umas presidenciais assim: "À esquerda e à direita ninguém acredita em ninguém", afirma ao i.

José Ribeiro e Castro, deputado, ex-presidente do CDS, sente que "nas últimas semanas há muito eleitorado a descolar de Cavaco Silva". "Não me recordo nunca de uma eleição presidencial assim. Há uma situação política suspensa das presidenciais e dá a ideia de que nos diferentes sectores partidários ninguém acredita em ninguém", afirma ao i o ex-líder do CDS, que vê na esquerda como na direita "uma situação de algum vazio".

"[Como presidente do CDS] Defendi o apoio a Cavaco Silva nas últimas presidenciais e lembro-me bem das dificuldades que tivemos. Alguns não votaram e não fizeram segredo disso, outros declararam mesmo que tinham votado em Manuel Alegre", diz Ribeiro e Castro, lembrando que foram apenas 33 mil votos que evitaram que há quatro anos Cavaco Silva fosse obrigado a ir à segunda volta. "A eleição à primeira volta foi curta."

Para o deputado centrista, não foi apenas a promulgação do casamento entre pessoas do mesmo sexo que afastou algum eleitorado conservador de Cavaco Silva. "Existem outras questões, nomeadamente a alergia que o Presidente da República manifesta aos referendos, quando os referendos foram uma conquista constitucional da AD", justifica. "É sabido que o Presidente da República é contra os referendos. Isto descontenta muito eleitorado que acha que o referendo é um instrumento legítimo. Não substitui a democracia representativa, mas é um instrumento da democracia". Ribeiro e Castro acusa o Presidente da República de "ter ignorado por completo a iniciativa do referendo" ao casamento gay que vários grupos católicos tentaram desencadear, com apoio de alguns políticos, como Ribeiro e Castro e Santana Lopes.

Para o ex-líder do CDS, a atitude do Presidente da República "foi pior que a da Assembleia da República" que, apesar de ter chumbado a iniciativa, a discutiu. "O Presidente ignorou por completo e isso também feriu as pessoas", afirma. Ribeiro e Castro acha mesmo que a questão da promulgação do casamento gay "foi apenas o detonador de outras questões que estavam adormecidas", e se não se traduzir numa nova candidatura à direita, o "descontentamento inorgânico" pode redundar numa "grande abstenção".

"Do ponto de vista do eleitorado a que o Presidente da República se dirigiu nas últimas eleições, tornou as coisas mais complicadas e incertas". Ribeiro e Castro aponta como "fundamental" a necessidade de colocar no processo legislativo "a sociedade e a família".

Sobre se, com a negativa de Bagão Félix, estaria disponível para protagonizar essa candidatura à direita, Ribeiro e Castro responde: "Não estou à janela, outros estão, existem outras pessoas".

Mas não nega totalmente que, no futuro, o cenário não se possa vir a colocar: "Há questões que merecem ser reflectidas e amadurecidas, exigem um exame mais complexo e profundo". Nomeadamente, se existem "condições políticas para uma candidatura", se teria "um significado útil" e se contaria também com apoios financeiros para se poder desenvolver.



O Estado leva tudo!

João José Brandão Ferreira

Já plantei árvores, tenho filhos e escrevi livros. Posso pois, segundo um ditado popular, partir desta vida e passar a outra “dimensão”. Mas lamento já cá andar há 56 anos e não ver melhorar um rol de coisas extenso, que não pára de aumentar. E da melhoria das pequenas coisas se poderia partir para outras mais importantes. Foi desse modo que Nova Iorque se tornou, possivelmente, mais segura, hoje em dia, que Lisboa…

Livros escrevi cinco, mas só deste último consegui auferir, até hoje, alguns direitos de autor. O mundo editorial não foge à pandemia geral (essa sim, real), de desonestidade em que vivemos. Já fui vítima de algumas coisas que se tornaram corriqueiras: deslizamento temporal das promessas de pagamento; falências, quiçá fraudulentas; desaparecimento do mercado por fraude; e até um “não tenho dinheiro para lhe pagar, pois ninguém me paga, olhe só lhe posso pagar em livros…”

Quando finalmente recebo uns assinaláveis 10% (!) pelo preço de venda de cada exemplar, sou informado que tenho que pagar 7,5% de IRS,sobre o total recebido, para os cofres da Fazenda Pública.

Usando de um pouco da ousadia que me prégaram nos bancos da escola militar, que frequentei, resolvi interrogar-me porquê?

Ou seja com que direito e porque bulas, as finanças – que na Idade Média só cobravam impostos depois de aprovados em Cortes onde estavam representados o Clero, a Nobreza e o Povo – se arroga o direito de me espoliar de 7,5% do meu trabalho a que pomposamente apelidam de “propriedade intelectual”?

Vejamos, eu não sou profissional desse território; escrevi o livro nos meus tempos livres, não tendo para isso usufruído de nenhum “serviço” do Estado; usei papel, canetas, computador, net, consultei bibliotecas, comprei outros livros e mais um conjunto de consumíveis sobre os quais esse mesmo Estado já me cobrou impostos – para além de estar a contribuir para o PIB - dou trabalho à editora, à distribuidora e ajudo no negócio dos livreiros – ou seja estou a contribuir para o emprego de muita gente ; finalmente, dou o meu contributo para a cultura nacional – notem que até escrevo com pontuação e tudo! – e que fez o Estado? Pois o Estado vai-me esbulhar de 7,5% de uma pequena mais valia que obtive exclusivamente com a iniciativa e trabalho próprio. O Estado não me taxa, agride-me e tira-me, por completo, a vontade de com ele colaborar.

O Estado está assim a incorrer na falta em garantir a Justiça e o Bem-Estar dos cidadãos que é suposto servir, que, juntamente com a Segurança, são os três únicos desígnios para os quais existe e foi inventado.

Poder-se-á argumentar que este imposto contribui para o Bem Geral, mas essa tirada só faz ouvir o gargalhar mais longe e mais audível.

Nem os outros cidadãos têm o direito de usufruir de nada para o que não concorreram, nem eu me sinto no dever de tal partilhar, a não ser por deliberação própria.

Um Estado que esminfra quem trabalha, protege quem especula e subsidia quem não quer fazer nada (ou está preso!) além de privilegiar as cunhas de parentesco, “grupo” ou partidárias, é um estado de um país sem futuro, à beira dos maiores precipícios.

Não se acerta uma.

O dia da morte de José Saramago

Alberto Gonçalves, DN, 20.6.2010
 
Portugal ficou mais pobre? Se a pobreza for de espírito e a julgar pelas carpideiras, sem dúvida. A morte de José Saramago iniciou uma competição de louvores e levou uma extraordinária quantidade de sujeitos, notáveis e anónimos, a elogiar um homem que, evidentemente a título elogioso, todos acham "polémico".

É verdade que Saramago tentou a polémica. E se agora muitos aconselham a separar o autor da respectiva obra, é igualmente verdade que o conselho não possui efeitos retroactivos. Após O Evangelho... e sobretudo após o Nobel, que insuflou Saramago com uma importância proporcional à importância que um país periférico dá a essas coisas, os seus romances confundem-se frequentemente com sebentas de apoio às controvérsias públicas que o autor buscava e, na maioria dos casos, obtinha. Menos lidos do que comentados, os livros de Saramago pareciam-se com uma mera versão escrita do chinfrim que o próprio anunciava ainda antes de cada publicação e se esforçava por alimentar depois.

E tudo isso para quê? Vasculha--se a imprensa e, entre a excitação dos epitáfios, não se encontra uma voz dissonante. Saramago orgulhava-se de fomentar inimigos, mas, fora dos comentários sem rosto na Internet, aparentemente não há um com a decência de aparecer e proclamar que desprezava a obra ou que detestava o autor.

Para quem se sonhou incómodo, não haverá maior traição do que partir neste sufocante consenso. Armados de panegíricos, os adversários evitam o sectarismo de que Saramago sempre padeceu, os admiradores lembram o criador perseguido (?) e esquecem o comissário político, os alucinados exaltam a "coragem" do fiel servidor de uma ditadura (felizmente breve), os sensíveis reclamam respeito post mortem por um indivíduo que venerou uma ideologia especializada no assassínio.

Eu, que nunca gostei do escritor nem do cidadão e não mudei de ideias por causa de um destino a que ninguém escapa, faço-lhe a justiça de imaginar que, caso também aí Saramago se tenha enganado e a alma seja realmente imortal, a alma dele hoje lastime tamanha unanimidade. Pela modestíssima parte que me toca, não a terá. E não precisa de agradecer.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Estado português e o Estado espanhol

Helena Matos, Público, 1.7.2010

«Portugal é um Estado. Pobre, ciclotímico e um pouco desatinado, mas um Estado sem problemas de identidade ou de fronteiras. Coisa que a Espanha está longe de ser. De cada vez que embarcamos na designação "ibérico", seja em mercados, encontros ou campeonatos, ajudamos a Espanha a iludir o seu problema com a Catalunha, o País Basco e todos os outros nacionalismos que por ali campeiam - agora até descobriram que existe o valenciano e o andaluz, pois os nacionalismos estão para a invenção das línguas como a bola para o futebol. O busílis da questão é que, ao embarcarmos nesse caldeirão ibérico composto por nações que andam a discutir se são estados e outras minundências que fazem o dia-a-dia da Espanha e que muito dinheiro e influência rendem aos diferentes nacionalismos, colocamo-nos a nós, que somos um Estado, nesse patamar das nações que não só não nos rende nada como nos subalterniza e retira influência. Porque, na hora da verdade, os mesmos catalães e bascos do folclore das nações da Ibéria, que andam de símbolos independentistas no braço, apostam na selecção de Espanha. Seja no futebol ou nos negócios.

«Assim, recuperemos a designação "luso-espanhol", que coloca cada um dos países em seu devido lugar, e deixemos o termo "ibérico" para aquelas embalagens de costeletas provenientes de Espanha mas que os perspicazes empresários espanhóis sabem que compraremos com muito mais facilidade se, em vez de espanhol, tiverem escrito ibérico.»



A maior obra de ficção de todos os tempos

João Miguel Tavares, Correio da Manhã

No outro dia estava com dificuldade em adormecer e decidi ler a maior obra de ficção publicada em Portugal nos últimos anos: o programa eleitoral do Partido Socialista.

Vejam o que encontrei na página 28: "Quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram a sua implementação: (i) localizarem--se em regiões cujos indicadores de desenvolvimento sócio-económico sejam inferiores à média nacional; e (ii) não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário." Falta, evidentemente, o ponto (iii), que me ofereço desde já para acrescentar: "e (iii) desde que a situação económica não fique lixada ao ponto de a gente precisar desesperadamente de fazer umas massas dê lá por onde der."

Tenho cá para mim que hoje em dia as reuniões do Conselho de Ministros começam com José Sócrates a perguntar: "Meus senhores, há algum ponto do programa eleitoral do PS que nós estejamos a cumprir?" Se algum ministro levantar a mão e disser "sim senhor, na página 66 há um breve ponto sobre o combate à diabetes que neste momento corre o risco de se vir a tornar realidade", aí o primeiro-ministro intervém para repor a ordem: "Há uma reputação a manter, meus senhores. Acabem imediatamente com esse desvario."

Deixem-me esclarecer que não está aqui em causa a justeza das facadas no programa eleitoral do PS. As SCUT, na minha modesta opinião, nem sequer deveriam ter sido inventadas. Agora, não deixa de ser espantoso que José Sócrates tenha sido eleito com base em 120 páginas de patranhas, numa altura em que a crise mundial já estava por todo o lado. É isto que os portugueses têm de perceber. Ninguém precisa de escutas ou comissões de inquérito para concluir que o país chapinha em mentiras. Basta ler o programa eleitoral do PS.

sábado, 26 de junho de 2010

Sócrates no Torneio de Arcos de Valdevez

Heduíno Gomes

O Conselho de Estado, reunido em Arcos de Valdevez, no âmbito do Centenário da República, prestou homenagem a Mário Soares. O elogio ao homenagiado ficou a cargo de Sócrates. Lendo um discurso que alguém lhe escreveu --, ou seja, Sócrates travestiu-se com o discurso de alguém --, abundava a erudição e a graxa.

A erudição deu para citar Kant (acho que era Kant, mas, se não era, fica na mesma a erudição do engenheiro dos mamarrachos) -- a partir da cadeira de filosofia técnica, feita certamente na Universidade Independente! E deu ainda para -- calcule-se -- falar em latim técnico! Sim, em latim técnico.

Quanto à graxa a Mário Soares, também deu vontade de rir. Enquanto ouvia a graxa, Mário Soares esboçava um daqueles sorrisos de gozo que só ele sabe, como que a dizer: -- A mim não me enganas tu!



Sócrates com o seu diploma de filosofia técnica e latim técnico
da Universidade Independente.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fechar a loja

João Pereira Coutinho, Correio da Manhã

O ensino português não pára de nos abismar. Agora, o país ficou a saber que é possível a um aluno de 15 anos, ‘retido’ no 8.º ano, fazer o exame do 9.º e passar para o 10.º. Não é fácil, garante a ministra. Mas é possível: ‘a vontade move o mundo’, disse a dra. Alçada, que imagina um cábula de 15 anos, a bater com a cabeça nas paredes do 8º ano, mas subitamente tomado por uma vontade irresistível de passar para o 10.º.
Não perturbo esta fantasia. Só estranho que a ministra não se sinta perturbada com a imagem que a fantasia revela. Se um aluno não precisa de frequentar o 9.º ano para passar para o 10.º, para que serve o 9.º ano? Aliás, para que serve estudar no 8.º? Para que servem, no fundo, os rituais clássicos da escolaridade clássica – as aulas, a assiduidade, a avaliação contínua e sazonal – quando é possível dispensar estes empecilhos? No limite, a medida da dra. Alçada permitiria desmantelar todo o sistema e erguer um novo: uma espécie de ‘ensino por correspondência’ onde, em rigor, não existiriam escolas, professores ou alunos. Pena que só sobraçasse o Ministério.

Você emprestar-nos-ia dinheiro?

Camilo Lourenço, Jornal de Negócios

Nas últimas semanas alguns bancos europeus andaram a dizer aos mercados que não têm (ou têm pouca) divida dos países em risco de bancarrota. Entre os quais Portugal. A estratégia é clara: mostrar aos financiadores que não andam com más companhias. E que, por isso, qualquer desastre que aconteça a essas más companhias não os afecta.
A consequência imediata desta atitude é que bancos portugueses, mesmo os mais sólidos, passaram a ter ainda mais dificuldade em financiar-se nos mercados interbancários.
Em qualquer país sério isto teria provocado duas coisas: fuga de depósitos e toque a rebate na classe política. Porque não pode haver pior sinal, para um país, do que quando os mercados o passam a olhar como um leproso.
Em vez disso o que temos? Um Governo que não corta despesa corrente (e que exulta com a subida de 15 por cento nas receitas do IVA); um parlamento que chumba uma proposta para congelar o TGV e um primeiro-ministro que diz que só corta salários aos políticos porque a isso se comprometeu com o líder da oposição.
Enquanto isso, aqui ao lado, um Governo sem maioria decidiu cortar salários a quem trabalha para o Estado (a Espanha tem, como nós, um défice externo superior a 10% do PIB) e vai avançar com uma reforma laboral mesmo sem acordo de sindicatos e patrões.
Caro leitor, imagine que gere as poupanças que milhares de trabalhadores colocaram num qualquer fundo de pensões. Emprestaria dinheiro a Portugal?
P.S. - Passos Coelho diz que se o Governo tiver de recorrer a ajuda externa, o PSD não se opõe. Os mercados ficaram a saber que o futuro primeiro-ministro acha que o País não se safa pelos próprios meios.


Morreu um poeta, patriota e amigo de Olivença

Morreu António Manuel Couto Viana


(Viana do Castelo, 24-01-1923 - Lisboa, 08-06-2010)


Poeta e Português, não esqueceu Olivença, oferecendo-lhe o seu Cancioneiro de Olivença (Hugin, Lisboa, 2003).


«OLIVENÇA, A EXILADA»

O pelourinho, a igreja manuelina,
A porta do palácio Cadaval,
A Torre do Castelo, o escudo em cada quina,
Chamam-se Portugal.


O mais, é um casario
Com dois séculos de Espanha,
Branco e frio,
Em frente ao jorro d'água e à palmeira estranha.


Olivença, a exilada! A palavra saudade,
A sua língua de hoje esqueceu-a de vez.
Porém, sente-se a nobreza e alma da cidade
Em pedra e em português.

[Olivença, 05-10-2001]




«CLAMOR»

(...)
Ouvi a alma de Olivença
Cativa do silêncio sepulcral:
Antes que o tempo me convença,
Vem libertar-me sem detença
A minha pátria é Portugal !

[Olivença, 21-08-2002]



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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Convite para sessão de autógrafos na FNAC-Braga

A Livros d'Hoje convida-o a estar presente na sessão de autógrafos
do livro «Em Nome da Pátria», de João José Brandão Ferreira,
na FNAC-Braga.

[Clicar na imagem para ampliar]





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domingo, 13 de junho de 2010

A grave situação na Turquia, país da NATO

A Turquia islamista foi longe demais

Daniel Pipes, National Review Online, 8 de Junho de 2010
http://maislusitania.blogspot.com/2010/06/grave-situacao-na-turquia-pais-da-nato.html

Os melhores amigos? Erdoğan (à esquerda) com Ahmadinejad.





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Foleiros e doutores

Manuel António Pina, dos jornais

Terminaram as chamadas «Queimas das Fitas» e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade + Quim Barreiros + garraiadas + comas alcoólicos. No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de «futuros dirigentes da Nação». Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas «jotas» a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercados. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbado a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente «Quero cheirar teu bacalhau» andam na Universidade e são «jotas». E a esses, vê-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!).


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Olivença recupera as suas ruas com nomes portugueses

   A Associação Cultural Além-Guadiana         
   prossegue na defesa da cultura oliventina   

http://maislusitania.blogspot.com/2010/05/associacao-cultural-alem-guadiana.html





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Olivença é território de Portugal


A Espanha deve tirar as patas
    de Portugal
Nobre e adequada intervenção
    do deputado
    Prof. Bacelar Gouveia
    na Assembleia da República
    quanto à questão de Olivença

José Maria Martins

http://maislusitania.blogspot.com/2010/05/olivenca-e-territorio-de-portugal.html

Asfixia sexual

 
Inês Teotónio Pereira, i-online, 12 de Junho de 2010

O Estado insiste em entrar por minha casa a dentro. E já nem bate à porta: tem chave. Qualquer dia instala-se, põe os pés em cima da mesa, monopoliza o comando, manda vir uma piza e dá ordens ao meu cão.

O Estado insiste em dar educação sexual aos meus filhos e encomendou o serviço a uma associação qualquer sem me perguntar se quero. Devem achar que não dou conta do recado, que não sei. Cheira-lhes. Têm um dedinho que advinha, uma pulga atrás da orelha, foi um passarinho que lhes soprou ao ouvido. Qualquer coisa. Pergunto: porquê? Conhecem-me de algum lado? Já agora, podiam fazer uma rusga pelo país para averiguar se os meninos comem a sopa em vez de gomas, ou se lêem os livros correctos, ou se lavam os dentes e as mãos. Podiam mesmo criar o Ministério do Grande Educador. Mas o defeito deve ser meu: esta crença cega na Liberdade e na Democracia condiciona-me o raciocínio. Sendo eu uma perigosa democrata, acho que ninguém tem nada a ver com a educação sexual dos meus filhos, nem com a sua educação religiosa ou política. Muito menos o Estado, que não percebe patavina do assunto.

Uma das coisas mais irritantes da esquerda é esta mania alcoviteira de se meter na vida dos outros. Que seria apenas irritante se não houvesse poder à mistura. Mas há, o que a torna asfixiante e até perigosa. O resultado desta aventura da educação sexual é que a liberdade de escolha é só para os ricos. Os outros são obrigados a educar os filhos a meias com pessoas que não conhecem de lado nenhum. O Estado é que sabe. É a esquerda, pá.

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domingo, 6 de junho de 2010

Esta PT acabou, venha a próxima

Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios

A Telefónica vai comprar a Vivo, a bazófia nacionalista era só para sacar mais 800 milhões. Os accionistas da PT já esfregam dentro dos seus bolsos vazios as mãos, ensanguentadas da amputação que predisseram. Como dizem as mulheres, os homens são todos iguais: era só dinheiro.

Esta é a altura em que Portugal tem vergonha dos seus capitalistas. Não pelo negócio, que é excelente. Mas porque usaram o nome do País em proveito próprio. Tanto arrebatamento caiu por apenas mais 14%. Talhando a PT. E Sócrates? Sócrates já não manda aqui. Foi a Espanha defender o que nem os donos da PT defenderam. Ou foi traído ou atraído, mas deixou de ser o último a falar. Até o presidente da CGD lhe passou por cima.

O negócio não foi decidido nem em São Bento nem no Fórum Picoas. Foi na Avenida da Liberdade, 195. É essa a morada dos centros de decisão nacionais. Foi o BES que aceitou negociar a oferta.

"Como tudo na vida, a Vivo tem um preço." Quando Ricardo Salgado me disse esta frase, há uma semana em Nova Iorque, ficou claro qual seria o desfecho. E é por ter dito esta frase que o presidente do BES é uma das duas pessoas que não podem ser acusadas de contorcionismo. A outra é Henrique Granadeiro, pelo que não disse. Preservou-se no silêncio, deixou o jogo sujo para outros, vai falar no fim e ileso.

Daqui para a frente, todos quererão sair bem na fotografia. Os administradores dirão que não estão a favor, que apenas cabe aos accionistas decidir, o que é uma dissimulação. E dirão que venderam bem (o que é verdade) e que há alternativa a não sair do Brasil, a Oi. Isso salva a face deles mas não salva a PT. A Oi não vale uma Vivo.
A Telefónica é a grande vencedora deste processo. Com o raspanete da Brandes, deu um passo atrás para dar depois dois passos à frente - e no segundo pisou quem se armou em orgulhoso português. Parabéns, señor Alierta. Conhece os accionistas da PT melhor do que os portugueses.

Para onde vai o dinheiro? Essa é agora a questão. Para reinvestir, garantindo futuro? Para distribuir em dividendos extraordinários, entregando o dinheiro aos accionistas? Ou para amortizar a dívida, pagando o peso do passado?

São 6,5 mil milhões de euros. A administração quererá investir, muitos accionistas precisam do dinheiro. Uns estão hipotecados (Ongoing, Joaquim Oliveira, Visabeira, até Berardo ainda lá anda), outros são os donos das hipotecas (BES e Caixa) e estão, eles próprios, sem financiamento. A história pode, pois, estar escrita: são Sarahs Ferguson à volta do pote.

O pote é a PT, que está a ser aniquilada. Os seus donos têm todo o direito a fazê-lo, mas não têm o direito dos discursos de "golden shares" e de centros de decisão nacional. Como se diz no Brasil, "para cima de mim não".

A oferta da Telefónica foi, de facto, oportunística. E os donos da PT aproveitaram a oportunidade. Estes accionistas não mereceram, afinal, vencer a OPA. Foi para isto?

Granadeiro e Zeinal deram a PT Multimédia e distribuíram seis mil milhões de euros em dividendos por causa da OPA. Além disso, venderam os anéis. Venderam Marrocos, Botswana, China, e agora o Brasil. O que compraram? Nada. Afinal não foi a Sonae que desmantelou a PT, foi quem lá ficou. Que rica Vivo. 


PS: A venda da Vivo estava escrita. Até nos jornais. Não por iluminação, mas porque era fácil interpretar as evidências. Mesmo aquelas que eram desmentidas pelos accionistas...

- A 12 de Maio, aqui escrevi: "Está para nascer a OPA que não dependa do preço. (...) Não tardará muito até vermos se, como quase sempre, o discurso dos Centro de Decisão é apenas uma questão de preço."

- A 25 de Maio: "É provável que a Telefónica dê um segundo "abraço de urso", mais forte, subindo a oferta de 5,7 mil milhões (...). Nesse caso, a administração terá de aceitar ir a jogo, propondo o negócio aos seus accionistas em assembleia-geral. (...) O dinheiro que a Telefónica pode oferecer tilinta demasiado alto para que todos os accionistas estrangeiros da PT continuem a dizer que não."

- A 27 de Maio: A Telefónica "não pode falhar. Vai ter de dar tudo por tudo - e tudo é dinheiro e contrapartidas. (...) Venha o próximo lance. Isto não foi lá a mal, mas pode ir lá a bem.".

- A 31 de Maio: A Telefónica "é demasiado grande e maior para perder a Vivo, se de facto a quer - e quer. (...) A PT não luta para ganhar, luta para não perder."






sábado, 5 de junho de 2010

Teatro, música e dança sobre a vida
e obra lírica de Luís de Camões

«FOGO QUE ARDE SEM SE VER»

Espectáculo com texto e encenação de José Neto e guarda roupa e direcção coreográfica de «Danças com História». Os espectáculos de 10, 11 e 12 serão apresentados no Salão Nobre da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e integram-se nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

[Clique na imagem para visualizar uma versão ampliada]

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Assassinado o Presidente da Conferência Episcopal da Turquia

Foi assassinado em Iskenderum, Turquia, Dom Luigi Padovese, Vigário Apostólico de Anatólia e Presidente da Conferência Episcopal da Turquia. Segundo informa a agência turca Anadolu, o Prelado foi apunhalado em sua casa.

A morte deste valente Bispo traz à memória a de outro sacerdote assassinado também na Turquia em 2006, o P. Andrea Santoro. O homicídio de Dom Padovese permite-nos ver como o testemunho da Igreja em certas situações pode pagar-se a preço de sangue.

Este lamentável facto ocorre nas vésperas de uma viagem do Papa ao Próximo Oriente. Este facto permite-nos entender com muita profundidade como a questão da solidariedade da Igreja universal, de apoio para estas comunidades cristãs, é absolutamente urgente, necessária.



A utilização abusiva dos termos «colonial» e «guerra colonial»

João José Brandão Ferreira

Os termos e os conceitos têm, normalmente, um significado preciso. E sendo a língua portuguesa assaz rica, não há razão alguma para que no discurso oficial, nas academias de cultura, nos órgãos de Estado, na comunicação social e nos portugueses em geral, se usar e abusar de termos, fora do seu significado e, ou, do âmbito em que devem ser aplicados.

Vem isto a propósito do abuso e despropósito com que se passaram a usar os termos que servem de título ao escrito.

De facto estes termos passaram a ser utilizados a esmo, no pós 25 de Abril de 1974 e foram-no sobretudo por razões ideológicas. Isto é, quem entende que as campanhas de contra subversão que fomos forçados a conduzir entre 1961 e 1974, em Angola, Guiné e Moçambique eram injustas, utiliza os termos “colonial” e “guerra colonial”; quem, ao contrário, entende que eram justas as acções desencadeadas pelo governo português de então, utiliza os termos “guerra do ultramar”; e quem não se quer conotar com nenhuma das ”facções” ou entrar em polémicas, chama-lhe “guerra de África”, assim à moda de “ponte sobre o Tejo”…

Convém, de uma vez por todas, fazer “doutrina” sobre o assunto e desmistificar ideias feitas (algumas a martelo e … foice).

O termo “colonial” tem a ver com colonialismo, entendido como a exploração de um povo por outro povo – um conceito negativo, portanto.E por “guerra colonial” terá que se entender os esforços, em termos militares, em impôr tal exploração, ou seja o colonialismo.

Em contraponto ao colonialismo existe um outro conceito, que é o de “colonização”, isto é, a transferência de cultura, o desenvolvimento económico e a sucessiva integração de populações tidas por “indígenas” por outros povos mais “avançados” com quem contactaram, ou que se estabeleceram no seu território.

Foi isto que se passou, por exemplo, em Portugal continental durante a reconquista cristã, havendo até no século XX, um organismo (extinto em 1966), que dava pelo curioso nome de Junta de Colonização Interna - com a resalva de que as populações mouras tinham um grau civilizacional identico.

Ora o conceito colonizador tem uma carga positiva, em qualquer parte do mundo, e foi isso que os portugueses fizeram durante a sua extraordinária expansão pelas quatro partes do mundo. E fizeram-no de um modo constante, com fins espirituais e não apenas materiais, integrando e não discriminando e oferecendo a sua protecção e até a sua nacionalidade a todos os que se abrigassem debaixo da bandeira das quinas. Ou seja foi um esforço colectivo, orientado de cima e que assumiu, desde o início, o natural prolongamento da mãe-pátria relativamente a territórios e populações.

Quer isso dizer que não houve latrocínios, erros ou depredações? Houve, mas tem que se ver as coisas à luz da época e da evolução dos conceitos morais dos tempos. E tem que se ver as coisas em termos relativos. Nesse âmbito ninguém se portou melhor do que nós. E as malfeitorias ocorridas, nunca tiveram o beneplácito ou o incitamento das autoridades. Foram combatidos, o pecado não deixou de ter esse nome e o vício nunca foi considerado um bem.

Houve situações de colonialismo? Houve, nomeadamente por parte de algumas grandes empresas. Sobretudo quando algumas pessoas influentes na sociedade portuguesa, se deixaram cativar no fim do século XIX e princípios do século XX, pelo exemplo do colonialismo inglês e pelos lucros que daí poderiam advir… Esqueceram-se assim dos grandes princípios seculares da colonização portuguesa, causando os danos associados e que eram inevitáveis. Mas tais acções não põem em causa os princípios do Estado Português desde que Afonso de Albuquerque instituiu o “mestiço”,e o todo da obra da lusa gente, ao passo que os abusos que ainda havia estavam a ser firmemente combatidos desde o 3º quartel do século XX.

Ora o que aconteceu no pós II Guerra Mundial, foi ter-se inventado o conceito de autodeterminação dos povos – como do anterior já se tinham inventado alguns, e posteriormente se tentou impôr outros.

Este conceito – caro à Guerra Fria – não visava, objectivamente, dar a povos que estivessem integrados noutras unidades políticas, a capacidade de poderem dispôr de si mesmos do modo que entendessem, mas sim a substituição de soberanias e o domínio económico/financeiro/estratégico.

Os países visados foram os europeus, que dispunham de territórios fora da Europa e apenas esses. Para tal, entre outras “armas”, confundiu-se o conceito de colonização em colonialismo e apenas nesse, diabolizando-o. Tudo isto se transformou num monumental embuste a ser aplicado de forma cega.

Ora Portugal que vivia em paz e sossego dentro das fronteiras, há muito estabilizadas e sem fazer má vizinhança a ninguém, viu-se, primeiro atacado em termos político-diplomáticos e depois com extrema violência física.

A resposta que naturalmente foi dada a isto, contemplou várias vertentes e, quando se tornou necessário, a vertente militar.

Ora chamar a isto “guerra colonial” é um despautério sem qualificação que só a defesa de uma ideologia vesga pode justificar.

O termo “guerra do ultramar” aceita-se no sentido em que as operações se desenvolveram em territórios ultramarinos, conceito antigo e sem qualquer carga pejorativa, ou outra.

Mas, pensem bem, o que as FAs portuguesas e as policiais e de segurança, bem como todas as autoridades civis empenhadas, andaram a fazer durante 13 anos, não terá sido a “condução de operações militares e policiais de contra guerrilha, em larga escala, em defesa da integridade do território e salvaguarda das populações, em reforço dos meios das autoridades provinciais”?

E tal esforço não foi feito contra infiltrações vindas do exterior e apoiadas por potências estrangeiras? (lembra-se que em qualquer território português que fosse ilha nunca houve qualquer perturbação).

Será que 36 anos depois e com os ânimos, aparentemente, serenados esta evidência ainda não entra pelos olhos adentro?




“Ética da responsabilidade”

Raquel Abecasis

Está encontrado o significado da novíssima expressão “ética da responsabilidade”. Quer dizer cinismo e/ou hipocrisia.
 
 
Este fim-de-semana, foi José Sócrates que usou a “ética da responsabilidade” para explicar porque decidiu apoiar Manuel Alegre às presidenciais de 2011. Diz o primeiro-ministro que “um partido tem que decidir, não pode decidir não decidir, essa opção nunca fez sentido para o Partido Socialista e não faz sentido para um grande partido como o PS”.
 
Ficamos, portanto, conversados. Sempre que ouvir alguém falar em ética da responsabilidade, já sabe: esse alguém prepara-se para fazer exactamente o contrário daquilo que pensa.
 
É mais um tributo que ficamos a dever a Cavaco e a Sócrates. Sabe-se lá o que teremos ainda para aprender com eles.




Cavaco Silva usou-a para justificar porque promulgou a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de discordar do diploma e do que ele vai representar para a sociedade.

Tornar-me bonzinho, dizer bem de tudo,
não criticar ninguém, ser tolerante, compreensivo...

João José Brandão Ferreira

Gente amiga azucrina-me de quando em vez os lóbulos parietais, esquerdo e direito, para eu me tornar bonzinho, dizer bem de tudo, não criticar ninguém, ser tolerante, compreensivo, que as coisas não são assim tão más; não se pode ver tudo a preto e branco e toda uma parafernália argumentativa que roça a teoria do bom selvagem do Iluminado Rousseau, quiçá o relativismo moral tão do agrado dos “soissante huitards”.

Alguns quase me tiram do sério quando dão em me apelidar de “excessivo” – nunca se questionando se o que é excessivo são as minhas respostas ou aquilo que lhes deu origem…; ou quando usam o argumento terminal do “era irreversivel”. Curioso argumento este, normalmente usado depois das coisas já terem acontecido, e que se revela um calmante extraordinário de consciências … Fico no entanto por norma sem resposta quando contraponho que irreversível é a gente morrer e mesmo só para aqueles que não acreditam na ressurreição...

São bem intencionados estes meus amigos e eu bem gostaria de lhes ser simpático. A sério que gostaria.

Mas como não vivemos, nem nunca viveremos, nos sonhos quiméricos do sr. Jean Jacques, tão pouco nas utopias idiotas (algumas maléficas) dos que se barricavam no Quartier Latin e como, infelizmente, o bom do Padre Américo não acabou com os malandros todos -- isto para ficarmos por aqui -- eu tenho uma dificuldade imensa em proporcionar aos caríssimos que se cruzam comigo, aquela graça natalícia, no dia- a-dia.

Os trabalhadores do Parlamento Europeu
ou
A elite europeia



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conserve o seu emprego

560
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"Quando o povo tem fome, tem direito a roubar"

Belmiro de Azevedo, Jornal de Negócios Online

Belmiro de Azevedo discorda do aumento dos impostos, diz que prometer e não cumprir é “pecado” e acha que o Governo está “a brincar com o fogo”, avisando que as mais recentes decisões políticas podem ter consequências sociais desastrosas: “Quando o povo tem fome, tem o direito de roubar”.

O presidente do Conselho de Administração da Sonae falava ontem numa conferência organizada pelo Instituto Superior de Gestão, num evento coberto pela TVI, em que criticou de novo, e abertamente, as grandes obras públicas.

Belmiro de Azevedo diz que o país “não tem dinheiro” para financiar grandes projectos e que Portugal tão pouco precisa deles – numa referência ao TGV e ao novo aeroporto de Lisboa. Em sua opinião, a opção do Governo deve centrar-se na promoção de “pequenos investimentos”, porque são estes que, no imediato, podem gerar mais emprego.





Cavaco Silva «ganhava as eleições»
se tivesse vetado a lei do casamento homossexual»

Declarações de D. José Policarpo

«Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal», defende Cardeal Patriarca.
O Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva “usasse o veto político” na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito “ganhava as eleições” presidenciais do próximo ano.
“Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal”, diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.
“O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu”, referiu o prelado à Rádio Renascença.
No entender de D. José Policarpo, “o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser”.





A lei nasceu coxa

Comunicado da Plataforma Cidadania e Casamento

A Plataforma Cidadania Casamento assistiu com alguma surpresa à tomada de posição do Presidente Cavaco Silva na promulgação da lei ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Não conseguimos compreender a indiferença do Presidente perante aquele que é o sentir da sociedade portuguesa seja na rejeição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, seja na defesa da realização de um referendo sobre a matéria.
Para se aperceber desse sentir bastaria ao Presidente ter presentes os seguintes factos:100 Mil pessoas de norte a sul de Portugal em três semanas apenas subscreveram uma Iniciativa Popular de Referendo numa época do ano entre todas a mais desaconselhada para a obtenção deste resultado (o mês de Dezembro);
21 Presidentes de Câmara Municipal pertencentes a diversos partidos assinaram essa mesma Iniciativa Popular de Referendo e numa iniciativa inédita 20 capitães de Abril subscreveram uma carta aberta sobre esta proposta de lei expressando a sua adesão à ideia de um referendo;
Não há desde o inicio desta discussão uma só sondagem (por telefone, online ou outro qualquer meio) em que os resultados saiam do seguinte padrão: mais de 50% de opiniões adversas ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, percentagens maiores de rejeição da permissão de adopção por estes "casais" e mais de 50% de opiniões favoráveis à realização de um referendo sobre a matéria;
A maioria da opinião publicada (gente da cultura, protagonistas da sociedade civil e políticos de vários partidos) manifestou-se no mesmo sentido de exigência do referendo e rejeição da modificação do regime do casamento;
onsideramos mais "compreensível" que o governo socialista tenha imposto a ditadura do silêncio no parlamento no momento de voto do referendo impedindo a realização do mesmo, do que o Presidente de todos os portugueses ter tomado uma posição que viabiliza a todo o custo esta lei, não defende o verdadeiro interesse das famílias nem o interesse nacional, (a)funda a sua posição em "razões" desconexas e defrauda aqueles que em si votaram.
Procedendo dessa forma o Presidente abriu uma verdadeira crise política que em consequência da ética da responsabilidade por si invocada não deixará de produzir os seus efeitos: a divisão da sociedade portuguesa num momento em que é tão necessária a coesão nacional.
Neste quadro a Plataforma Cidadania Casamento, cuja presença em todas as nossas cidades não cessa de crescer, saberá estar à altura das suas responsabilidades e continuará sem cessar, pelas formas que em cada circunstância política forem as mais adequadas, a dar corpo e voz ao clamor popular de um referendo sobre esta matéria, preparando inclusivamente as soluções jurídicas que forem necessárias na sequência da eventual revogação desta lei, se esse for o sentido da decisão que vier a ser tomada.
Esta Lei nasceu coxa, sem as muletas do Presidente arrisca-se a tropeçar, mais tarde ou mais cedo será referendada.
Lisboa, 18 de Maio de 2010